domingo, 31 de março de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
MODELOS NEGRAS DESFILAM NA AVENIDA PAULISTA EM PROTESTO CONTRA RONALDO FRAGA
Na semana passada, estilista usou palha de aço na cabeça de modelos.Nesta segunda (25), agência colocou o material na roupa das mulheres
Edição Adilson Gonçalves Foto: J. Duran Machfee / Futura Press/ Estadão Conteúdo
Modelos desfilaram nesta segunda-feira (25), na Avenida
Paulista, em São Paulo, em protesto contra o estilista Ronaldo Fraga. Na semana
passada, ele usou perucas e apliques de palha de aço na cabeça de modelos em
desfile na São Paulo Fashion Week.
Nesta
segunda, durante o protesto, as modelos desfilaram na calçada da Avenida
Paulista. O evento foi organizado por uma agência de modelos negras.
Elas usaram a palha de aço como tecido para as roupas que
usavam. Na cabeça, usaram pedaços de panos coloridos.
O grupo contesta as perucas idealizadas por Fraga em
parceria com o maquiador Marcos Costa. Elas se tornaram alvo de um debate sobre
racismo, que ganhou dimensão nas redes sociais. Em entrevista na ocasião, Fraga
disse que sua proposta não foi entendida. “Quando acordei e vem essa acusação
de racismo, eu pensei: gente, o que aconteceu, que mundo é esse?”
O estilista negou que tenha ficado frustrado, mas afirma
que jamais pensou na associação da palha de aço com a questão racial. O
material remete às antenas dos aparelhos de televisão, que antigamente recebiam
bolinhas de bombril em suas pontas para melhorar a imagem da transmissão dos
jogos de futebol.
quinta-feira, 21 de março de 2013
HOMENAGEADO NA CERIMÔNIA DE 10 ANOS DA SEPPIR, LÁZARO RAMOS PEDE A SAÍDA DE MARCOS FELICIANO DA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS
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Ator Lázaro Ramos se posicionou
publicamente contra o pastor.
“Queremos
mais heróis e menos Marco Feliciano”
|
EDIÇÃO:ADILSON GONÇALVES FONTE: SEPPIR E AGÊNCIAS
Durante a cerimônia de comemoração de 10 anos da Secretaria de Promoção
da Igualdade Racial (SEPPIR) do Governo Federal, em Brasília, o ator baiano
Lázaro Ramos foi um dos homenageados pelo seu trabalho em prol da igualdade
racial.
Em seu discurso, Ramos agradeceu ao público que, por meio das redes
sociais, fez a com que a novela ‘Lado a Lado’, da Rede Globo, se tornasse ainda
mais conhecida e respeitada pelo pioneirismo em abordar a história dos negros
no Brasil. O ator e também diretor do programa Espelho do Canal Brasil,
ressaltou a importância de mais iniciativas com essa na mídia.
Ainda no discurso, o ator fez um protesto contra a presença do deputado
Marco Feliciano (PSC-SP) na Câmara Federal “Inclusive o que a gente quer ver no
Brasil são mais pessoas como os heróis de ‘Lado a Lado’ e menos pessoas como
Marco Feliciano. A gente compartilha dessa idéia (…) Fora Feliciano”, disse o
ator global que é conhecido pela sua militância pelas causas raciais desde a
época que atuava do Bando de Teatro Olodum, em Salvador.
OAB também pede renúncia de Marco Feliciano
O presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB), Wadih Damous, defendeu nesta quarta-feira a renúncia
do deputado Pastor Marco Feliciano (PSB-SP) da presidência da Comissão de
Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara. Segundo Damous, a permanência do
deputado à frente da comissão é “um acinte à população brasileira”.
Entre a
voz marcante da cantora Margareth Menezes, as lágrimas da atriz Zezeh Barbosa e
a contundência da fala da ministra Luiza Bairros, a Secretaria de Políticas de
Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) teve os seus dez anos de criação
comemorados, na manhã desta quinta-feira, 21, data em que se celebra também o
Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. O evento aconteceu
na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, em Brasília.
