quinta-feira, 6 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
MICHAEL CLARK DUNCAN, ATOR DE À ESPERA DE UM MILAGRE, MORRE AOS 54 ANOS, EM LOS ANGELES
Edição: Adilson Gonçalves
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| Com Tom Hanks, em À Espera de um milagre |
Michael nasceu no dia 10 de dezembro de 1957 em Chicago. Filho de uma faxineira, ele e sua irmã cresceram com a mãe, depois que o pai foi embora. Após passar por diversos empregos, Michael começou a trabalhar como guarda-costas de celebridades em Los Angeles. Os contatos que estabeleceu nessa época o levaram a conseguir pequenos papeis no cinema e na TV.
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| Michael e Omorosa se casariam em janeiro |
Ao longo de sua carreira, Michael foi visto em episódios de séries como O Renegado, Um Maluco no Pedaço, Mulher Nota Mil, Irmã ao Quadrado, CSI: NY, Living Single, Chuck e Two and a Half Men, entre outros.
Em 2011 ele foi contratado para estrelar a série The Finder, spinoff de Bones, na qual os personagens foram introduzidos em um dos episódios. Na história, Michael interpretou Leo, um advogado que, após a morte da esposa e dos filhos, passa a trabalhar como assessor de assuntos jurídicos de Walter (Geoff Stults), um veterano da guerra do Iraque que passa a utilizar suas habilidades para localizar pessoas desaparecidas ou sequestradas. A série teve apenas uma temporada composta de treze episódios.
No cinema, Michael esteve em filmes como Armageddon, À Espera de um Milagre, pelo qual foi indicado ao Oscar, Meu Vizinho Mafioso, O Planeta dos Macacos, Sin City – A Cidade do Pecado e Street Fighter: A Lenda de Chun-Li, entre outros. O ator deixa três filmes inéditos, ainda em fase de pós-produção: In The Hive, The Challenger e Criminal Empire for Dummy’s.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
DEU NO JORNAL DA ABI: CAÓ ENVIA CARTA AO GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL, SUGERINDO QUE VIA LIGHT TENHA O NOME DE SENADOR ABDIAS NASCIMENTO
Edição Adilson Gonçalves
Na edição de agosto do jornal da Associação Brasileira de Imprensa, na página 19, foi publicada uma carta do ex-parlamentar Carlos Alberto Caó enviada ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, propondo que a via Light, que ligará o município de Nova Iguaçu ao recém inaugurado Parque de Madureira, seja denominada Senador Abdias Nascimento, falecido em maio de 2011. Quando estiver totalmente pronta, área será a segunda maior área de lazer do município. Na justificativa de sua proposição, Caó relata "que parte significativa da população negra mora tanto naquele município da Baixada Fluminense, quanto no subúrbio de Madureira, com uma presença marcante tanto na área econômica, com o cultivo da café pelos escravos, ainda hoje notada nas ruínas de várias fazendas em Nova Iguaçu, quanto na área cultural, em Madureira, denominada a capital do Samba." Leia a seguir a íntegra da carta de Carlos Alberto Caó enviada ao governador do Rio de Janeiro:
Na edição de agosto do jornal da Associação Brasileira de Imprensa, na página 19, foi publicada uma carta do ex-parlamentar Carlos Alberto Caó enviada ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, propondo que a via Light, que ligará o município de Nova Iguaçu ao recém inaugurado Parque de Madureira, seja denominada Senador Abdias Nascimento, falecido em maio de 2011. Quando estiver totalmente pronta, área será a segunda maior área de lazer do município. Na justificativa de sua proposição, Caó relata "que parte significativa da população negra mora tanto naquele município da Baixada Fluminense, quanto no subúrbio de Madureira, com uma presença marcante tanto na área econômica, com o cultivo da café pelos escravos, ainda hoje notada nas ruínas de várias fazendas em Nova Iguaçu, quanto na área cultural, em Madureira, denominada a capital do Samba." Leia a seguir a íntegra da carta de Carlos Alberto Caó enviada ao governador do Rio de Janeiro:
Ao Excelentíssimo senhor governador
do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral
D.D senhor, Sérgio Cabral,
"Em primeiro lugar, minhas cordiais e fraternas saudações,
extensivas a seu pai, antigo companheiro na luta pela restauração
da democracia no país; em segundo lugar quero externar meus
agradecimentos pelas palavras elogiosas à minha pessoa por ocasião
da assinatura, há cerca de um ano, no Palácio Guanabara, da lei que
disponibiliza 20% das vagas de concursos públicos do estado para negros
e índios. Isso nos dá a certeza que a luta de todos nós, brasileiros e
não brasileiros e negros e não negros, mas acima de tudo de qualquer
pessoa de bom senso, tem embasamento na Justiça, que lentamente vem
sendo feita à luta empreendida pelo mais remoto ancestral dos negros
brasileiros.
