domingo, 27 de janeiro de 2013

MORRE NO RIO, AOS 75 ANOS, O CINEASTA ZÓZIMO BULBUL, O MAIS AFRICANISTA DOS AFRO BRASILEIROS E O PRIMEIRO PROTAGONISTA NEGRO DE UMA DE NOVELA BRASILEIRA

Textos*, fotos e edição: Adilson Gonçalves
*Com G1

O ATOR MILTON GONÇALVES CONSOLA BIZA VIANA, VIÚVA DE  ZÓZIMO DURANTE O VELÓRIO;
 ATRAS DELES, O FOTÓGRAFO VANTOEN PEREIRA JÚNIOR, SOBRINHO DO CINEASTA
O ator e cineasta Zózimo Bulbul morreu nesta quinta-feira aos 75 anos em seu apartamento, na praia do Flamengo, ao lado da mulher, Biza Vianna, com que era casado havia 30 anos. Não deixa filhos. Sofreu um infarto às 9h50. O velório foi realizado no mesmo dia na Câmara Municipal, na Cinelândia, de 17h a 20h, e na sexta de 8h às 11h. O sepultamento foi reaizado na  sexta-feira, dia 25 de Janeiro, às 12h, no cemitério São Francisco Xavier, no Caju.
Chacrinha chamava o ator Zózimo de “o negro mais bonito do Brasil”. Em 1969, Zózimo foi par romântico de Leila Diniz na novela “Vidas em conflito”, da TV Excelsior”. O escândalo fez com que a censura da ditadura militar vetasse a novela. Aproveitando-se da polêmica, o estilista Dener convidou Zózimo para desfilar, tornando-o o primeiro manequim de uma grande grife brasileira. “Fui capa de revista, um sucesso! Só que não me conformaria em ser um ator vazio”, contava.
Sua carreira havia começado nas peças do Centro Popular de Cultura da UNE e se encorpou no cinema, no qual se tornou um dos maiores expoentes da cultura afro-brasileira, como fazia questão de ressaltar, nas décadas de 1960 e 70. Estreou em em 1962, em “Cinco Vezes Favela”, um dos no marcos do Cinema Novo. Fez mais de 30 filmes, incluindo clássicos como “Terra em transe”, de Glauber Rocha”, “Compasso de espera”, de Antunes Filho” e “Grande sertão”, de Geraldo Santos Pereira.
VERA BARBOSA, SEUS DOIS FILHOS,
 SOBRINHOS NETOS DE ZÓZIMO,
 E HELENA PEREIRA, IRMÃ DO CINEASTA 
Amigo de Vinicius
Em 1974, estreou como diretor com o curta em preto e branco “Alma no Olho”, uma reflexão da identidade negra por meio da linguagem corporal. Zózimo aproveitara os negativos que sobraram do filme de Antunes Filhos para rodar seu curta-metragem. Os integrantes da censura achavam que a obra tinha tom “subversivo” e o chamaram para depor. Perguntaram sob ordem de quem ele havia feito feito tão sofisticado, imaginando que chegariam a uma complexa mente comunista. “Sob ordens do amigo e poeta Vinicius de Moraes”, respondeu Zózimo.
Para o documentarista e antropólogo Noel Santos de Carvalho, que defendeu em 2006 na USP a tese de doutorado “Cinema e representação racial: o cinema negro de Zózimo Bulbul”, “Alma no Olho” é sua obra-prima. Lembrou ao GLOBO que o filme foi baseado no livro “Soul Ice”, de Eldridge Claver, líder dos Panteras Negras, grupo radical norte-americano dos anos 60/70.
— As imagens cruas em preto e branco mostram Zózimo na frente da câmera fazendo uma série de pantomimas que contam a historia do negro desde sua saída da Africa até os Panteras Negras. Tudo isso em dez minutos. Marcará a todos os que se interessarem pela historia do negro no audiovisual brasileiro. Obra de um artista capaz de conectar sua historia, pessoal com a historia do seu povo. Sem cair no nacionalismo babaca que vigorou na década de 1970.
CARLOS ALBERTO CAÓ ESTEVE PRESENTE AO
 VELÓRIO DO COMPANHEIROS DE ANTIGAS BATALHAS
Seu filme mais conhecido, no entanto, é um documentário de 1988 intitulado “Abolição”, com entrevistas de personalidades sobre o centenário da abolição.
Fundador do Centro Afro Carioca de Cinema que, realizou no final do ano passado o 6º Encontro de Cinema Negro Brasil/África. Realizou três curtas, cinco medias e um longa-metragem, todos com foco na cultura afro descendente e na luta contra as desigualdades. Em 2010, a convite do governo do Senegal, Zózimo fez o média- metragem “Renascimento Africano”, que mostra o país nas comemorações dos 50 anos de independência deste país.
Uma das últimas entrevistas que concedeu foi para documentário em produção do cineasta americano Spike Lee. Em novembro, comentou como transcorreu a conversa.
— Tinha morado em Nova York quando a ditadura apertou por aqui. Fiz muitos contatos, que sempre me ajudaram na organização dos festivais de cinema. Spike esteve no Brasil e o único cineasta brasileiro que quis entrevistar foi a mim. Porque ele sabia do meu comprometimento com os irmãos africanos e em fazer com que o cinema seja ferramenta de luta.
Zózimo já estava enfraquecido pelo câncer que enfrentava havia alguns anos. Falava com dificuldade. Estava muito atento ao noticiário e enalteceu a figura do presidente do STF, Joaquim Barbosa, na condução do julgamento do mensalão.
— Que maravilha de atuação. Impôs-se com rigor e inteligência como não se via há muito.
A ministra da Cultura Marta Suplicy divulgou nota de pesar:
"Zózimo Bulbul teve uma trajetória fantástica, reconhecida. Mais que um ícone do seu tempo, é alguém que rompe paradigmas, faz o novo e por isso se torna conhecido no Brasil e no exterior. Ele nos deixa o exemplo de quem sempre quis fazer mais e melhor. E fez."