Participaram
autoridades do Governo Federal e distrital, representantes da sociedade civil e
de organismos internacionais, representantes dos povos de matrizes africanas e
ciganos.
Durante a cerimônia foi lançado por Wagner Pinheiro de Oliveira, presidente dos Correios, o selo personalizado da série ‘América – Luta contra a Discriminação Racial’. Em seguida, o vídeo institucional ’10 anos de SEPPIR’ foi apresentado pela primeira vez, com imagens das lutas históricas do movimento negro, que culminaram com a criação da Secretaria e, vitórias que vieram depois como a aprovação da Lei das Cotas.
Durante a cerimônia foi lançado por Wagner Pinheiro de Oliveira, presidente dos Correios, o selo personalizado da série ‘América – Luta contra a Discriminação Racial’. Em seguida, o vídeo institucional ’10 anos de SEPPIR’ foi apresentado pela primeira vez, com imagens das lutas históricas do movimento negro, que culminaram com a criação da Secretaria e, vitórias que vieram depois como a aprovação da Lei das Cotas.
Os
autores e o elenco da novela Lado a Lado, da Rede Globo, foram homenageados nas
pessoas do escritor João Ximenes e dos artistas Lázaro Ramos e Zezeh Barbosa. A
trama foi ambientada no Rio de Janeiro do início do Século XX e retratou as
tradições de matriz africanas sem estereótipos. “Essa é primeira homenagem
recebida por Lado a Lado e vai ajudar a fazer com que uma empresa como a Rede
Globo perceba como a gente quer se visto na televisão brasileira”, disse
Lázaro.
Matilde
Ribeiro, Eloi Ferreira e Edson Santos, os ex-ministros que já estiveram à
frente da SEPPIR estavam presentes e também foram homenageados.
A
ministra Luiza Bairros fez um paralelo entre a fala da presidenta Dilma
Rousseff, em sua mensagem ao Congresso Nacional, no inicio dos trabalhos de
2013 e a trajetória do movimento negro e da institucionalização das políticas
de promoção da igualdade racial na última década. De acordo com Dilma, “o
racismo é uma chaga histórica que ainda marca profundamente a sociedade
brasileira”. “O desafio não acaba com os dez anos da SEPPIR. Ele aumenta nos
anos que virão. Teremos que conciliar demandas do presente, com expectativas do
futuro e com o passado remoto e recente que nos cobra o avanço da democracia no
Brasil”, disse Luiza Bairros.
A
cerimônia foi encerrada com uma apresentação musical de Margareth Menezes, que
já havia se apresentado no inicio do evento, cantando sem acompanhamento, a
música ‘Alegria da Cidade’, de Lazzo Matumbi.
A mesa
de trabalhos foi composta pela ministra Luiza Bairros, Mphakama Mbete,
embaixador da África do Sul no Brasil, Pepe Vargas, ministro do Desenvolvimento
Agrário, Paulo Paim, senador, Luiz Alberto, deputado federal e presidente
da Frente Parlamentar Mista pela Defesa da Igualdade Racial e em Defesa dos
Quilombolas, Wagner Pinheiro, presidente dos Correios, Jorge
Chediek, coordenador residente do Sistema Nações Unidas no Brasil e Helcias
Roberto, representante da sociedade civil no Conselho Nacional da Promoção da
Igualdade Racial.
quarta-feira, 20 de março de 2013
DEBAIXO DE VAIAS, MARCOS FELICIANO SE RETIRA DA SESSÃO DA COMISSSÃO DE DIREITOS HUMANOS E DEVE ANUNCIAR SAÍDA NOS PRÓXIMOS DIAS
Edição: Adilson Gonçalves Fonte O Globo
BRASÍLIA - Após encontro do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves
(PMDB-RN), com o líder do PSC, André Moura, e o vice-presidente do partido,
Everaldo Pereira, Henrique Alves informou que Marco Feliciano continua no
comando da Comissão dos Direitos Humanos e que aguarda uma decisão para os
próximos dias.