Por último, mas por isso não menos importante, quero lhe
parabenizar pela iniciativa de alinhamento e harmonização com os
âmbitos municipal e federal. Isto representa o resgate da plena cidadania e justiça da população fluminense, negada, até o governo de Luís Inácio da Silva, o nosso
Lula, pelos seus antecessores, em retaliação à posição oposicionista de
nosso povo. Em nosso estado, somente o governador Leonel Brizola,
fundador do meu partido, PDT, aproximou-se do que o senhor trouxe e
está trazendo para o nosso estado, somente não o conseguindo, em sua
plenitude, pelos seus ideais socialistas, progressistas e inclusivos,
sendo,
por isso, tolhido por aqueles que ocuparam, àquela época, o cargo mais
alto dos executivos municipal e federal.
Não é a toa que o nosso estado é hoje o recordista na dotação
verbas pelo governo federal. E isso se dá por dois motivos: a sua
iniciativa, na harmonização dos poderes, e o discernimento do presidente
Lula e de sua sucessora, a presidenta Dilma Roussef, do quanto nosso
estado foi discriminado ao longo de anos, não somente no período da
ditadura, mas também alguns anos, após o seu término. Não somente repasses federais nos foram negados, como receitas do nosso estado,
oriundas de riquezas, foram solapadas em sessões secretas e desleais,
como qualquer pessoa razoavelmente bem informada sabe. Por isso, o
momento que nosso estado passa, sob seu governo, mais nada mais é do
que a justiça sendo feita pelos anos de retaliação e descaso impingidos
à
nossa população.
Senhor governador Sérgio Cabral, como o senhor muito bem o
sabe, cidade do Rio de Janeiro tem como característica de sua
topografia,
a alternância de áreas nobres e carentes em qualquer direção que se
vá. Uma das peculiaridades da nossa cidade, incluindo-se os municípios
vizinhos que formam a área do Grande Rio, sempre foi a convivência,
na maioria das vezes civilizada, de grande parte de seus habitantes em
lugares comuns, independente de sua classe social; assim ocorre nas
praias, nos estádios ou em qualquer lugar público, onde são realizados
eventos grande porte. Esta é o perfil do carioca, propalado nos quatro
cantos do planeta. Em decorrência da realização de mega- eventos – Copa das
Confederações, Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e ParaOlímpicos – obras
de grande porte vêm sendo realizadas, em todo o Brasil e no Rio de
Janeiro, onde especificamente serão realizadas as Olímpiadas de 2016.
Excelentíssimo governador Sérgio Cabral acreditamos existir obras
de porte correlato à importância de Abdias Nascimento. Não postulamos ,
por exemplo, seu nome na Transcarioca, que ligará o Aeroporto
Internacional Tom Jobim à Barra da Tijuca, ou qualquer obra similar. Mas há uma, que, especificamente, traduz fielmente a existência deste grande brasileiro, paulista por nascimento, e carioca por adoção: a Via Light, que ligará a cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense,
a Madureira, especificamente ao Parque de Madureira , aquela que será a segunda maior área de lazer do município.
Excelentíssimo governador Sérgio Cabral, parte significativa dos
negros fluminenses, mora tanto na cidade vizinha, quanto no subúrbio
de Madureira. A presença do
povo negro é marcante tanto na área
econômica, com o cultivo de café pelos escravos,ainda hoje notada nas ruínas de várias fazendas, em Nova Iguaçu, quanto na área cultural no subúrbio de Madureira,
denominada a capital do samba.
Excelentíssimo governador Sérgio Cabral, louvamos e endossamos
todas as suas iniciativas- UPP, UPAs, vias expressas e outras obras. Por
isso
acreditamos que esta obra, a via Light, que ligara Nova Iguaçu ao Parque
de Madureira, somente será
perfeita se for denominada com o nome
de Senador Abdias do Nascimento, sendo esta homenagem a mais fiel
tradução da existência de nosso grande líder.
