sábado, 14 de abril de 2012

ASSASSINO DE TRAYVON MARTIN SERÁ INDICIADO PELA JUSTIÇA DA FLÓRIDA NO DIA 29 DE MAIO


Edição Adilson Gonçalves/Fonte Folha de São Paulo
A Justiça do Estado da Flórida, nos Estados Unidos, indiciará em 29 de maio o vigilante voluntário George Zimmerman, acusado de matar o jovem negro Trayvon Martin, 17, em um condomínio de Sanford em 26 de fevereiro. Nesta quinta, Zimmerman foi a sua primeira audiência no processo em que é acusado por homicídio doloso. Durante a passagem pelo tribunal, o vigilante apenas respondeu às perguntas dos promotores sobre a acusação. O juiz Mark E. Herr, responsável pelo caso, afirmou que há motivos para seguir com o caso e o indiciamento acontecerá em 29 de maio, antes de outra audiência.
Reverendo Al Sharpton (à esq.), irmão de Trayvon Martin,
Jahvaris Fulton, e sua mãe, Sybrina Fulton
Depois da sessão onde foram apresentadas as acusações, o advogado de defesa do vigilante, Mark O' Hara, disse estar preocupado com a forma que o caso está sendo tratado pela opinião pública americana, a partir de detalhes que saem de forma Mais cedo, o defensor afirmou que Zimmerman está nervoso, cansado e com esperanças de conseguir liberdade sob pagamento de fiança, mas que não tem preocupações sobre o estado mental de seu cliente.
Nesta quinta-feira, a mãe de Trayvon Martin, Sybrina Fulton, afirmou à agência de notícias Associated Press que o encontro entre seu filho e o vigilante foi um acidente, mas que os disparos foram um "assassinato". "Eles nunca deveriam ter se encontrado".

ENTREGA

Zimmerman se entregou nesta quarta-feira à polícia de Sanford, na Flórida. Ele foi acusado pela Promotoria por homicídio pelo crime, que aconteceu em 26 de fevereiro. Membros da Promotoria da Flórida afirmam que ele será interrogado nesta quinta (12). Caso seja condenado pela morte do jovem, Zimmerman poderá ser punido de 25 anos de reclusão a prisão perpétua. A promotora Angela Corey, que anunciou as acusações, afirmou não ter agido sob a pressão da opinião pública. "Não podemos fazer nosso trabalho a pedido de alguém. Nos baseamos nos fatos em casa caso de acordo com as leis do Estado da Flórida". O advogado de Zimmerman, Martin O'Hara, afirmou não ter preocupações sobre o estado mental de seu cliente. A defesa afirma que aplicará a polêmica lei "Stand Your Ground", existente na Flórida, para provar que o vigilante não é culpado.

A medida permite responder em liberdade ao processo e não pune quem causa a morte de outra pessoa após receber uma ameaça de morte ou lesão corporal grave. No primeiro depoimento à polícia, quando ocorreu o crime, o vigia alegou ter atuado em legítima defesa, o que o deixou em liberdade. A saída de Zimmerman foi a responsável pela eclosão dos protestos em diversas cidades americanas contra a lei. O caso gerou comentários da ONU (Organização das Nações Unidas) e do presidente Barack Obama, dizendo que, se tivesse um filho homem, ele seria como Trayvon. Martin foi listado como vítima de racismo por grupos de direitos humanos e manifestantes do movimento negro americano.Do outro lado, os apoiadores de Zimmerman, americano de origem peruana, afirmaram que o vigilante é símbolo do caráter americano e tentaram mostrá-lo como o protetor da comunidade que arrisca a própria vida para salvar os vizinhos.