VEJA MAIS FOTOS DO VELÓRIO DE ZÓZIMO BULBUL
























segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

FIFA DISCUTIRÁ PUNIR COM EXTREMO RIGOR CASOS DE RACISMO NOS ESTÁDIOS


Edição:Adilson Gonçalves 
O Comitê de Estratégia da Fifa se reunirá em Zurique, na Suíça, no próximo dia 15 de fevereiro, para estudar punições mais rigorosas nos casos de racismo no futebol mundial. A atacante brasileira Marta representará os jogadores durante o encontro.
O presidente Joseph Blatter já acenou com a possibilidade de rebaixar equipes envolvidas em episódios de preconceito racial.
- O mundo todo combate o racismo e a discriminação. O futebol é parte da sociedade e deve ser exemplo. Sem punições severas, nada mudará - disse o mandatário em evento na Rússia, sede da Copa do Mundo de 2018, durante encontro com representantes do comitê local da competição.
A Fifa entende que multas e portões fechados não são mais suficientes para erradicar o problema do futebol porque não atingem os responsáveis pelos atos ofensivos.
- Podemos analisar, deduzir pontos do time na competição ou até aplicar o rebaixamento - apontou

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

GENOCÍDIO DA JUVENTUDE NEGRA CONTINUA


Edição: Adilson Gonçalves Fonte Diario Preto
Um menino de 10 anos ao ver a noticia sobre a morte de “Samambaia” – Raimundo Matias Dantas Neto na internet (*Google) indaga a mãe.

Filho: 
- A escravidão acabou mãe?
Mãe:
-Sim meu filho.
Filho:
-É verdade que ainda matam os negros por causa de nossa cor?
Mãe:
- Sim meu filho, ainda nos caçam, nos matam aos montes...
Filho:
- E o que as pessoas dizem?
Mãe:
-Nada meu filho!
Filho:
- Então eu posso ser morto?
Mãe ( Com lagrimas nos olhos junta o filho ao peito ):
- Dorme meu filho... A Mamãe esta aqui.

Jairo Pereira.
A verdade na cara parece pior... Mas é a verdade.


Diário Preto
Contra o Genocidio da Juventude Negra.

domingo, 6 de janeiro de 2013

SETE PESSOAS SÃO CHACINADAS EM SÃO PAULO; ENTRE ELAS, DJ LAH, PARCEIRO DE MANO BROWN


 Edição: Adilson Gonçalves Fontes: R7/ Geledes
O corpo do DJ Laércio de Souza Grimas, 33 anos, foi enterrado neste domingo, dia 06, no cemitério dos Jesuítas, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. O músico foi assassinado a tiros na chacina em um bar que vitimou, ao todo, sete pessoas na madrugada de sábado na capital paulista. De acordo com o delegado Luiz Maurício Blazeck, que investiga o caso, o alvo da chacina poderia ser o DJ, conhecido como Lah. Ele foi morto com 15 tiros, nove deles pelas costas.
Segundo o site, os tiros também acertaram o rapper 2Pac, do grupo Sintônia Lado Sul. Eles está internado em um hospital. Os moradores evitam dar maiores detalhes sobre o crime. Eles se dizem ameaçados desde a execução de um pedreiro pela Polícia Militar, no ano passado. O bar, onde aconteceu a chacina, fica em frente à casa onde o pedreiro teria sido executado.
Com o primeiro CD gravado em 1998, o Grupo Conexão do Morro tinha entre os admiradores Mano Brown, o mais influente rapper brasileiro. Um dos temas preferidos do "Conexão" era o protesto contra a repressão policial.Ainda de acordo com o site, "DJ Lah tinha 33 anos e deixa quatro filhos, amigos e família inconformados com tamanha covardia".
Segundo informações da polícia, quatro veículos foram utilizados no crime, que foi cometido por cerca de 14 pessoas na região do Campo Limpo, zona sul de São Paulo. Mais de 50 tiros teriam sido efetuados. Entre os feridos, uma vítima continua internada em estado grave e outra, atingida na perna, recebeu alta.      
    Além do DJ Lah, morreram na chacina Carlos Alexandre Claudino da Silva, 27 anos, Bruno Cássio Cassiano de Souza, 17 anos, João Batista Pereira de Almeida, 34 anos, Edmílson Lima Pereira Santos, 27 anos, e Ricardo Genuíno da Silva, 39 anos, e Ricardo Almando Salgado dos Santos Júnior, 41 anos, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública.


