quarta-feira, 24 de abril de 2013

PRIMEIRA EDIÇÃO DO PRÊMIO MULHERES NEGRAS CONTAM SUA HISTÓRIA É REALIZADA EM BRASÍLIA


Edição Adilson Gonçalves: Fonte  fotos:EBC
Brasília – As secretarias de Políticas para as Mulheres (SPM) e de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) entregaram nessta terça-feira (23), pela primeira vez, o Prêmio Mulheres Negras Contam sua História. Foram premiadas 14 mulheres: cinco na categoria melhor ensaio e cinco com redações, além de quatro menções honrosas
O prêmio, disse a ministra de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, “é uma expressão clara de um posicionamento politico ideológico da SPM  no enfrentamento ao racismo em todas as suas formas”. Segundo Eleonora, o prêmio é um sonho, uma ideia, é um edital que veio para ficar, que pegou.
Luiza Bairros, da Seppir, destacou o fato de o prêmio dar “mais visibilidade” à mulher negra na sociedade brasileira.  De acordo com a ministra, os textos premiados ajudarão a pensar a experiência negra no Brasil como algo que se transforma constantemente, porque a maneira de ser e de estar das mulheres negras na sociedade também se transformou.
Raquel Trindade de Souza, de 77 anos, autora da segunda melhor redação, escreveu sobre sua infância no Recife e sua juventude no Rio de Janeiro. Emocionada, ela disse que o prêmio dá à mulher negra oportunidade de contar sua história, que faz parte de todo o movimento negro. “Como mulher negra, como artista plástica, como presidente do Teatro Clássico Solano Trindade, a importância [do prêmio] é muito grande.” 
Vencedora na categoria ensaios, com o tema Trabalho Doméstico, Claudenir de Souza, paulista de Campinas, dedicou a vitória “às 8 milhões de domésticas que existem no país”. “São 468 anos de trabalho doméstico no país, e 343 anos foram de trabalho escravo. Há 48 anos, trabalhamos em troca de comida e de algumas moedas. Faz 77 anos que estamos lutando para ter os mesmo direitos que outros trabalhadores”, destacou Claudenir.
O 1º Prêmio Mulheres Negras Contam sua História teve 521 inscrições – 421 redações e 100 ensaios. As 14 histórias vencedoras serão publicadas em livro, até o fim deste ano.
Agraciadas na categoria redação


Ordem
Nome
Título
1
MARISOL ADELAIDE CORREA
"DO LUTO À LUTA: A HISTÓRIA DE TRÊS CONTINENTES MARCADOS PELO RACISMO."
2
RAQUEL TRINDADE DE SOUZA
"MINHA INFÂNCIA"
3
GLÓRIA MARIA GOMES CHAGAS SEBAJE
O BULLING E A CRIANÇA NEGRA NA ESCOLA PÚBLICA, ATÉ QUANDO?
4
 ELIANA APARECIDA DA SILVA PINTOR
"O DIREITO AO NARCISISMO"
5
CREUZA MARIA DE OLIVEIRA
"MINHA LUTA É PARA VER TORNAR-SE REAL O SONHO DO TRABALHO DOMÉSTICO DECENTE"
  

Agraciadas na categoria "Ensaio":
Ordem
Nome
Título
1
CLAUDENIR DE SOUZA
"TRABALHO DOMÉSTICO"
2
CLAUDIA MARQUES DE OLIVEIRA
"O RISCO DE SER MULHER NEGRA: ENTRE A RAZÃO E A EMOÇÃO."
3
DORIS REGINA BARROS DA SILVA
"TEIAS DA MEMÓRIA E FIOS DA HISTÓRIA: LAÇOS E ENTRELAÇOS."
4
 PATRICIA LIMA FERREIRA SANTA ROSA
"UNIVERSIDADE PÚBILCA: SONHO, DIREITO OU PRETENSÃO?
5
TASSIA DO NASCIMENTO
"VOZES-MULHERES"


Agraciadas com menção honrosa – por decisão da Comissão Julgadora, não implica em prêmios em valores monetários. 