— Tive uma conversa, fiz um pedido ao líder do PSC (sobre o destino de
Feliciano) em razão das dificuldades que estão ocorrendo na Comissão de
Direitos Humanos que o Brasil inteiro acompanha. Foi uma conversa muito séria,
e obtive do PSC que será apresentada nos próximos dias uma solução respeitosa
para todos. Esse assunto tem que haver maturidade, acredito no entendimento e
vamos respeitar o tempo — disse Henrique Alves. André Moura apenas afirmou que
a bancada vai se reunir para discutir o assunto.
Está cada vez mais delicada a situação do deputado Feliciano à frente da
comissão. Após nova confusão na sessão desta quarta-feira da comissão, Henrique
Alves pediu para se reunir com ele no início da noite.
Alves se encontrou mais cedo com o líder André Moura (SE), e cobrou uma
solução para o problema. Na sessão de hoje, Feliciano apenas abriu a reunião e
deixou o plenário logo em seguida, após vaias, protestos e faixas de
integrantes de movimentos LGBT. Parlamentares de vários partidos os
contra a permanência do pastor na comissão.
- Até o final do dia de hoje será tomada uma decisão que respeite a Casa
- disse Eduardo Alves, que tinha reunião marcada com Feliciano no fim da tarde.
Um dos deputados com os quais o presidente da Câmara falou hoje foi Chico Alencar (PSOL-RJ).
— O presidente da Câmara conversou comigo e disse que achou o vídeo altamente ofensivo. E que o deputado Feliciano não atendeu ao seu pedido de moderação. E disse que se empenharia em uma solução — disse Chico Alencar ao GLOBO. O diálogo entre os dois ocorreu na noite de ontem.
Na comissão, hoje, além dos bate-bocas, houve uma situação inusitada. Convidado como expositor na audiência pública sobre transtorno mental, Aldo Zaiden, assessor da área de Saúde Mental do Ministério da Saúde, fez um discurso se referindo à polêmica gerada desde que Feliciano assumiu a comissão.
— Os direitos humanos vivem um retrocesso — disse Zaiden, que foi interrompido pela confusão.
Quando a palavra iria voltar para ele, foi ameaçado por Jair Bolsonaro (PP-RJ).
— O senhor se restrinja ao tema da audiência pública. Não faça discurso — disse Bolsonaro ao assessor, que se rebelou.
— Fui proibido de falar pelo deputado Bolsonaro. Não tenho o que fazer aqui — disse Zaiden, que levantou-se e foi embora, aplaudido pelos manifestantes contrários a Feliciano. A sessão foi encerrada.
Líder pede a Feliciano reavaliar permanência na comissão
O líder do PSC, André Moura (SE), afirmou que fez novo apelo ao deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para deixar a presidência da comissão. Moura disse que aguarda uma resposta do parlamentar. Para o líder, a situação é "muito preocupante".
- Pedimos, a bancada, para o deputado Feliciano fazer uma reavaliação e levar em conta todas essas manifestações. Acredito no bom senso. A situação é muito preocupante. Estou no aguardo de uma resposta dele - disse André Moura, que reuniu-se hoje à tarde com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
- O presidente da Câmara mostrou sua preocupação com a imagem da Casa com tudo isso que está acontecendo. E ele está correto. Mas não falou em renúncia do deputado Feliciano - disse André Moura.
No plenário, Feliciano conversava com o líder do PR, Anthony Garotinho (RJ) e o pastor Silas Câmara (PSD-AM). Garotinho deu alguns conselhos a Feliciano. Primeiro, o deputado fluminense sugeriu a Feliciano a criar um gabinete de crise e discutir a situação. Depois, Garotinho sugeriu que ele renunciasse, mas que saísse por cima.