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

CAÓ ACEITA INDICAÇÃO DE INTEGRANTES DA BASE DO MOVIMENTO NEGRO DO PDT PARA CONCORRER À PRESIDÊNCIA DO DA SECRETARIA NACIONAL DO MOVIMENTO NEGRO DO PARTIDO

Texto, foto e edição:  Adilson Gonçalves

Atendendo aos apelos de integrantes da base do movimento negro do Rio de Janeiro, Carlos Alberto colocou seu nome à disposição para concorrer  à presidência d da Secretaria Nacional do Movimento Negro do PDT. A reunião aconteceu na tarde desta quinta-feira, dia 27, no Centro do Rio de Janeiro. Entre os motivos alegados pelos integrantes da base, está a total subserviência à direção do partido, a estagnação na luta pelos direitos dos negros e várias manobras espúrias pela manutenção do poder dentro da SNMN/PDT. 
"Se não fosse a presença de Caó em vários eventos, como O dia Nacional da consciência Negra, jamais nos sentiríamos representados, pois tanto a direção estadual e nacional se omitem, não aparecem. O PDT  foi o primeiro partido a ter um segmento dedicado exclusivamente às causa dos Negros, sendo escola para outros partidos, mas hoje no entanto elels estão à nossa  frente em vários aspectos, enquanto nós regredimos, pela ações de pessaos que agem como capitães do mato.", afirmam

domingo, 23 de dezembro de 2012

EUA TÊM O PRIMEIRO SENADOR NEGRO DO SUL DO PAÍS DESDE 1881, O REPUBLICANO TIM SCOTT, LIGADO AO MOVIMENTO UULTRACONSERVADOR TEA PARTY

 Edição: Adilson Gonçalves/ Fonte: O Globo
WASHINGTON — O deputado republicano Tim Scott, que chegou ao Congresso em 2010 na esteira do movimento ultraconservador Tea Party, foi escolhido para substituir o senador Jim DeMint, da Carolina do Sul. Com a mudança, Scott se tornará o primeiro senador negro de um estado do Sul dos EUA desde Blanche Bruce, republicano do Mississippi, cujo mandato foi concluído no fim do século XIX (de 1875 a 1881).
No país em que mais de nove em cada dez americanos negros apoiaram o presidente democrata Barack Obama nas eleições de 6 de novembro, o republicano Scott será o único negro na atual composição do Senado.
DeMint se afasta do cargo para assumir o comando do centro de estudos conservador Heritage Foundation. E elogiou a escolha de seu sucessor, a quem classificou como um “líder de princípios”:
- Posso me afastar do Senado sabendo que há alguém nesta cadeira melhor do que eu, que vai levar adiante a voz do conservadorismo de oportunidades para todo o país de uma maneira que não pude.
Ao anunciar sua escolha para a vaga, a governadora Nikki Haley classificou o evento como “um dia histórico para a Carolina do Sul”. Scott conquistou a nomeação superando uma série de rivais, como o deputado Trey Gowdy, da Carolina do Sul. Em discurso, ela enfatizou que Scott mereceu a vaga por sua visão econômica e seu compromisso com princípios conservadores:
- Ele mereceu esta vaga pela pessoa que é. Ele mereceu esta vaga pelos resultados que mostrou - disse.
Scott deverá disputar uma eleição especial, em 2014, para permanecer no cargo. Aos 47 anos, o novo senador tem as credenciais para se tornar uma estrela em ascensão no partido, em busca de novos rostos diante das mudanças demográficas no eleitorado, que tiveram impacto significativo a favor dos democratas na última eleição presidencial.
Histórico conservador
Dono de uma imobiliária antes de se eleger para o Congresso, Scott se mostrou um dos políticos mais conservadores na Câmara. Ele patrocinou legislação para derrubar a reforma da saúde aprovada pelo governo Barack Obama, conhecida no país como Obamacare, e se opôs à elevação do teto da dívida. No discurso da nomeação, se manteve fiel à ideologia do Tea Party.
- Nossa nação se encontra numa situação em que precisamos de alguma força de caráter. Se você tem problema com gastos, não há receita suficiente que compense isto.
Em discurso, agradeceu a Deus, à mãe que o criou sozinha e ao empresário que foi seu mentor.