Menções Honrosas pela "Redação":
Ordem
Nome
Título
1
VALDENICE JOSÉ RAIMUNDO
"PARA ALÉM DAS EXPRESSÕES PERVERSAS DO RACISMO: UMA HISTÓRIA DE CONQUISTAS"
2
LEILA REGINA LOPES
"DITA - IDENTIDADE QUILOMBOLA"


Menções Honrosas pelo Ensaio:
Ordem
Nome
Título
1
ANGELA MARIA BENEDITA BAHIA DE BRITO
"NEGRANGELA: EXCEÇÃO À REGRA"
2
JUREMA PINTO WERNECK
"MACACAS DE AUDITÓRIO? MULHERES NEGRAS, RACISMO E PARTICIPAÇÃO NA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA."



terça-feira, 16 de abril de 2013

FENÔMENO DA MÍDIA SOCIAL DIGITAL, KUMI RAUF ,PARTICIPA DO SEMINÁRIO MARKETING DIGITAL E EMPREENDEDORISMO NEGRO


“O seminário servirá como uma atividade para fortalecer os empreendimentos dos afrodescendentes que possuem pouco apoio, mas que pela internet podem fazer muita divulgação com poucos recursos financeiros. A vinda de um dos maiores empreendedores negros na internet serve para mostrar como isto é possível”, destaca o publicitário Paulo Rogério Nunes, um dos organizadores do evento.
Edição: Adilson Gonçalves
Ele conseguiu mais de seis milhões de fãs em sua fan page no facebook. Desde 2005, quando a página foi criada, conseguiu ainda associá-la a um negócio lucrativo que vende milhares de pulseiras, camisetas, calendários e diversos acessórios com mensagens de valorização da identidade negra. A página é uma das maiores da internet, estando a frente de marcas globais como Armani, Dolce & Gabbana e Ralph Lauren.
Com investimento mínimo, Kumi Rauf conseguiu se tornar um empreendedor de sucesso com sua fan page “I love being black” (Eu amo ser negro/a). No próximo dia 22 de abril (segunda), a partir das 14h, ele vai contar sua experiência em uma palestra que ministrará no seminário “Marketing digital e empreendedorismo negro”, promovido pelo Portal Correio Nagô, o portal de notícias do Instituto Mídia Étnica (IME).
O evento, que é aberto ao público em geral e será realizado no Conselho de Cultura (anexo ao Palácio da Aclamação), na avenida Sete de Setembro, Centro, terá ainda palestras da idealizadora da cooperativa Arte e Gênero, Rose Rozendo, e do e do coordenador do MBA em Mídias Sociais da Faculdade Batista Brasileira (FBB), Marcello Chamusca.
Experiências - Batizado de “A importância das mídias sociais”, a palestra de Kumi Rauf abordará sua trajetória, experiências e técnicas adotadas para que sua fan page tivesse êxito.
Atualmente, “I Love Being Black” funciona ainda como uma grande vitrine para modelos entrarem no mercado internacional de moda. Escolhido pela prestigiosa organização americana Urban League como um dos mais influentes líderes afroamericanos com menos de 40, Kumi desistiu de sua carreira no mercado de tecnologia na Califórnia para se dedicar a construir um movimento virtual que já o levou a visitar diversos países do mundo fotografando pessoas negras.
Ainda no mesmo dia, os participantes irão conferir uma palestra sobre Empreendedorismo com Rose Rozendo, idealizadora da cooperativa Arte e Gênero, um conjunto de cooperativas composto por mulheres vítimas de violência doméstica que hoje são empreendedoras e exportam para o exterior, em parceria com a ONG espanhola Deseño para El Desarrollo.
Em seguida, haverá a palestra “Marketing Digital” com Marcello Chamusca, doutorando em Educação e mestre em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social. Chamusca é também pós-graduado em Educação Superior e Novas Tecnologias, graduado em Relações Públicas e pesquisador da área de cibercultura vinculado ao CNPq desde 2006. O evento é aberto para qualquer pessoa que se interesse pelo assunto. Estudantes, pesquisadores e demais interessados em cultura negra e mídias sociais podem participar gratuitamente.
Palestrantes
Kumi Rauf – Criador do “I Love being Black”, uma empresa vestuário e acessórios que imprime a mensagem positiva “Eu amo ser negro(a)” em várias peças de comunicação, como camisas, pulseiras e calendários. Sua página do facebook tem mais de seis milhões de usuários, sendo a maior fan page sobre o tema na rede social.
Rose Rozendo – Idealizadora da cooperativa Arte e Gênero, uma cooperativa composta por mulheres vítimas de violência doméstica que hoje são empreendedoras e exportam para o exterior, em parceria com a ONG espanhola Deseño para El Desarollo.
Marcello Chamusca – Doutorando em Educação; Mestre em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social; pós-graduado em Educação Superior e Novas Tecnologias; graduado em Relações Públicas; pesquisador da área de cibercultura vinculado ao CNPq, desde 2006.
 Serviço:
Seminário “Marketing digital e empreendedorismo negro”, promovido pelo Portal Correio Nagô, o portal de notícias do Instituto Mídia Étnica (IME).
Local: Conselho de Cultura (anexo ao Palácio da Aclamação), na avenida Sete de Setembro, Centro
Horário: Das 14h às 17h e 18h às 20h (Kumi Rauf)
Inscrição pelo email: redecorreionago@gmail.com
Informações: 71 8742-0247 / 8718-7156