George Zimmerman ouve acusações de homicídio
 doloso por morte de Trayvon Martin
ALÍVIO 

Os pais de Trayvon Martin expressaram alívio pela acusação do vigilante. "A pergunta que eu gostaria de fazer a ele é, se ele poderia olhar nos olhos de Trayvon e ver o quão era inocente, ele teria puxado o gatilho? Ou deixaria ele ir para casa", afirmou seu pai, Tracy Martin. Na terça, George Zimmerman fez sua primeira declaração pública, em uma página que criou na internet. O vigilante explica que o acontecimento mudou sua vida. "Fui forçado a deixar minha casa, minha escola, meu trabalho, minha família e, em última instância, minha vida inteira", relata Zimmerman na página, que mantém como fundo de tela uma bandeira americana. No site, o vigilante explica muito brevemente: "No domingo 26 de fevereiro me vi envolvido em um acontecimento daqueles que mudam a vida (de uma pessoa) e que me tornou alvo de uma intensa cobertura midiática".

quarta-feira, 11 de abril de 2012

LULA RECEBE EM SEU INSTITUTO O PRÊMIO AFRICARE 2011, APÓS RECUPERAÇÃO DO CÂNCER



Edição: Adilson Gonçalves/ Fonte: Instituto Lula/ Foto: Heinrich Aikawa
Christian Isely, Darius Mans e Lula. 
O presidente da Africare, Darius Mans, e o diretor da Africare para Angola, Christian Isely, estiveram na sede do Instituto Lula e formalizaram a entrega do Prêmio Africare 2011 ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A cerimônia de entrega do prêmio aconteceu em 9 de novembro do ano passado, nos Estados Unidos, mas Lula não pôde participar por estar em tratamento contra o câncer. O prêmio é concedido anualmente às personalidades que se destacaram na atuação pelo desenvolvimento da África.
No encontro, Lula agradeceu aos dirigentes da Africare e afirmou: “essa é uma importante honraria, prova de que devemos trabalhar ainda mais para reforçar os laços do Brasil com a África”.
Os dois dirigentes da Africare também participaram de uma reunião de trabalho com a diretora do Instituto Lula, Clara Ant, e os colaboradores Celso Marcondes e Leonardo Martins. O presidente Darius Mans propôs que os dois institutos atuassem em conjunto nos programas de apoio ao combate à fome e à miséria na África, em particular nos referentes ao incentivo à agricultura familiar. Destacou também programa de merenda escolar que desenvolvem no Cabo Verde e para o qual buscam o suporte da FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.
Os dirigentes da Africare fizeram outros honrosos convites ao ex-presidente Lula, para que ele se aproximasse ainda mais da instituição na luta por melhores condições de vida dos povos africanos.
O diretor Christian Isely, hoje sediado na base da Africare em Angola, informou que a partir de julho será o responsável pelo escritório a ser aberto pela entidade no Rio de Janeiro com o objetivo de incentivar os programas desenvolvidos no Brasil.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

GOVERNO PAULISTA INTENSIFICA PROGRAMA SÃO PAULO CONTRA O RACISMO


Edição Adilson Gonçalves/Fonte Governo do Estado de São Paulo
Antonio Carlos, coordenador de Políticas para a População Negra e Indígena, da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, reuniu-se com a Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo e a Polícia Civil para intensificar o 2º ano do Programa São Paulo Contra o Racismo.
O encontro tratou da importância de campanhas com caráter educativo para reduzir o número de crimes de racismo, em especial nos grandes eventos esportivos a caminho do Brasil – Copa do Mundo (2014) e Jogos Olímpicos (2016) –, e definir ações afirmativas ao programa.
Esportes
A Secretaria do Esporte Lazer e Turismo promove os jogos regionais em todo o Estado. Durante a reunião, com os delegados municipais para organização dos jogos deste ano, Arruda aproveitou para incluir a competição no Programa São Paulo Contra o Racismo.
A logomarca do programa será inserida nos diversos materiais utilizados nos jogos, nos uniformes dos atletas, em banners, cartazes e outros meios de divulgação. "Essa etapa da campanha tem papel educativo. Vamos também elaborar palestras para jovens atletas", disse Arruda.
A área esportiva enfrenta problemas de discriminação racial, principalmente, em campo onde ocorre alta tensão entre os competidores. "Mesmo nas situações de extrema tensão dos jogos, não deve haver racismo. Por isso, precisamos orientar e educar os atletas", explicou o coordenador.
Racismo no esporte é um problema internacional. "Jogares e atletas sofrem preconceito não só no Brasil, mas também na Europa e Estados Unidos", disse Arruda.
Polícia Civil
Em seguida, Arruda foi ao Palácio da Polícia Civil para levar o programa ao alto comando da instituição. No encontro, o coordenador da Secretaria apresentou propostas de combate ao racismo ao delegado geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, e a todos diretores de polícia do Estado de São Paulo.
A partir de agora, sempre que qualquer delegacia do Estado receber casos de racismo, a Coordenação de Políticas para a População Negra e Indígena será comunicada.
"Com essas informações, poderemos identificar onde ocorrem mais casos de discriminação, racismo e intolerância", disse Arruda. O coordenador vê nessa troca de dados possibilidade de formular ações conjuntas que diminuam ocorrências e crimes".