MORRE NO RIO, AOS 66 ANOS, O CANTOR EMÍLIO SANTIAGO
Edição Adilson Gonçalves Fonte G1
O
cantor Santiago de 66 anos,
morreu na manhã desta quarta-feira (20) no Hospital Samaritano, em Botafogo, na
Zona Sul do Rio. De acordo com o hospital, o artista morreu em função de
complicações decorrentes de um acidente vascular cerebral isquêmico (AVC) que
sofreu em 7 de março.
Emílio Santiago morreu às 6h30, após permanecer 13 dias
internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI). O velório do cantor será
realizado na Câmara de Vereadores do Rio, no Centro, a partir das 12h desta
quarta, e será aberto ao público. O enterro do artista acontecerá às 11h desta
quinta-feira (21) no Memorial do Carmo, no Caju, na Região Portuária do Rio.
Ele será enterrado ao lado do local onde sua mãe foi sepultada.
Emílio Santiago morreu às 6h30, após permanecer 13 dias
internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI). O velório do cantor será
realizado na Câmara de Vereadores do Rio, no Centro, a partir das 12h desta
quarta, e será aberto ao público. O enterro do artista acontecerá às 11h desta
quinta-feira (21) no Memorial do Carmo, no Caju, na Região Portuária do Rio.
Ele será enterrado ao lado do local onde sua mãe foi sepultada. Paixão pela música
Emílio Santiago nasceu em 1946 na cidade do Rio. Formou-se em Direito pela Faculdade Nacional de Direito, mas a paixão pela música fez com que ele iniciasse sua carreira participando de diversos festivais de música, sendo vencedor de muitos deles. "Transas de amor", seu primeiro compacto, saiu em 1973.
Emílio Santiago nasceu em 1946 na cidade do Rio. Formou-se em Direito pela Faculdade Nacional de Direito, mas a paixão pela música fez com que ele iniciasse sua carreira participando de diversos festivais de música, sendo vencedor de muitos deles. "Transas de amor", seu primeiro compacto, saiu em 1973.
A estreia em um álbum cheio aconteceu dois
anos mais tarde. Autointitulado, o trabalho trazia interpretações de canções de
nomes como Ivan Lins, Gilberto Gil, Nelson Cavaquinho e Jorge Ben.
Conhecido pelo tom de voz ao mesmo tempo grave e suave, o cantor apresentou diferentes gêneros durante sua carreira, mas esteve especialmente voltado para a música romântica, a MPB e o samba. Em 1988, lançou "Aquarela brasileira", o primeiro disco da série criada por Roberto Menescal e Heleno Oliveira. O álbum trouxe a releitura de 20 clássicos da música brasileira, como "Sampa" (Caetano Veloso), "Anos dourados" (Chico Buarque e Tom Jobim) e "Eu sei que vou te amar" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes).
Conhecido pelo tom de voz ao mesmo tempo grave e suave, o cantor apresentou diferentes gêneros durante sua carreira, mas esteve especialmente voltado para a música romântica, a MPB e o samba. Em 1988, lançou "Aquarela brasileira", o primeiro disco da série criada por Roberto Menescal e Heleno Oliveira. O álbum trouxe a releitura de 20 clássicos da música brasileira, como "Sampa" (Caetano Veloso), "Anos dourados" (Chico Buarque e Tom Jobim) e "Eu sei que vou te amar" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes).
A
série "Aquarela brasileira", responsável por aumentar
consideravelmente sua popularidade no país, teve mais seis volumes, o último
deles lançado em 1995. Um de seus mais importantes trabalhos, "Feito para
ouvir", de 1977, foi reeditado pela Dubas Musica em 2009. Outro
relançamento em sua carreira aconteceu em 1989 com
"Brasileiríssimas", seu segundo disco, originalmente de 1976. Entre
seus maiores sucessos estão "Saigon", "Verdade chinesa",
"Lembra de mim", "Vai e vem", "Tudo que se quer"
e "Flor de lis".