domingo, 7 de abril de 2013

"SOCIEDADE TEM TODO O DIREITO DE PEDIR A SAÍDA DE MARCO FELICIANO", AFIRMA JOAQUIM BARBOSA


Edição: Adilson Gonçalves Fonte R7
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, disse nesta sexta-feira (5) que a sociedade tem todo o direito de se manifestar contrariamente à presença do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. A declaração foi feita em resposta a um estudante da UnB (Universidade de Brasília), onde o ministro fez palestra em evento de recepção aos novos alunos.
Barbosa brincou que já esperava passar por alguma “saia justa” durante evento na universidade, e em seguida respondeu à pergunta.
— O deputado Marco Feliciano foi eleito pelos seus pares. Os deputados assim o fizeram porque está previsto regimentalmente. Agora, a sociedade tem também todo o direito de se exprimir, como vem se exprimindo, contrariamente à presença dele nesse cargo. Isso é democracia.

Ex-aluno da Universidade de Brasília, o ministro falou sobre a importância da educação para os jovens e falou um pouco sobre sua experiência acadêmica e os anos que passou na universidade. Barbosa foi recebido com festa pelos estudantes no Centro Comunitário da UnB e aplaudido em vários momentos.
A outro estudante, Barbosa disse que os integrantes da corte não estão preocupados com avaliações externas de que o STF usurpe a função dos outros poderes em algumas decisões proferidas pela Corte. Segundo Barbosa, o Supremo apenas exerce constitucionalmente o papel a ele atribuído.
— No STF, não há nenhum ministro preocupado com o que dizem por aí sobre o Supremo estar ou não usurpando funções de outros poderes. O Supremo não sai por aí à cata de problemas para resolver, os problemas chegam a ele da maneira que a Constituição brasileira previu. Há mecanismos previstos na Constituição que foram pensados pelo constituinte brasileiro de 1988, justamente para que o Supremo tenha uma presença forte, exuberante, na vida social, política e econômica do nosso País.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