Arruda propôs também a inserção da logomarca do São Paulo Contra o Racismo no site da Polícia Civil, com link de acesso ao formulário de denúncias. "Procuramos a parceria com a Polícia Civil para a ampliação da campanha educativa e para a construção de um Brasil sem racismo e sem nenhuma forma de preconceito".

quarta-feira, 4 de abril de 2012

LIDERANÇAS QUILOMBOLAS SOLICITAM AUDIÊNCIA AO STF PARA VENCER MANOBRAS DOS DEMOCRATAS CONTRA TITULAÇÃO DE TERRAS



Edição Adilson Gonçalves
Rio de Janeiro – Um pedido de audiência no Supremo Tribunal Federal (STF),  apresentado nesta quarta-feira,  dia  4  de abril, é uma das estratégias das lideranças quilombolas para enfrentar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) proposta pelo Democratas (DEM) contra o Decreto 4887/2003, que cria procedimentos administrativos para titulação de terras dos descendentes de escravos.
O líder quilombola Damião Braga, presidente do conselho diretor da Associação da Comunidade Remanescente do Quilombo Pedra do Sal (Arqpedra) e coordenador da Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas, disse  que uma eventual aprovação da ADI anulará cerca de 1.800 processos de regularização fundiária abertos desde 2003. "A gente volta para a estaca zero", disse.
O pedido de audiência será dirigido ao relator do processo, ministro Cezar Peluso, atual presidente do STF. O pedido anterior, feito no ano passado, não foi respondido. O movimento promete fazer pressão para derrubar a ADI, cujo julgamento ocorrerá no próximo dia 18. "Nós vamos acampar na porta do Supremo". O Decreto 4887 é considerado um marco importante de proteção das comunidades quilombolas no país.
Para Damião Braga, o fato de o ministro Peluso ter negado a audiência sinaliza posição desfavorável ao movimento quilombola. "A gente não vê de forma favorável a decisão dele. Para a gente, isso representa um retrocesso muito grande", externou. Se o julgamento for favorável à ADI, alerta Braga, seria necessário um novo instrumento do Executivo para normatizar os processos administrativos. De acordo com o líder, cada processo das comunidades quilombolas tem, em média, dez anos.
As lideranças quilombolas do Rio de Janeiro também remarcaram para o dia 11 deste mês um seminário para definir outras estratégias de intervenção no julgamento da ADI, além de discutir a participação dessa comunidade na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, programada para junho, no Rio de Janeiro.
Além disso, em função do julgamento no STF, o seminário nacional de lideranças quilombolas, que ocorreria também no Rio de Janeiro, foi transferido para Brasília. O evento está marcado para os dias 14 e 15 deste mês.

PSDC AFASTA DIRIGENTE DE DIRETÓRIO MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ, ACUSADO DE RACISMO, AO CHAMAR GUARDA MUNICIPAL DE MACACO