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

CAÓ, MOVIMENTO NEGRO E GRUPO AUTÊNTICO SE INSURGEM CONTRA A DIREÇÃO DA SECRETARIA NACIONAL DO MOVIMENTO NEGRO DO PDT

Edição e foto: Adilison Gonçalves
Quando fundamos a Secretaria Nacional do Movimento Negro do PDT nos anos
80, tínhamos como missão o combate ao racismo e incutir na esquerda o entendimento
de que apenas a luta de classe não traria a igualdade ao povo negro. Nesta ocasião,
contávamos como nosso maior aliado Leonel de Moura Brizola, entre tantos guerreiros
da esquerda brasileira. A publicação do estatuto do PDT foi o grande legado do
trabalhismo para todas as forças políticas da época; apenas nosso partido tem o combate
ao racismo como clausula pétrea na sua lei orgânica.

Nossa luta dentro do partido não foi fácil, lembro-me de quantas vezes o
saudoso companheiro Abdias Nascimento teve que discursar para que o espaço do
negro não fosse obstaculizado. Recordo-me ainda do também saudoso, deputado José
Miguel e de seu empenho em aprovar a construção do Monumento Nacional a Zumbi
dos Palmares, assim com da luta dos educadores negros para a inclusão de nomes de
heróis negros para nomearem os Centros Integrados de Educação Pública (Cieps), os
Brizolões, como foram mais conhecidos e também do trabalho de companheiras, entre
outras, das secretárias de Estado Vanda Ferreira e Edialeda Salgado do Nascimento, entre
tantos que trabalharam para transformar o PDT em uma força política de vanguarda que
lutasse pelos brasileiros de todas as cores.

Hoje me sinto desgostoso do que vejo: um movimento apequenado, vivenciando
os tempos da escravidão, instalado na cozinha da casa grande e perseguindo os irmãos
de luta, para não perderem seus privilégios, assim como faziam os capitães do mato.
Infelizmente, não reconheço a Secretaria Nacional do Movimento Negro do PDT como
consciência racial para alicerçar o partido nas lutas do povo negro. Em todos os anos, no
dia 20 de novembro, dia dedicado ao nosso maior herói, estou no Monumento ao Zumbi
dos Palmares e compareço aos fóruns de combate ao Racismo. Mas a atual direção da
SNMNPDT, onde nos representa? Acompanho algumas iniciativas da Secretaria de
Política de Promoção da Igualdadea Racial (Seppir) e nunca vejo alguem da SNMN.

Recentemente ouvi uma conversa sobre a realização de um congresso do
Movimento Negro do PDT, e para minha surpresa e estupefação, foi determinado por
encaminhamento do presidente da SNMN, participariam apenas dois representantes por
estado, indicados pelos presidentes das secretarias regionais. O motivo alegado para tal
medida esdrúxula foi a de que a direção dio partido achou custoso fazer um congresso
com estrutura, no minimo decente para os negros.

Minha indignação pela postura subserviente, tal qual tinham os capitães do mato,
começa pela aceitação destes estratagemas que só retiram o negro do poder. Como
contraponto à esta subserviência, minha combativa e querida Juventude Socialista do
realizou um congresso com uma estrutura decente no Ceará.

Como diria nosso saudoso comandante e grande aliado, Leonel de Moura
Brizola: Eu venho de longe e por vir de longe é que não acredito que se comece uma
mudança por cima, mas sim pelas bases e as bases estão nos estados. Hoje não temos
informações de como vão as bases e em que situação estão as secretarias regionais do
Movimento Negro pelo Brasil. Quantas são?

A secretaria regional do Rio é um caso pitoresco, em março deste ano foi
realizada uma, alcunhada de congresso. Meus amigos, enquanto negro, fiquei pálido,
pois os então candidatos às presidências regional e nacional indicaram meu nome para
ser o presidente de honra, porém minha alegria durou pouco. Informo que até a presente
data o dito congresso não findou. Não houve debate , nem qualquer documento,
contendo nossa plataforma, foi encaminhado à direção do partido. Sobre tal congresso,
há apenas um aviso no mural do partido, reconduzindo o mesmo candidato à reeleição.

Nos meus tempos da UNE, congresso era palco de disputas, falações e paixões sobre a
construção de uma nova sociedade. Nos dias atuais, é picadeiro de estratégias deletérias
para a manutenção de cartórios improdutivos e dúbios.