ESTEREÓTIPOS SOBRE OS NEGROS ESTÃO PRESENTES EM NOVELA DA REDE GLOBO, ACUSA HISTORIADORA CIDINHA DA SILVA




Texto: Cidinha da Silva

 Edição: Adilson Gonçalves
A autora de Salve Jorge está esculachando a favela, como diria uma carioca atenta. Poxa, é uma moçada jovem que não trabalha, não estuda e só tem quatro ou cinco tipos de ações: batem perna,batem boca e gritam, postam coisas na internet, tomam sol na laje e dançam, do funk ao pagode. De quebra, fecham com o pessoal do movimento e planejam subir na vida arrumando marido rico.
O tal do pescoço (Nando Cunha) é um personagem caricato que a mim incomoda muito. É a reificação de um modelo de homem negro vagabundo, aproveitador, desonesto. Sim, eles também existem, não nego, mas lamento que não haja um contraponto de homem negro honesto, bonitão, subordinado a uma mulher no trabalho, como os auxiliares da delegada Helô (Giovanna Antonelli).
Maria Vanúbia é outra personagem mega estereotipada. Uma pena, Roberta Rodrigues vinha fazendo bons papéis na TV. Vão dizer que a personagem é boa. Sim, deve ser. O problema é que sua riqueza não é explorada. Em mim fica a sensação daquele humor apelativo em que à medida que o público responde positivamente, os trejeitos da personagem são exacerbados. 
Não vi trabalhos anteriores de Lucy Ramos, mas a interpretação de Sheila é naturalizada demais, como também o é a da protagonista Morena (Nanda Costa), bem como D. Diva (Neusa Borges) e o neto (Mussunzinho). Sinto falta de mais interpretação. Algo que só vejo nos trabalhos dramaturgicamente mais convincentes de Lucimar (Dira Paes), Deuzuite (Susana Badin) e de Clóvis (Walter Breda), marido de D. Diva.
Sou habitué do teleférico do Alemão e lá de cima vejo tanta coisa interessante além das moças tomando banho de sol na laje em trajes sumários: tem as crianças brincando nas numerosas piscinas de plástico, churrascos animados, gente andando de uniforme escolar pelas ruas e tem a criativa pintura dos barracos. Adoro uma casa que tem Bob Marley fumando um charutão de marijuana, outra tem Nelson Mandela, outra, instrumentos musicais, outra, palavras de ordem da luta negra. Tem quadra de esportes também.

Entretanto, às telespectadoras da novela não é dado ver essa favela esteticamente negra. Tampouco a locação em terra reflete a diversidade dos morros cariocas. A moçada jovem do folhetim pode não fazer nada de útil na vida, tudo bem, é uma opção de quem criou a trama, mas tanta coisa acontece ao redor daquelas moças e do rapaz: tem sempre um espaço onde funciona um curso de pré-vestibular comunitário, a associação de bairro, uma ONG, uma creche.
A diversidade na caracterização de um espaço físico é fruto de vontade política e compromisso com a própria diversidade, para não mencionar o conhecimento abrangente de um ambiente, pré-requisito para quem cria o cenário.

Na primeira vez que liguei um aparelho de TV numa cidade dos EUA assisti a um comercial surpreendente, tendo em vista minhas referências brasileiras. Pensando bem, até hoje ainda seria. Tratava-se de uma propaganda de shampoo para cabelos lisos estrelada por uma atriz famosa, o marido e duas crianças, típica família branca estadunidense. O homem saca uma máquina e começa a fotografar as crianças e a mulher brincando com um cachorro enorme. Os cabelos de todos voam, desembaraçados e perfumados pelo shampoo (a mãe cheira o cabelo dos filhos).
Animado, o paizão fotografa coisas do jardim, o dia ensolarado e num dado momento, fotografa o vizinho abraçado pelo filho ao chegar da rua, ambos negros. E por que aparecem um adulto e uma criança negra naquele anúncio de shampoo para cabelos lisos e sem qualquer relação outra com o produto? Por que negro é gente e faz parte daquela paisagem humana. Porque houve vontade política ou exigência de colocá-los ali em respeito aos negros que potencialmente não se interessarão por aquele tipo de shampoo, mas, pode haver uma versão para cabelos crespos. Porque negros assistem televisão, são consumidores e querem se ver representados em toda parte, mesmo que indiretamente ligados aos produtos em tela.
Quando houver empenho da autora e da telenovela em refletir a diversidade das telespectadoras que garantem a audiência, moradoras de favelas e de outros lugares empobrecidos será fácil, fácil de fazer. Basta olhar em volta e pescar elementos múltiplos da realidade.