Carlos Alberto Caó
Oliveira dos Santos
ONG Igualdade Já
Associação
Brasileira de Imprensa
Conselho Municipal
de Defesa dos Direitos dos Negros-
Comdedine
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
CARLOS ALBERTO CAÓ É O PRÓXIMO ENTREVISTADO POR LÁZARO RAMOS NO PROGRAMA ESPELHO NO CANAL BRASIL
Edição, textos e fotos: Adilson Gonçalves
Carlos Alberto Caó, jornalista, ex-presidente do Sindicato dos
Jornalistas, ex-secretário estadual de trabalho e Habitação do governo Brizola
e deputado federal constituinte e autor da lei que criminaliza o racismo é o
entrevista do ator Lázaro Ramos no Programa Espelho. Na entrevista, Caó falou
de sua chegada ao Rio e entre outros fatos, revelou como impediu o cancelamento da primeira visita ao Brasil do recém liberto Nelson
Mandela, devido às péssimas condições de estadia e segurança em que a equipe
que havia chegado antes ao Brasil para avaliação se encontrava. Ainda durante a
conversa Caó e Lázaro descobriram ser quase parentes, com Caó lembrando ainda
ter visto Lázaro criança, ao ficar escondido alguns dias na casa dos pais de
Lázaro durante o regime militar. O programa inédito vai ao ar nesta segunda
feira,dia 27, às 21h30, com reprise na terça às 3h30 e 7h30 e no sábado, às 12h.quarta-feira, 22 de agosto de 2012
MINISTRO JOAQUIM BARBOSA, UMA BELA HISTÓRIA DE VIDA
Edição: Adilson Gonçalves
Joaquim Barbosa nasceu em Paracatu, noroeste de Minas Gerais. É o primogênito de oito filhos. Pai pedreiro e mãe dona de casa, passou a ser arrimo de família quando estes se separaram. Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego na gráfica do Correio Braziliense e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público. Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado.
Foi Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (1976-1979), tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia e, após, foi advogado do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) (1979-84).
Prestou concurso público para procurador da República, e foi aprovado. Licenciou-se do cargo e foi estudar na França, por quatro anos, tendo obtido seu mestrado e doutorado ambos em Direito Público, pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas
Joaquim Barbosa nasceu em Paracatu, noroeste de Minas Gerais. É o primogênito de oito filhos. Pai pedreiro e mãe dona de casa, passou a ser arrimo de família quando estes se separaram. Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego na gráfica do Correio Braziliense e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público. Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado.
Foi Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (1976-1979), tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia e, após, foi advogado do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) (1979-84).
Prestou concurso público para procurador da República, e foi aprovado. Licenciou-se do cargo e foi estudar na França, por quatro anos, tendo obtido seu mestrado e doutorado ambos em Direito Público, pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas
) em 1990
e 1993. Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor
concursado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi visiting scholar no
Human Rights Institute da faculdade de direito da Universidade Columbia em Nova
York (1999 a 2000) e na Universidade da Califórnia Los Angeles School of Law
(2002 a 2003). Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na
Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês,
inglês, alemão e espanhol. Toca piano e violino desde os 16 anos de idade.
Embora se diga que ele é o primeiro negro a ser ministro do STF, ele foi, na verdade, o terceiro,[5] sendo precedido por Hermenegildo de Barros (de 1919 a 1937) e Pedro Lessa (de 1907 a 1921).
Embora se diga que ele é o primeiro negro a ser ministro do STF, ele foi, na verdade, o terceiro,[5] sendo precedido por Hermenegildo de Barros (de 1919 a 1937) e Pedro Lessa (de 1907 a 1921).
terça-feira, 14 de agosto de 2012
ADVOGADA DE CAMPINAS, SP, AGUARDA HÁ TRÊS ANOS DECISÃO DA JUSTIÇA SOBRE CRIME DE RACISMO
Fonte G1 Foto: Reprodução EPTV
Uma
advogada que trabalhava na prefeitura de Campinas (SP) aguarda a decisão da
Justiça pelo tratamento denunciado como racismo recebido de um contribuinte. O
crime de racismo – LEI 7716/89,conhecida popularmente como lei Cáo- é inafiançável, pode haver multa e a pena vai
de um a cinco anos de prisão. Os casos de injúria racial, em que a pessoa
atribui uma característica pejorativa ocorrem em situações mais frequentes por
nacionalidade, cor, local de moradia e profissão, segundo a Comissão do Negro.