Edição Adilson Gonçalves Fonte R7
O vice-presidente da Comissão Diretora Municipal Provisória do PSDC (Partido Social Democrata Cristão) na cidade de Santo André, Adriano Giovanni Pieroni, foi afastado do cargo. O comunicado do afastamento foi divulgado pelo partido no final da manhã desta quarta-feira (4), após Pieroni ser preso suspeito de praticar racismo contra um guarda civil negro.
No final desta manhã, Pieroni permanecia preso na cadeia pública de São Caetano do Sul. Ele foi detido, na noite desta terça-feira (3). O guarda civil Jucélio Silva acusa o político de o chamar de "macaco". 
Segundo a Guarda Civil Mestropoltana, Pieroni saía do velório municipal da cidade, onde o corpo do primo de sua ex-mulher era velado. A suposta vítima afirma que, sem motivo algum, o político se aproximou de uma das viaturas, deu um soco no capô do carro e ofendeu a guarnição. Ele foi então contido pelos guardas, um deles Jucélio Silva, alvo dos xingamentos. Após a agressão verbal, Pieroni foi levado ao Distrito Policial de São Caetano do Sul. 
Adriano Giovanni Pieroni negou os crimes, mas disse que conversou com os policiais durante o velório do primo.

— Eu tenho três funcionários negros, então jamais faria isso. 
EM NOTA OFICIAL, PSDC REPUDIA AÇÃO DE SEU EX-DIRIGENTE E
Cesarino Júnior, à direita, entregando seu livro Direito
 processual do trabalho à Getúlio Vargas. Rio de Janeiro, RJ, 1941.
 
 INFORMA QUE A DEMOCRACIA CRISTÃ FOI FUNDADA POR UM NEGRO

Em nota, o Partido Social Democrata Cristão informou que a "Democracia Cristã, que foi fundada no Brasil por um homem negro, Professor Cesarino Junior, repudia o racismo em qualquer forma de suas manifestações, uma vez que atenta contra a dignidade da pessoa e viola o princípio fundamental da Democracia, onde todos os homens são livres e iguais."

  Cesarino Júnior (1906-1992) foi professor das Faculdades de Direito, Medicina e Economia da USP e da Faculdade de Direito da PUC de Campinas. Foi quem introduziu, a partir dos anos 30, a disciplina Direito do Trabalho na Faculdade de Direito da USP.
      Foi representante do Brasil na Organização Internacional de Direito do Trabalho e Segurança, fundador do Partido Democrata Cristão (PDC), jornalista e tribuno.
Tentativa de assassinato 
Em junho de 2011, Adriano Giovanni Pieroni foi preso ao invadir, armado com uma faca, a mesma base da guarda civil onde Edemir e Jucélio trabalham. A esposa de Adriano, após discutir com o marido, foi perseguida por ele e se refugiou dentro da base. 
Horas antes, a vítima já havia registrado boletim de ocorrência contra Adriano por violência doméstica. Ao retornar para a casa, teve início uma nova discussão entre o casal. A mulher, acompanhada da mãe e duas filhas, entrou num dos carros da família e foi embora, mas acabou perseguida por Pieroni, que ao volante do outro carro, bateu contra a traseira do veículo da mulher. 

Ao ver a base da Guarda Civil Municipal, ela parou o carro e entrou no posto para pedir ajuda aos agentes municipais, momento em que o político invadiu o local armado com uma faca. Dominado com uso de spray de pimenta, Pieroni, visivelmente embriagado, ainda chutou a viatura da GCM e foi levado para a delegacia, onde parentes registraram boletim de ocorrência acusando-o de agressão também contra a sogra. Na ocasião, ele foi autuado por violência doméstica, ameaça, desacato, injúria, dano ao patrimônio e embriaguez ao volante. 

terça-feira, 3 de abril de 2012

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO,CULTURA E ESPORTE DO SENADO APROVA RELATÓRIO QUE INSTITUI COMENDA ABDIAS DO NASCIMENTO


Edição:Adilson Gonçalves/ Fonte:Assessoria do deputado Inácio Arruda

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal aprovou na última semana o relatório do senador Inácio Arruda (PCdoB) que institui a Comenda Senador Abdias Nascimento, aos que tenham contribuído com a proteção e a promoção da cultura afro-brasileira. O projeto, de autoria da senadora Lídice da Mata e do senador Paulo Paim, homenageia um dos mais combatentes senadores contra a desigualdade racial, Abdias Nascimento.
Inácio Arruda, relator do projeto

Na década dos 1930, Abdias engajou-se na Frente Negra Brasileira lutando contra a segregação racial em estabelecimentos comerciais da cidade de São Paulo. Prossegue na luta contra o racismo organizando o Congresso Afro-Campineiro em 1938. Fundou em 1944 o Teatro Experimental do Negro, entidade que patrocinou a Convenção Nacional do Negro em 1945-46. A Convenção propôs à Assembléia Nacional Constituinte de 1946 a inclusão de políticas públicas para a população afro-descendente e um dispositivo constitucional definindo a discriminação racial como crime de lesa-pátria.