segunda-feira, 25 de março de 2013

MODELOS NEGRAS DESFILAM NA AVENIDA PAULISTA EM PROTESTO CONTRA RONALDO FRAGA


Na semana passada, estilista usou palha de aço na cabeça de modelos.Nesta segunda (25), agência colocou o material na roupa das mulheres


Edição Adilson Gonçalves Foto: J. Duran Machfee / Futura Press/ Estadão Conteúdo
Modelos desfilaram nesta segunda-feira (25), na Avenida Paulista, em São Paulo, em protesto contra o estilista Ronaldo Fraga. Na semana passada, ele usou perucas e apliques de palha de aço na cabeça de modelos em desfile na São Paulo Fashion Week. 
Nesta segunda, durante o protesto, as modelos desfilaram na calçada da Avenida Paulista. O evento foi organizado por uma agência de modelos negras.
Elas usaram a palha de aço como tecido para as roupas que usavam. Na cabeça, usaram pedaços de panos coloridos.

O grupo contesta as perucas idealizadas por Fraga em parceria com o maquiador Marcos Costa. Elas se tornaram alvo de um debate sobre racismo, que ganhou dimensão nas redes sociais. Em entrevista na ocasião, Fraga disse que sua proposta não foi entendida. “Quando acordei e vem essa acusação de racismo, eu pensei: gente, o que aconteceu, que mundo é esse?”
O estilista negou que tenha ficado frustrado, mas afirma que jamais pensou na associação da palha de aço com a questão racial. O material remete às antenas dos aparelhos de televisão, que antigamente recebiam bolinhas de bombril em suas pontas para melhorar a imagem da transmissão dos jogos de futebol.


quinta-feira, 21 de março de 2013

HOMENAGEADO NA CERIMÔNIA DE 10 ANOS DA SEPPIR, LÁZARO RAMOS PEDE A SAÍDA DE MARCOS FELICIANO DA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS

Ator Lázaro Ramos se posicionou
 publicamente contra o pastor.
 “Queremos mais heróis e menos Marco Feliciano”

EDIÇÃO:ADILSON GONÇALVES FONTE: SEPPIR E AGÊNCIAS
Durante a cerimônia de comemoração de 10 anos da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) do Governo Federal, em Brasília, o ator baiano Lázaro Ramos foi um dos homenageados pelo seu trabalho em prol da igualdade racial.