Ana Vanessa
Silva foi vítima de preconceito e há três anos aguarda a decisão do processo
judicial. “Eu não quero ser atendido por uma pessoa negra”, disse o
contribuinte. O caso ocorreu ao enfrentar um constrangimento durante o
atendimento. Ela disse que o homem ficou nervoso ao verificar que seria
atendido por uma negra. "Negro não serve pra nada, negro só faz coisa
errada", afirma sobre o modo que o contribuinte comentou. O homem responde
o processo em liberdade e se for condenado pode ficar até quatro anos preso.
Assumir
um preconceito não é algo comum, muitas atitudes revelam um pré-julgamento e
podem desvalorizar a pessoa socialmente. "Se você mora num determinado
bairro ou em uma determinada região, então você já é conceituada por aquela
região e baseado nisso você sofre prejuízos até quando vai procurar
emprego", afirma o presidente da comissão, Ademir José da Silva.
Os reflexos para quem sofre
algum tipo de preconceito podem muitas vezes se tornar irreversíveis. "Nos
momentos extremos de uma situação aguda, de constrangimento, de exposição,
essas pessoas sofrem muito mesmo que podem evoluir para alguns quadros
psiquiátricos", explica o psiquiatra Eduardo Henrique Teixeira.
sábado, 4 de agosto de 2012
EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS MOSTRA O COTIDIANO DE MORADORES DO HARLEM NA DÉCADA DE 70
- Edição: Adilson Gonçalves
- Fonte: New York Times
- Fotos:Dawoud BeY
Para sua decepção,
não havia manifestantes fora do museu, que estava sendo criticado por excluir
obras de artistas negros em seu retrato do Harlem, bairro de Nova York. Mas
dentro do local ele presenciou algo que o marcou bastante: paredes repletas de
fotografias de negros comuns que pareciam chamar a atenção dos presentes, que
pareciam intrigados.
Dez anos depois, após
ter mudado seu nome para DawoudBey e estudado fotografia na Escola de Artes
Visuais, ele fez sua estreia com uma exposição no Museu Studio, no bairro do
Harlem. Intitulada "Harlem USA", ela era composta por 25 fotos em
preto e branco de moradores do bairro, de veteranos de guerra tocando em uma
banda a mulheres idosas a caminho da igreja.
Bey, que agora vive
em Chicago e ensina fotografia na Columbia College, tornou-se um aclamado
fotógrafo de retratos, conhecido por transmitir uma perceptível autoconsciência
e introspecção em suas imagens. Seu trabalho tem sido mostrado nos Estados
Unidos e na Europa e está nas coleções permanentes do Museu de Arte Moderna, no
Museu Whitney de Arte Americana e no Museu do Brooklyn.
Agora, sua exposição
sobre o Harlem está em cartaz na íntegra no Instituto de Arte de Chicago - pela
primeira vez desde sua primeira exposição no Museu Studio em 1979. O Instituto
de Arte montou uma unidade especial de captação de recursos para comprar
impressões, principalmente as antigas, da série original (por um preço que Bey
descreveu como por volta dos "seis dígitos") e também está
apresentando outras obras de pioneiros da fotografia de seu acervo, incluindo
James Van Der Zee, Irving Penn e Roy DeCarava, todos influenciados por Bey.
Em uma tarde recente,
Bey, 58, visitou a exposição do Instituto de Arte e falou sobre a relação entre
suas fotos e a exposição "HarlemonMyMind".
"Naquela
época", disse ele, "eu apenas andava por tudo que é lado com uma
câmera que havia herdado do meu padrinho porque achava que era bacana. Mas eu
não sabia o que fazer com ela. A exposição do Museu Metropolitano de Arte me
marcou, me fez pensar."