À frente do TEN, Abdias organizou o 1º Congresso do Negro Brasileiro em 1950. Militante do antigo PTB, após o golpe de 1964 participou desde o exílio na formação do PDT. Já no Brasil, lidera em 1981 a criação da Secretaria do Movimento Negro do PDT. Na qualidade de primeiro deputado federal afro-brasileiro a dedicar seu mandato à luta contra o racismo (1983-87), apresenta projetos de lei definindo o racismo como crime e criando mecanismos de ação compensatória para construir a verdadeira igualdade para os negros na sociedade brasileira. Como senador da República (1991, 1996-99), continuou nessa linha de atuação.Foi o primeiro titular da Secretaria Estadual de Cidadania e Direitos Humanos (1999-2000) de São Paulo.
O Projeto de Resolução que institui a Comenda Senador Abdias Nascimento segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

ASSEMBLEIA GERAL DA ONU REALIZA SESSÃO ESPECIAL EM HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL EM MEMÓRIA DA VÍTIMAS DO TRÁFICO TRANSATLÂNTICO DE ESCRAVOS


 Edição:Adilson Gonçalves


Os países-membros da Assembleia Geral da ONU realizaram,no dia 26 de março uma sessão especial para lembrar as vítimas da escravatura. O evento marca o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Tráfico Transatlântico de Escravos, celebrado no dia anterior, 25 de março.
Colônias
Segundo as Nações Unidas, mais de 28 milhões de africanos sofreram com o crime. A maioria era vendida para as colônias da América do Norte, do Caribe e da América do Sul.
Um dos objetivos da data é também manter viva a lembrança da escravatura e evitar práticas de racismo, xenofobia e intolerância.
Segundo dados da ONU, 28 milhões de Africanos foram escravizados
 e vendidos às colônias da Américas do Norte , Sul e Caribe
Nesta entrevista à repórter Dianne Penn, em Salvador, o monitor do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, André Luís Bispo de Jesus, convidou a todos para conhecer a história dos povos africanos no país.
"Venha ver o que nós temos desse legado, dessa realeza Africana aqui no Brasil. Somos povos que ainda existimos com as mesmas lutas, com os mesmos pensamentos. Somos pessoas livres, capazes de pensar e agir."
Tragédia
Em mensagem, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o tráfico de escravos foi uma tragédia por causa "da barbárie e da natureza sistemática e organizada".
Nos eventos, realizados pela ONU, mulheres e homens que lutaram contra a escravatura também estão sendo homenageados, além dos que continuam lutando contra formas modernas de escravidão.
O Dia Internacional foi instituído em 2007. O tema deste ano é "Honrando os Herois, Os que Resistiram e os Sobreviventes". A ONU está construindo um memorial permanente na sua sede, em Nova York, para lembrar os milhões de vítimas da escravatura.