Em seu discurso, Ramos agradeceu ao público que, por meio das redes sociais, fez a com que a novela ‘Lado a Lado’, da Rede Globo, se tornasse ainda mais conhecida e respeitada pelo pioneirismo em abordar a história dos negros no Brasil. O ator e também diretor do programa Espelho do Canal Brasil, ressaltou a importância de mais iniciativas com essa na mídia.
Ainda no discurso, o ator fez um protesto contra a presença do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na Câmara Federal “Inclusive o que a gente quer ver no Brasil são mais pessoas como os heróis de ‘Lado a Lado’ e menos pessoas como Marco Feliciano. A gente compartilha dessa idéia (…) Fora Feliciano”, disse o ator global que é conhecido pela sua militância pelas causas raciais desde a época que atuava do Bando de Teatro Olodum, em Salvador.
OAB também pede renúncia de Marco Feliciano
O presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Wadih Damous, defendeu nesta quarta-feira a renúncia do deputado Pastor Marco Feliciano (PSB-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara. Segundo Damous, a permanência do deputado à frente da comissão é “um acinte à população brasileira”.
Entre a voz marcante da cantora Margareth Menezes, as lágrimas da atriz Zezeh Barbosa e a contundência da fala da ministra Luiza Bairros, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) teve os seus dez anos de criação comemorados, na manhã desta quinta-feira, 21, data em que se celebra também o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. O evento aconteceu na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, em Brasília.
Participaram autoridades do Governo Federal e distrital, representantes da sociedade civil e de organismos internacionais, representantes dos povos de matrizes africanas e ciganos.
Durante a cerimônia foi lançado por Wagner Pinheiro de Oliveira, presidente dos Correios, o selo personalizado da série ‘América – Luta contra a Discriminação Racial’. Em seguida, o vídeo institucional ’10 anos de SEPPIR’ foi apresentado pela primeira vez, com imagens das lutas históricas do movimento negro, que culminaram com a criação da Secretaria e, vitórias que vieram depois como a aprovação da Lei das Cotas.
Os autores e o elenco da novela Lado a Lado, da Rede Globo, foram homenageados nas pessoas do escritor João Ximenes e dos artistas Lázaro Ramos e Zezeh Barbosa. A trama foi ambientada no Rio de Janeiro do início do Século XX e retratou as tradições de matriz africanas sem estereótipos. “Essa é primeira homenagem recebida por Lado a Lado e vai ajudar a fazer com que uma empresa como a Rede Globo perceba como a gente quer se visto na televisão brasileira”, disse Lázaro.
Matilde Ribeiro, Eloi Ferreira e Edson Santos, os ex-ministros que já estiveram à frente da SEPPIR estavam presentes e também foram homenageados.
 A ministra Luiza Bairros fez um paralelo entre a fala da presidenta Dilma Rousseff, em sua mensagem ao Congresso Nacional, no inicio dos trabalhos de 2013 e a trajetória do movimento negro e da institucionalização das políticas de promoção da igualdade racial na última década. De acordo com Dilma, “o racismo é uma chaga histórica que ainda marca profundamente a sociedade brasileira”. “O desafio não acaba com os dez anos da SEPPIR. Ele aumenta nos anos que virão. Teremos que conciliar demandas do presente, com expectativas do futuro e com o passado remoto e recente que nos cobra o avanço da democracia no Brasil”, disse Luiza Bairros.
A cerimônia foi encerrada com uma apresentação musical de Margareth Menezes, que já havia se apresentado no inicio do evento, cantando sem acompanhamento, a música ‘Alegria da Cidade’, de Lazzo Matumbi.
A mesa de trabalhos foi composta pela ministra Luiza Bairros, Mphakama Mbete, embaixador da África do Sul no Brasil, Pepe Vargas, ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Paim, senador, Luiz Alberto,  deputado federal e presidente da Frente Parlamentar Mista pela Defesa da Igualdade Racial e em Defesa dos Quilombolas, Wagner Pinheiro, presidente dos Correios, Jorge     Chediek, coordenador residente do Sistema Nações Unidas no Brasil e Helcias Roberto, representante da sociedade civil no Conselho Nacional da Promoção da Igualdade Racial.


quarta-feira, 20 de março de 2013

DEBAIXO DE VAIAS, MARCOS FELICIANO SE RETIRA DA SESSÃO DA COMISSSÃO DE DIREITOS HUMANOS E DEVE ANUNCIAR SAÍDA NOS PRÓXIMOS DIAS


Edição: Adilson Gonçalves Fonte O Globo
BRASÍLIA - Após encontro do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), com o líder do PSC, André Moura, e o vice-presidente do partido, Everaldo Pereira, Henrique Alves informou que Marco Feliciano continua no comando da Comissão dos Direitos Humanos e que aguarda uma decisão para os próximos dias.
— Tive uma conversa, fiz um pedido ao líder do PSC (sobre o destino de Feliciano) em razão das dificuldades que estão ocorrendo na Comissão de Direitos Humanos que o Brasil inteiro acompanha. Foi uma conversa muito séria, e obtive do PSC que será apresentada nos próximos dias uma solução respeitosa para todos. Esse assunto tem que haver maturidade, acredito no entendimento e vamos respeitar o tempo — disse Henrique Alves. André Moura apenas afirmou que a bancada vai se reunir para discutir o assunto.
Está cada vez mais delicada a situação do deputado Feliciano à frente da comissão. Após nova confusão na sessão desta quarta-feira da comissão, Henrique Alves pediu para se reunir com ele no início da noite.
Alves se encontrou mais cedo com o líder André Moura (SE), e cobrou uma solução para o problema. Na sessão de hoje, Feliciano apenas abriu a reunião e deixou o plenário logo em seguida, após vaias, protestos e faixas de integrantes de movimentos LGBT. Parlamentares de vários partidos os contra a permanência do pastor na comissão.
- Até o final do dia de hoje será tomada uma decisão que respeite a Casa - disse Eduardo Alves, que tinha reunião marcada com Feliciano no fim da tarde.