Seu último disco saiu em 2012, uma versão ao vivo de "Só
danço samba", de 2010 – que, por sua vez, foi o primeiro trabalho do
selo Santiago Music. O álbum é uma homenagem ao "rei dos
bailes" Ed Lincoln, trazendo canções que fizeram sucesso nos clubes do Rio
de Janeiro nos anos 60, além de músicas atuais de artistas como Mart'nália,
Jorge Aragão e Dona Ivone Lara. Ao todo, sua discografia conta com 30 álbuns e
4 DVDs.
sexta-feira, 1 de março de 2013
ESPETÁCULO HOMENAGEANDO ABDIAS NASCIMENTO MARCA LANÇAMENTO DE PROJETO DE FORMAÇÃO DE AGENTES CULTURAIS EM BARRA MANSA
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| Rodrigo Nascimento interpreta Abdias Nascimento |
Edição:Adilson Gonçalves
O grupo Amigos na
Cultura apresentou nesta terça-feira, dia 26 de fevereiro, o espetáculo “Somos Todos Abdias do Nascimento” no
Sesc Barra Mansa –RJ. A apresentação, por ora única, foi especialmente
produzida para a abertura Oficial do Núcleo de Formação de Agentes Culturais da
Juventude Negra (Nufac), em parceria com Ministério da Cultura e Fundação Palmares.
No espetáculo, Teatro, Dança e
Audiovisual dialogam em uma narrativa biográfica divida em oito partes:
Bairros, Infância, Lutas, Identidade, Plenitude, Arrependimentos, Convocação e
Amigos, que gradativamente revelam o homenageado, interpretado pelos jovens
artistas formados pelas oficinas dos projetos socioculturais realizados pelo grupo
Amigos na Cultura.
Os Agentes Culturais selecionados para
participarem dos cursos do Nufac estiveram presentes no evento, assim como o
representante da Fundação Palmares – Martvs das Chagas, Universidade de Barra
Mansa- da UBM-, Luís Fernando Vitorino, da Fundação CSN, Hélder e Eduardo
Gonçalves, da Reprográfica Barrense – Antônio e Victor Dourando, autoridades, imprensa
e representantes do movimento negro da região Sul Fluminense.
VEJA GALERIA DE FOTOS
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
DELEGADO PROTÓGENES QUEIRÓZ VEM AO RIO PEDIR APOIO À LEI QUE FEDERALIZA CRIMES PRATICADOS CONTRA JORNALISTAS
Texto, fotos e edição: Adilson Gonçalves
Com exemplo emblemático do quanto
é necessária a federalização dos crimes praticados contra jornalistas, o
deputado Protógenes Queiróz citou o caso
Tim Lopes, assassinado por traficantes, no Complexo do Alemão em 2002:
O
deputado federal Protógenes Queiróz – PC
do B- SP – veio ao Rio de Janeiro, nesta
terça-feira, dia 26, especificamente pedir apoio à categoria para
a votação do seu projeto de lei 1078/12, que federaliza os crimes
praticados contra jornalistas. O
encontro, com alguns integrantes da
classe, ocorreu durante a reunião do
Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em sua explanação, o deputado afirmou que
seu projeto de Lei “vem sofrendo boicote por não ser interessante a segmentos e
setores do Parlamento Brasileiro.”
- O meu projeto não defende os
jornalistas, mas a atividade jornalística. Pois a cada ano aumenta o número de profissionais
mortos por desempenharem suas funções, que em sua totalidade vão de encontro a
interesses obscuros, desonestos, seja a corrupção ou o crime organizado.
Protegendo-se a atividade jornalística, com certeza, teremos um país melhor,
umas sociedade depurada, através da
verdade- afirma o deputado.