Ele começou a ir a
outros museus e galerias para apreciar as fotografias dos inovadores do começo
do século, como Walker Evans e Henri Cartier-Bresson. "As obras deles me
deram uma ideia do que eu queria fazer e do que eu não queria fazer",
disse. "Não eram apenas obras ilustrativas. Eram subjetivas e
interpretativas. Essas fotos começaram a apontar para uma direção, para mostrar
que as fotos de pessoas comuns, poderiam, quando feitas de maneira correta, ter
bastante significado."
Em meados dos anos
1970 ele estava utilizando uma câmera de lente única e havia começado a tirar
fotografias das ruas do Harlem, que eventualmente acabaram fazendo parte de sua
exposição no Museu Studio.
No período de quase
mais de três décadas desde a exposição do Museu Studio, Bey tem continuado a
explorar imagens de americanos negros e, mais recentemente, adolescentes de
diversas origens. No processo, ele mudou de fotos em preto e branco para
coloridas, começou a utilizar câmeras de grande formato e optou por intercalar
fotos feitas em seu estúdio e nas ruas.
Esta evolução foi
refletida em outra exposição feita em Chicago, a “DawoudBey: Picturing People”
(DawouldBey: Retratando Pessoas, em tradução literal), uma retrospectiva de sua
carreira que ficou exposta na galeria da Sociedade Renascentista na
Universidade de Chicago de meados de maio a meados de julho e vai viajar pelo
país no ano que vem.
Para o crítico Arthur
Danto, que escreveu um ensaio para o catálogo de "Retratando
Pessoas", um humanismo subjacente unifica toda a obra de Bey. "Há uma
qualidade de clareza, de simpatia e compreensão", disse Danto. "As
pessoas às vezes falam que algumas de suas fotos possuem a mesma qualidade que
as obras de Rembrandt".
"Dou um passo
para trás, brinco um pouco com a câmera, faço algo para que elas tenham a
oportunidade de se sentir confortáveis", disse. "Então presto atenção
no momento. A mão no joelho, o cotovelo apoiado na cadeira, tudo isso nos
mostra quem são essas pessoas e como a narrativa do espaço e dos indivíduos
interagem. "
O elemento que
distingue Bey, no entanto, é menos a precisão geométrica com a qual ele
apresenta o espaço em seus retratos do que o que David Travis, ex-curador de
fotografia no Instituto de Arte, refere-se como a "bússola moral" de
Bey.
"Ele realmente
quer descobrir coisas sobre as pessoas, ele não quer ficar apenas na superfície
de suas vidas e sim realmente mostrar quem são ", disse Travis. Mas ao
contrário de Richard Avedon, que muitas vezes fazia com que uma luz
estroboscópica aparecesse quando as pessoas menos esperavam, ou Diane Arbus,
que disse uma vez que fotografar era como "entrar de fininho na cozinha tarde
da noite para roubar biscoitos", Bey insiste que o processo tem que ser
colaborativo.
"Dawoud acredita
que as pessoas que posam para ele possuem uma voz, e ele não vai roubar algo
que não queiram que seja mostrado", disse Travis. "Ele sempre toma
muito cuidado para ter certeza de que não irá roubar um momento da pessoa que
ele está fotografando. Ele não quer ser um intruso."
segunda-feira, 30 de julho de 2012
SEEDORF AFIRMA:"RACISMO É FALTA DE EDUCAÇÃO E CULTURA"
Edição: Adilson Gonçalves: Fonte Lancenet
Logo no primeiro contato, ao abrir a porta, Seedorf fez questão de
cumprimentar cada repórter com um abraço. E mesmo instalado em bela suíte de
hotel na Zona Sul do Rio de Janeiro, mostrou não se importar com status e se
esparramou em uma poltrona. Foi assim, naturalmente humilde, que ele falou
sobre questões como o racismo e a desigualdade social.
Seedorf nasceu no Suriname, pobre, e foi para a Holanda com três anos.
Sofreu com dificuldades, porém se destacou ao aliar educação a um futebol de
alto nível, movido por uma alegria natural do povo:
- No aspecto de como comemorar a vida, os brasileiros são exemplo. Muita
gente é pobre, mas ri o tempo todo, com todos os problemas. E isso levei sempre
em mim.
Como você avalia as atuais condições gerais do Brasil?
É muito claro o crescimento do Brasil. São mais de dez anos que venho em
férias, e se nota muitas coisas, pequenas e grandes. É clara a situação de um
país muito unido, porque para você fazer esse crescimento o país tem que estar
assim. Agora para mim é um prazer viver cada dia e ver com meus próprios olhos
as evoluções, ver a vida dos brasileiros, de todas as classes.