Um dos deputados com os quais o presidente da Câmara falou hoje foi Chico Alencar (PSOL-RJ).
— O presidente da Câmara conversou comigo e disse que achou o vídeo altamente ofensivo. E que o deputado Feliciano não atendeu ao seu pedido de moderação. E disse que se empenharia em uma solução — disse Chico Alencar ao GLOBO. O diálogo entre os dois ocorreu na noite de ontem.
Na comissão, hoje, além dos bate-bocas, houve uma situação inusitada. Convidado como expositor na audiência pública sobre transtorno mental, Aldo Zaiden, assessor da área de Saúde Mental do Ministério da Saúde, fez um discurso se referindo à polêmica gerada desde que Feliciano assumiu a comissão.
— Os direitos humanos vivem um retrocesso — disse Zaiden, que foi interrompido pela confusão.
Quando a palavra iria voltar para ele, foi ameaçado por Jair Bolsonaro (PP-RJ).
— O senhor se restrinja ao tema da audiência pública. Não faça discurso — disse Bolsonaro ao assessor, que se rebelou.
— Fui proibido de falar pelo deputado Bolsonaro. Não tenho o que fazer aqui — disse Zaiden, que levantou-se e foi embora, aplaudido pelos manifestantes contrários a Feliciano. A sessão foi encerrada.
Líder pede a Feliciano reavaliar permanência na comissão
O líder do PSC, André Moura (SE), afirmou que fez novo apelo ao deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para deixar a presidência da comissão. Moura disse que aguarda uma resposta do parlamentar. Para o líder, a situação é "muito preocupante".
- Pedimos, a bancada, para o deputado Feliciano fazer uma reavaliação e levar em conta todas essas manifestações. Acredito no bom senso. A situação é muito preocupante. Estou no aguardo de uma resposta dele - disse André Moura, que reuniu-se hoje à tarde com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
- O presidente da Câmara mostrou sua preocupação com a imagem da Casa com tudo isso que está acontecendo. E ele está correto. Mas não falou em renúncia do deputado Feliciano - disse André Moura.
No plenário, Feliciano conversava com o líder do PR, Anthony Garotinho (RJ) e o pastor Silas Câmara (PSD-AM). Garotinho deu alguns conselhos a Feliciano. Primeiro, o deputado fluminense sugeriu a Feliciano a criar um gabinete de crise e discutir a situação. Depois, Garotinho sugeriu que ele renunciasse, mas que saísse por cima.