Com exemplo emblemático do quanto
é necessária a federalização dos crimes praticados contra jornalistas, o
deputado Protógenes Queiróz citou o caso
Tim Lopes, assassinado por traficantes, no Complexo do Alemão em 2002:
-O caso somente foi esclarecido,
mesmo assim não em sua totalidade, pois
além de uma grande profissional, querido pela classe, Tim Lopes era funcionário da
maior organização de comunicação do País, que mobilizou toda a sua máquina e que provocou uma comoção pública, empreendendo
uma verdadeira caçada humana ao Elias Maluco. Afinal a poderosa, teve sua
suscetibilidade ferida, foi atingida em suas entranhas por um reles traficante, denominado Elias Maluco, que foi
preso como símbolo do ato. Quando eu
digo que o crime não foi esclarecido em sua totalidade é porque temos
informações de que nem todos os participantes do crime foram descobertos ou presos.
Qualquer criminoso, seja ele praticante de
qualquer tipo crime, vai pensar duas vezes antes de atingir um profissional de
imprensa, por causa sua atividade, seja para impedir sua conclusão ou por
retaliação, pois sabe que será investigado pela Polícia Federal e pelo
Ministério Público Federal,– afirma o parlamentar.
O Deputado federal diz ainda que se não fossem
estes fatores- a maior organização de
comunicação do país, a comoção pública e um crime praticado em uma grande
metrópole, como o Rio de Janeiro -“o caso Tim Lopes não teria sido esclarecido,
permanecendo sob o manto da impunidade.”
- Se isto acontece no Rio de
Janeiro, imagine nos grotões do país, onde a atividade jornalística é mais
desprotegida, e , portanto a segurança do profissional de imprensa é fragilizada ou inexistente. Por isso tenho a
certeza que a federalização dos crimes praticados
O deputado e delegado da Polícia Federal Protógenes Queiróz já foi coleguinha, literalmente,
inclusive sabendo das agruras da profissão: na década de 70, aos 15 anos, editou
e redigiu o Jornal Alerta Geral, no Colégio Dom Helder Câmara, em São Gonçalo.
Entre outras matérias polêmicas, duas provocaram a apreensão de exemplares, da
matriz e até busca domiciliar pelos órgãos
de repressão: uma que questionava somente a indicação de militares para a presidência
da República e outra que cobrava o paradeiro dos estudantes durante o regime militar, entre eles Fernando
Santa Cruz, estudante da UFF.
- Acho que não fomos presos e o
caso não teve maiores consequências por causa de nossa idade. Com eu era o editor do jornal, a implicância
maior deles foi comigo, mas como meu pai era militar e peitou os agentes, o caso parou por ali mesmo-, ri o deputado.
Em sua cruzada pela aceleração do
prazo de votação da lei criada por ele,
o deputado Protógenes Queiróz se colocou
à disposição do SJPMRJ, para expor à categoria os detalhes da lei 1078/12.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
ESTUDANTE NEGRO DA UFRJ É COAGIDO A SAIR DE ÔNIBUS DE TRANSPORTE DE UNIVERSITÁRIOS
Edição: Adilson
Gonçalves fonte e texto: Chico Motta, da Revista Virus Planetário
Na terça-feira dia
(26/02) , às 22h, voltando do IFCS onde assistia aula, o estudante Filosofia
negro, Aparecido de Jesus Silva, foi coagido pelo motorista do ônibus
universitário para que saísse.
Aparecido relata que pegou
o ônibus de número 160, placa KXW 4619, para o alojamento no terminal
Rodoviário da Cidade Universitária. Ao entrar pela traseira do ônibus (que é
gratuito) e sentar ao fundo, o estudante teria visto o condutor gesticular com
as mãos e perguntar: “Você vai para onde?” “o motorista Parecia nervoso com minha
presença”, afirma o estudante que continuou sentado não percebendo que era com
ele.