O quanto você se parece no jeito com os brasileiros?
Não sei, vou deixar vocês falarem (risos)! Sempre me dei bem com os
brasileiros. São parecidos os valores de vida, como a gente vê a vida. No
aspecto de como comemorar a vida, os brasileiros são um grande exemplo para o
mundo. Sempre tive muita admiração por esse aspecto. No meu país (Suriname)
também é assim. Muita gente é pobre, mas ri o tempo todo, com todos os
problemas que tem. O dinheiro não faz felicidade, e isso é uma certeza.
Quando pensou em ter o seu projeto social?
Eu era muito jovem quando tive bem clara essa missão. É quase uma missão
de vida. A maior felicidade para uma pessoa é ajudar o próximo. Não com
dinheiro, mas com uma palavra, uma atenção, um abraço, um olhar. São pequenas
coisas que podem mudar o dia de uma pessoa. Ou a vida de uma pessoa.
Ser um bom exemplo ajuda quanto nessa missão de atrair pessoas para o
bem?
Especialmente as crianças, as novas gerações, precisam de um guia, de
bons exemplos, de pessoas que podem ajudá-las a ficar na linha correta da vida.
Nunca bebi, nunca fumei, em toda minha vida, porque sei que faz mal. Então eu
não faço. Sei que tenho sorte de ter essa força mental, desde pequeno, para
falar não. Não preciso beber para ficar feliz. Você pode beber suco ou água,
como eu faço (risos), e ser feliz. Precisamos aumentar essa responsabilidade
social que temos (jogadores), pois temos muita visibilidade.
A inspiração em Nelson Mandela mexeu de que forma contigo?
A inspiração em Nelson Mandela mexeu de que forma contigo?
Ele fez um caminho muito duro. Não só ele, muitas outras pessoas por
trás, que a gente conhece menos. Por exemplo, Desmond Tutu (saiba mais dele
acima) falou para 2 mil jovens certa vez: “Vocês podem mudar esse mundo também.
Vocês têm que lutar contra mil coisas. A facilidade para chegar na droga está
perto, e você tem que ficar falando não, não quero”. Essas foram palavras que
deram mais força para promover o que estou promovendo, Voltando ao Mandela, ele
fez uma mudança em um país usando o esporte para unir. Ele significa para o
mundo uma grande inspiração.
Mandela lutou pela igualdade étnica, mas ainda existem casos de racismo.
Em 2011, um torcedor jogou uma banana em Roberto Carlos na Rússia. O que você
faria?
A primeira coisa: banana é bom. Eu pegaria a banana e comeria. “É bom
né?”. Todo mundo come banana, né? (risos). As pessoas precisam ser mais leves
nessas coisas. Porque tem racismo no mundo, não tem como falar que não. Em
alguns casos o racismo é falta de educação e cultura. O esporte, em geral, reflete
os problemas do país. Eu sou bem escuro, mas não sofria racismo. Acho também
que as pessoas olham o tipo de jogador, o comportamento dele. Se gostam,
gostam. Se não gostam, vão procurar a parte mais débil para tentar fazer mal.
Você deixou o Suriname aos três anos. Então, como fez crescer um carinho
tão grande pelo país?
Realmente, o relacionamento com o Suriname foi construído à distância.
Depois, quando comecei a ganhar dinheiro, consegui voltar com frequência ao
Suriname. Mas o amor ao país sempre esteve aí, e só foi crescendo com o tempo.
Eu conheci o mundo todo, joguei em vários países, mas no Suriname seguiram
todos os meu passos, o que estava fazendo. Você é quase um embaixador, sem
saber. Então, o mínimo que posso fazer é dar amor para as coisas que faço pelo
país.
É complicado ter tempo livre, mas o que vocês faz quando aparece uma brecha?
Gosto de esportes, em especial de ver atletismo. Também gosto muito de
cinema, dos filmes com o Denzel Washington (ator). Gosto muito de desenho, amo.
Gosto mais de desenho do que meus filhos gostam. Eu que levo eles para ver, porque
gosto muito (risos). Procurando Nemo, Hulk e Homem-Aranha, adorei os três.
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