MORRE NO RIO, AOS 66 ANOS, O CANTOR EMÍLIO SANTIAGO


Edição Adilson Gonçalves Fonte G1
O cantor Santiago de 66 anos, morreu na manhã desta quarta-feira (20) no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. De acordo com o hospital, o artista morreu em função de complicações decorrentes de um acidente vascular cerebral isquêmico (AVC) que sofreu em 7 de março.
Emílio Santiago morreu às 6h30, após permanecer 13 dias internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI). O velório do cantor será realizado na Câmara de Vereadores do Rio, no Centro, a partir das 12h desta quarta, e será aberto ao público. O enterro do artista acontecerá às 11h desta quinta-feira (21) no Memorial do Carmo, no Caju, na Região Portuária do Rio. Ele será enterrado ao lado do local onde sua mãe foi sepultada.
Emílio Santiago morreu às 6h30, após permanecer 13 dias internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI). O velório do cantor será realizado na Câmara de Vereadores do Rio, no Centro, a partir das 12h desta quarta, e será aberto ao público. O enterro do artista acontecerá às 11h desta quinta-feira (21) no Memorial do Carmo, no Caju, na Região Portuária do Rio. Ele será enterrado ao lado do local onde sua mãe foi sepultada. Paixão pela música
Emílio Santiago nasceu em 1946 na cidade do Rio. Formou-se em Direito pela Faculdade Nacional de Direito, mas a paixão pela música fez com que ele iniciasse sua carreira participando de diversos festivais de música, sendo vencedor de muitos deles. "Transas de amor", seu primeiro compacto, saiu em 1973.
 A estreia em um álbum cheio aconteceu dois anos mais tarde. Autointitulado, o trabalho trazia interpretações de canções de nomes como Ivan Lins, Gilberto Gil, Nelson Cavaquinho e Jorge Ben.
Conhecido pelo tom de voz ao mesmo tempo grave e suave, o cantor apresentou diferentes gêneros durante sua carreira, mas esteve especialmente voltado para a música romântica, a MPB e o samba. Em 1988, lançou "Aquarela brasileira", o primeiro disco da série criada por Roberto Menescal e Heleno Oliveira. O álbum trouxe a releitura de 20 clássicos da música brasileira, como "Sampa" (Caetano Veloso), "Anos dourados" (Chico Buarque e Tom Jobim) e "Eu sei que vou te amar" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes).
A série "Aquarela brasileira", responsável por aumentar consideravelmente sua popularidade no país, teve mais seis volumes, o último deles lançado em 1995. Um de seus mais importantes trabalhos, "Feito para ouvir", de 1977, foi reeditado pela Dubas Musica em 2009. Outro relançamento em sua carreira aconteceu em 1989 com "Brasileiríssimas", seu segundo disco, originalmente de 1976. Entre seus maiores sucessos estão "Saigon", "Verdade chinesa", "Lembra de mim", "Vai e vem", "Tudo que se quer" e "Flor de lis".
Seu último disco saiu em 2012, uma versão ao vivo de "Só danço samba", de 2010 – que,  por sua vez, foi o primeiro trabalho do selo Santiago Music. O álbum é uma homenagem ao  "rei dos bailes" Ed Lincoln, trazendo canções que fizeram sucesso nos clubes do Rio de Janeiro nos anos 60, além de músicas atuais de artistas como Mart'nália, Jorge Aragão e Dona Ivone Lara. Ao todo, sua discografia conta com 30 álbuns e 4 DVDs.

sexta-feira, 1 de março de 2013

ESPETÁCULO HOMENAGEANDO ABDIAS NASCIMENTO MARCA LANÇAMENTO DE PROJETO DE FORMAÇÃO DE AGENTES CULTURAIS EM BARRA MANSA


Rodrigo Nascimento
interpreta Abdias Nascimento
Edição:Adilson Gonçalves
O grupo Amigos na Cultura apresentou nesta terça-feira, dia 26 de fevereiro, o espetáculo “Somos Todos Abdias do Nascimento” no Sesc Barra Mansa –RJ. A apresentação, por ora única, foi especialmente produzida para a abertura Oficial do Núcleo de Formação de Agentes Culturais da Juventude Negra (Nufac), em parceria com Ministério da Cultura e Fundação Palmares.
No espetáculo, Teatro, Dança e Audiovisual dialogam em uma narrativa biográfica divida em oito partes: Bairros, Infância, Lutas, Identidade, Plenitude, Arrependimentos, Convocação e Amigos, que gradativamente revelam o homenageado, interpretado pelos jovens artistas formados pelas oficinas dos projetos socioculturais realizados pelo grupo Amigos na Cultura.
Os Agentes Culturais selecionados para participarem dos cursos do Nufac estiveram presentes no evento, assim como o representante da Fundação Palmares – Martvs das Chagas, Universidade de Barra Mansa- da UBM-, Luís Fernando Vitorino, da Fundação CSN, Hélder e Eduardo Gonçalves, da Reprográfica Barrense – Antônio e Victor Dourando, autoridades, imprensa e representantes do movimento negro da região Sul Fluminense.


VEJA GALERIA DE FOTOS