Ao
parar em um ponto em que alguns passageiros desceram, o condutor então teria
aberto a porta dos fundos e reclamado: “Não vai descer não”? No mesmo ponto,
outros passageiros que iriam em direção ao alojamento entraram no ônibus e de
acordo com o estudante de filosofia, por serem “socialmente considerados
brancos e ele [o motorista] não lhes perguntou nada”.
A
situação se agravou quando chegaram ao ponto da Prefeitura. De acordo com os
relatos o condutor teria aberto a porta do ônibus e dito: “você vai para onde?
Desce do ônibus!”. Surpreso, aparecido perguntou se era com ele “ É com você mesmo!!
estou indo para o alojamento e você não vai ficar andando de graça. Desce do
ônibus!”, teria gritado o motorista. Não satisfeito com a coação moral,
percebendo o caráter racista da mesma, Aparecido respondeu que o condutor
deveria continuar a viagem pois era a função dele. Foi então que o motorista
teria o ameaçado: “Você não vai descer não? Quando chegar no ponto final você
vai se arrepender”, repetiu por diversas vezes.
O
estudante afirma que não se deixou abalar e, de acordo com o seu próprio relato,
teria dito: “Qual é o seu problema? Porque você não perguntou nada para
as outras pessoas? Você é racista. Posso chamar a PM e prender você agora. Onde
está a placa com o seu nome”.
Aparecido
informa ainda que durante esse percurso final da viagem o motorista teria
ironizado as iniciativas de pegar o seu nome e a placa do carro. “Ele me
ameaçou. Quero saber como vai ficar minha segurança aqui na Universidade (UFRJ)
que estudo.” reclamou o estudante.
Procurada
por nossa equipe de reportagem, a assessoria de imprensa da UFRJ informa que já
recebeu a reclamação na ouvidoria e estaria buscando as informações pertinentes
para realizar as medidas cabíveis ao caso.
Atualização
1: A Assessoria de Imprensa da UFRJ informou que os ônibus universitários são
gratuitos para todos que circularem pelo Campus e que o serviço é
terceirizado, no entanto as medidas serão tomadas.
Atualização 2: Aparecido de Jesus Silva é do sertão da Bahia, trabalhou como pedreiro a vida toda, alfabetizou-se através do programa EJA, que é de alfabetização de jovens e adultos, fez pré- vestibular comunitário e passou pra o curso de Filosofia na UFRJ sendo o único Negro da turma.
Atualização 2: Aparecido de Jesus Silva é do sertão da Bahia, trabalhou como pedreiro a vida toda, alfabetizou-se através do programa EJA, que é de alfabetização de jovens e adultos, fez pré- vestibular comunitário e passou pra o curso de Filosofia na UFRJ sendo o único Negro da turma.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
APÓS QUASE 150 ANOS, FILME LINCOLN PROVOCA A ABOLIÇÃO OFICIAL DA ESCRAVIDÃO NO MISSISSIPI
Edição: Adilson Gonçalves
Fonte: Ópera Mundi
Estado já havia ratificado a 13° Emenda em 1995, mas nunca havia entregue a cópia ao Arquivo Federal
Fonte: Ópera Mundi
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| O 16° presidente dos EUA, Abraham Lincoln aboliu a escravidão no país em 1864 |
Quase 150 anos após o presidente dos EUA durante a Guerra
Civil Americana, Abraham Lincoln, ter abolido a escravidão no país, o estado de
Mississippi ratificou a 13° Emenda constitucional e, assim, oficializou a
liberdade dos negros na região.
Tudo começou quando Ranjan Batra, professor de neurobiologia na Universidade de Mississippi, assistiu em novembro ao filme "Lincoln", dirigido por Steven Spielberg e nominado a várias estatuetas do Oscar. Na história – e na vida real – o presidente e o Congresso aprovam a medida que dá um fim à escravidão, mas cada um dos 36 estados de então deveriam fazê-lo individualmente.
Tudo começou quando Ranjan Batra, professor de neurobiologia na Universidade de Mississippi, assistiu em novembro ao filme "Lincoln", dirigido por Steven Spielberg e nominado a várias estatuetas do Oscar. Na história – e na vida real – o presidente e o Congresso aprovam a medida que dá um fim à escravidão, mas cada um dos 36 estados de então deveriam fazê-lo individualmente.
Os três quartos necessários para a lei entrar em vigor
foram atingido quando a Georgia ratificou o decreto, em 1865. Os últimos foram
New Jersey, em 1866; Delaware, em 1901; e Kentucky, em 1976. Mas o estado de Mississippi
continuava com um asterisco ao lado de seu nome na lista, escrito que havia
“ratificado a emenda em 1995, mas como o estado nunca havia oficialmente
notificado o arquivista federal, a decisão não era oficial”.
E foi justamente isso que Batra descobriu quando saiu da sala de cinema se perguntando quando cada estado havia concordado com a lei. De origem indiana e nacionalizado norte-americano em 2008, consultou seu colega de trabalho Ken Sullivan e descobriu o site usconstitution.net e o atraso do estado.
Batra e Sullivan entraram em contato com o secretário de Estado do Mississippi, Delbert Hosemann, para que finalizasse o processo - que nunca chegou ao fim porque o secretário de 1995, quando a lei passou no Senado e na Câmara, por motivos desconhecidos não enviou uma cópia ao Registro Federal. No dia 7 de fevereiro de 2013, o estado do Mississippi - historicamente conhecido pelo conservadorismo dos Estados Confederados do sul e pelo trabalho escravo nas plantações de algodão - oficialmente aboliu a escravidão.
* Com informações de The Clarion Ledger
E foi justamente isso que Batra descobriu quando saiu da sala de cinema se perguntando quando cada estado havia concordado com a lei. De origem indiana e nacionalizado norte-americano em 2008, consultou seu colega de trabalho Ken Sullivan e descobriu o site usconstitution.net e o atraso do estado.
Batra e Sullivan entraram em contato com o secretário de Estado do Mississippi, Delbert Hosemann, para que finalizasse o processo - que nunca chegou ao fim porque o secretário de 1995, quando a lei passou no Senado e na Câmara, por motivos desconhecidos não enviou uma cópia ao Registro Federal. No dia 7 de fevereiro de 2013, o estado do Mississippi - historicamente conhecido pelo conservadorismo dos Estados Confederados do sul e pelo trabalho escravo nas plantações de algodão - oficialmente aboliu a escravidão.
* Com informações de The Clarion Ledger
NESTE SÁBADO, DIA 2 DE MARÇO, ÀS 12 HORAS, A ÚLTIMA CHANCE DE ASSISTIR À REPRISE DA ENTREVISTA DE CARLOS ALBERTO CAÓ NO PROGRAMA ESPELHO DE LÁZARO RAMOS
Edição, textos e fotos: Adilson
Gonçalves
Carlos Alberto Caó, jornalista, ex-presidente do
Sindicato dos Jornalistas, ex-secretário estadual de trabalho e Habitação do
governo Brizola e deputado federal constituinte e autor da lei que criminaliza
o racismo é o entrevistado do ator Lázaro Ramos no Programa Espelho. Na
entrevista, Caó falou de sua chegada ao Rio e entre outros fatos, revelou como
impediu o cancelamento da primeira visita ao Brasil do recém liberto Nelson
Mandela, devido às péssimas condições de estadia e segurança em que a equipe
que havia chegado antes ao Brasil para avaliação se encontrava. Ainda durante a
conversa Caó e Lázaro descobriram ser quase parentes, com Caó lembrando ainda
ter visto Lázaro criança, ao ficar escondido alguns dias na casa dos pais de
Lázaro durante o regime militar.Assista o Programa
Espelho no Canal Brasil toda segunda às 21h30, terça às 3h30 e 7h30 e sábado às
12h.
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