sexta-feira, 30 de março de 2012

PROTESTO CONTRA A DITADURA MILITAR TERMINA EM AGRESSÕES A MANIFESTANTES NO RIO DE JANEIRO

Edição: Adilson Gonçalves
Dois dias antes do aniversário de 48 anos do golpe de 1964, um debate marcado por elogios à ditadura terminou com cerca de 300 pessoas, a maioria militares da reserva e alguns ex-integrantes do regime, sitiados por manifestantes que os acusavam de tortura e assassinato, na sede do Clube Militar, na Cinelândia, no centro do Rio. A Polícia Militar fez um corredor com policiais com escudos e cassetetes entre a porta principal da instituição, na Avenida Rio Branco, e uma das bocas da estação do Metrô, para garantir a saída em segurança das pessoas, e usou bombas de gás e de efeito moral contra os ativistas. Foi impossível, porém, evitar que os manifestantes, ligados a PT, PCdoB, PSB, PDT e movimentos sociais, os insultassem com palavrões e gritos de "assassino", "torturador", além de berros como "mulheres foram estupradas pela repressão". Cercados ao tentarem sair pela lateral, alguns militares da reserva ganharam banhos de tinta e tiveram de correr.
"Um caminhão da P.E. (Polícia do Exército) aí acabava com isso", suspirou uma senhora que tentou sair pela portaria secundária, pela Rua Santa Luzia, mas não pode prosseguir por causa dos manifestantes e do forte cheiro de gás de pimenta que infestava o local. "Chamem a P.E., o Comando Militar do Leste", pediu um senhor de cabelos grisalhos na portaria principal. Ali, sob o "olhar" severo dos bustos de Deodoro da Fonseca e Benjamin Constant, a confusão e o nervosismo eram grandes. O tapete vermelho foi recolhido, havia marcas de ovos no vidro da porta e até um capacete abandonado por um PM. "Eles estão cada vez mais fortes", comentou um idoso. "Só espero que não negociem", reclamou outro. Dois dos cerca de 300 ativistas foram detidos e levados para a 5ª D.P.

Em meio à confusão, alguns militares da reserva conhecidos saíram escoltados e amparados por seguranças. Um deles era o general Nilton de Albuquerque Cerqueira, ex-presidente do Clube que foi secretário de Segurança Pública do Rio nos anos 90 e, ainda como major servindo no DOI-Codi de Salvador, empreendeu a caçada que culminou na morte do ex-capitão do Exército Carlos Lamarca na Bahia, em 1971. Aparentemente, não foi reconhecido. Também o general da reserva Gilberto Figueiredo, que presidiu o Clube, saiu sob escolta e foi insultado. Além dos ovos, os manifestantes, na maioria estudantes, jogaram tinta vermelha e fizeram "chamadas" com os nomes de mortos e desaparecidos políticos do regime militar. Em pelo menos uma vez, um dos participantes do debate recebeu uma cusparada; outro foi cercado na esquina da Rio Branco com Santa Luzia, escapando após a detonação de bombas de gás. Dois manifestantes foram derrubados por disparos de pistolas Taser (elétricas)

"Torturador! Assassino!", berrou um manifestante para um homem de cabelos brancos que entrava no acesso ao Metrô, sob escolta de PMs. "É a tua mãe!", respondeu o idoso. O vice-presidente do Clube, general da reserva Clovis Bandeira, afirmou que os manifestantes queriam impedir uma reunião de quem pensasse diferente. Logo após o debate, chegou a haver orientação para que os participantes descessem em pequenos grupos, saíssem pela Santa Luzia e evitassem provocações. Ao chegarem ao térreo, porém, foram barrados pelos seguranças, que estavam muito tensos e pediram que voltassem. A socióloga Mira Caetano foi atingida por bombas de efeito moral, e apresentava ferimentos no seio, na barriga e na perna. "Fechamos a rua e começaram a jogar spray de pimenta. A gente não saiu, e nem vi quantos policiais eram, fiquei desnorteada e acho que na hora desmaiei".

Lá em cima, o debate "1964 - A Verdade" foi marcado por elogios à ditadura e críticas à Comissão da Verdade, criada por lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff para investigar crimes ocorridos na ditadura. "Devemos olhar para a frente", pediu um dos debatedores, o jornalista Aristóteles Drummond. 

ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS ABRE INVESTIGAÇÃO SOBRE A MORTE DE VLADIMIR HERZOG DURANTE O REGIME MILITAR


Edição Adilson Gonçalves. Fontes Geledés e Wikipedia
A Comissão de Direitos Humanos da OEA – Organização dos Estados Americanos – comunicou oficialmente ao governo brasileiro que aceitou a denúncia sobre o caso de Vladimir Herzog, morto nas dependências do DOI-CODI em 25 de outubro de 1975. A denúncia foi feita a pedido do Cejil (Centro de Justiça e Direito Internacional), do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo, do Centro Santo Dias e da Federação Interamericana de Direitos Humanos.
QUEM FOI VLADIMIR HERZOG
Vlado Herzog (Osijek, Croácia (à época ainda parte do Reino da Iugoslávia), nascido a 27 de junho de1937  São Paulo, 25 de outubro de 1975) foi um jornalista, professor e dramaturgo. Passou a assinar "Vladimir" por considerar seu nome muito exótico nos trópicos. Naturalizado brasileiro, Vladimir também tinha paixão pela fotografia, atividade que exercia por conta de seus projetos com o cinema.[
O nome de Vladimir tornou-se central no movimento pela restauração da democracia no Brasil após 1964. Militante do Partido Comunista Brasileiro, foi torturado até a sua morte em São Paulo, após ter se dirigido pessoalmente ao orgão para um interrogatório sobre suas atividades "ilegais". Depois foi encontrado morto em sua cela, após, segundo a repressão, ter cometido suicídio por enforcamento. Segundo o jornalista Sérgio Gomes, Vladimir Herzog é um "símbolo da luta pela democracia, pela liberdade, pela justiça.
Vladimir era casado com a publicitária Clarice Herzog, com quem teve dois filhos. Com a morte do marido Clarice passou por maus momentos, com medo e opressão e teve que contar para os filhos pequenos o que havia ocorrido com o pai. Clarice, três anos depois (1978), conseguiu que a União fosse responsabilizada, de forma judicial, pela morte do esposo.  Ainda sem se conformar, ela diz que "Vlado contribuiria muito mais para a sociedade se estivesse vivo

terça-feira, 27 de março de 2012

MINISTRA DA CULTURA ANA DE HOLLANDA DÁ POSSE A MEMBROS DO CONSELHO CURADOR DA FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES


Ministra Ana de Hollanda ressaltou a
importância do papel da Fundação Cultural Palmares

Edição Adilson Gonçalves/Texto Daiane Souza-FCP
A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e Eloi Ferreira de Araujo, presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), empossaram na tarde desta segunda-feira (26), os membros do Conselho Curador da instituição. Até 2015 os onze conselheiros serão responsáveis, especialmente, por formular propostas e avaliar questões relevantes à população negra brasileira.
O trabalho inclui o acompanhamento de políticas para a promoção dos direitos fundamentais, para a preservação da cultura e para a garantia do acesso da população afro-brasileira aos bens econômicos e sociais produzidos no país. De acordo com a ministra, o conselho é uma ferramenta para possibilitar o diálogo responsável entre representantes de setores do governo, junto a outras instituições e à sociedade civil.
Eloi Ferreira explica que o Conselho se constitui num órgão que traz ao governo o olhar da sociedade. “A proposta é que a Palmares cumpra o seu papel institucional de forma cada vez mais qualificada a partir das contribuições desses membros”, explica. “A expectativa é de que tenhamos condições de contribuir com nossos conhecimentos e experiências profissionais e até pessoais”, completou José Vicente, reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, empossado hoje.
Durante a cerimônia, Ana de Hollanda se comprometeu de que a FCP terá mais estrutura. “É o que falta para uma instituição que tem história, presença e que já é reconhecida nacional e internacionalmente”, afirmou. “É ela que leva o conhecimento que precisamos ter sobre nossas origens e influências”, completou.
Confira a formação do novo Conselho Curador da Fundação Cultural Palmares:
Membros Natos
Ana de Hollanda – Ministra da Cultura
Eloi Ferreira de Araujo – Presidente da Fundação Cultural Palmares  
Representantes Ministeriais
Magda Fernanda Medeiros Fernandes – Ministério da Justiça
Luiz Antonio Rodrigues Elias – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Maria Auxiliadora Lopes – Ministério da Educação  
Representante da Comunidade Indígena
Maria Helena Azumezuhero
Representantes da Comunidade Afro-brasileira
José Vicente
Kátia Alexandria Barbosa
Ivo Fonseca Silva
Marcos Antônio Cardoso
Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva