segunda-feira, 24 de outubro de 2011

* Textos extraídos do Portal do Senado
O Senado Federal aprovou o projeto que declara como feriado nacional a data de 20 de Novembro - Dia da Consciência Negra-  e o enviou à sanção da presidenta Dilma Roussef. Caso seja sancionado, este será o primeiro feriado do país originário da mobilização social, principalmente do movimento negro. A data já é reconhecida e celebrada como feriado em mais de 200 cidades, inclusive três capitais (São Paulo, Rio de Janeiro e Cuiabá).
A comemoração de 20 de Novembro como  Dia Nacional da Consciência Negra surgiu na segunda metade dos anos 1970, no contexto das lutas dos movimentos sociais contra o racismo. O dia homenageia Zumbi, símbolo da resistência negra no Brasil, morto em uma emboscada, no ano de 1695, após sucessivos ataques ao Quilombo de Palmares, em Alagoas. Desde 1995, Zumbi faz parte do panteão de Herois da Pátria.
Nas últimas décadas, o 20 de novembro tem sido dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira e sobre as consequências do racismo para a vida das pessoas e para o desenvolvimento do país. Apesar do ponto alto da celebração coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares - 20 de Novembro – a cada ano, as atividades alusivas a esta data são expandidas ao longo do mês, ampliando os espaços de discussão sobre as questões raciais.
Anualmente, um número cada vez mais significativo de entidades da sociedade civil, principalmente o movimento negro, tem se mobilizado em todo o país, em torno de atividades relativas à participação da pessoa negra na sociedade em diferentes áreas: trabalho, educação, segurança, saúde, entre outras.
* Projeto Original
O projeto original que institui o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra (PLS 520/03), de autoria da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), previa apenas a data, mas não o feriado. Na justificação da matéria, Serys argumenta que sua proposta visa criar uma oportunidade para a reflexão sobre o preconceito ainda existente na sociedade brasileira.
Aprovado pelo Senado, o texto foi enviado à Câmara dos Deputados e apensado a outra proposta (PLS 302/2004), que propunha o dia 20 de novembro como feriado nacional.
* Feriados
Uma vez sancionado, o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra será o nono feriado nacional, juntamente com as seguintes datas: 1º de janeiro (Confraternização Universal), 21 de abril (Tiradentes), 1º de maio (Dia do Trabalho), 7 de setembro (Independência do Brasil), 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida), 2 de novembro (Finados), 15 de novembro (Proclamação da República) e 25 de dezembro (Natal).

Há ainda quatro datas comemorativas móveis, as quais, embora popularmente conhecidas como feriados nacionais, não são reconhecidas como tal pela legislação brasileira - Terça-Feira de Carnaval, Sexta-Feira da Paixão, Domingo de Páscoa e o Corpus Christi.


SENADO APROVA O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA COMO FERIADO NACIONAL QUE SOMENTE DEPENDE DA SANÇÃO DE DILMA ROUSSEF




* Textos extraídos do Portal do Senado
/ Redação e Diagramação: Adilson Gonçalves
O Senado Federal aprovou o projeto que declara como feriado nacional a data de 20 de Novembro - Dia da Consciência Negra-  e o enviou à sanção da presidenta Dilma Roussef. Caso seja sancionado, este será o primeiro feriado do país originário da mobilização social, principalmente do movimento negro. A data já é reconhecida e celebrada como feriado em mais de 200 cidades, inclusive três capitais (São Paulo, Rio de Janeiro e Cuiabá).
A comemoração de 20 de Novembro como  Dia Nacional da Consciência Negra surgiu na segunda metade dos anos 1970, no contexto das lutas dos movimentos sociais contra o racismo. O dia homenageia Zumbi, símbolo da resistência negra no Brasil, morto em uma emboscada, no ano de 1695, após sucessivos ataques ao Quilombo de Palmares, em Alagoas. Desde 1995, Zumbi faz parte do panteão de Herois da Pátria.

Nas últimas décadas, o 20 de novembro tem sido dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira e sobre as consequências do racismo para a vida das pessoas e para o desenvolvimento do país. Apesar do ponto alto da celebração coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares - 20 de Novembro – a cada ano, as atividades alusivas a esta data são expandidas ao longo do mês, ampliando os espaços de discussão sobre as questões raciais.
Anualmente, um número cada vez mais significativo de entidades da sociedade civil, principalmente o movimento negro, tem se mobilizado em todo o país, em torno de atividades relativas à participação da pessoa negra na sociedade em diferentes áreas: trabalho, educação, segurança, saúde, entre outras.
* Projeto Original
O projeto original que institui o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra (PLS 520/03), de autoria da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), previa apenas a data, mas não o feriado. Na justificação da matéria, Serys argumenta que sua proposta visa criar uma oportunidade para a reflexão sobre o preconceito ainda existente na sociedade brasileira.
Aprovado pelo Senado, o texto foi enviado à Câmara dos Deputados e apensado a outra proposta (PLS 302/2004), que propunha o dia 20 de novembro como feriado nacional.
* Feriados
Uma vez sancionado, o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra será o nono feriado nacional, juntamente com as seguintes datas: 1º de janeiro (Confraternização Universal), 21 de abril (Tiradentes), 1º de maio (Dia do Trabalho), 7 de setembro (Independência do Brasil), 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida), 2 de novembro (Finados), 15 de novembro (Proclamação da República) e 25 de dezembro (Natal).

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

LUIZA BAIRROS INICIA ACORDO COM FIFA E CBF PARA IMPLEMENTAR AÇÕES ANTIRRACISTAS NA COPA DE 2014


Fontes:UOL e Agência Brasil
Para evitar manifestações racistas durante a Copa do Mundo de 2014, a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros anunciou que negocia com a CBF e com o Ministério do Esporte a realização de campanhas antirracistas ao longo do evento.
De acordo com Bairros, a iniciativa já conta com o apoio da confederação comandada por Ricardo Teixeira e começa com uma boa base para a realização das ações. “A CBF aceitou essa ideia com bastante alegria porque já é um trabalho feito pela Fifa na Europa. Portanto, teremos toda a possibilidade de reproduzir", disse  durante o seminário Empreendedorismo e Igualdade Racial em Grandes Eventos Esportivos, realizado no Rio de Janeiro.

Para a concretização do projeto, no entanto, serão necessárias mais conversas com a CBF e o envolvimento dos patrocinadores oficiais da competição, segundo a ministra. Caso aprovada, a campanha não deverá se restringir aos estádios. “Se no futebol os negros são motivo de orgulho nacional, devemos ter a participação deles em todos os setores". No Brasil este tipo de campanha nunca foi realizado, segundo informações da CBF.
O Conselho Estadual dos Direitos dos Negros (Cedine) do Rio de Janeiro já se movimenta para coibir as práticas racistas durante a Copa e defende que a Lei Caó (na qual o racismo é tido como crime inafiançável) seja aplicada aos estrangeiros também. "A sociedade civil será uma espécie de olhos, ouvidos e boca desse segmento por meio de várias entidades no Brasil", declarou o presidente do Cedine Rio, Paulo Roberto Costa. 
No Brasil, uma atitude contra o racismo que teve grande repercussão foi protagonizada por Loco Abreu. Em abril deste ano o atacante do Botafogo entrou em campo calçando uma chuteira branca e outra preta, em ação promovida pela Asics, patrocinadora do atleta. A ideia rendeu um Leão de Bronze no festival de publicidade de Cannes. 

No continente europeu, onde manifestações racistas das torcidas não são raras, a Uefa lança no dia 17 de outubro uma campanha contra a prática. Durante uma semana, serão realizadas em 40 países atividades para conscientizar jogadores, torcidas e dirigentes.

MINISTRA LUIZA BAIRROS INICIA ACORDO COM CBF E FIFA PARA IMPLEMENTAR CAMPANHA ANTIRRACISTA NA COPA DE 2014


Fonte: site UOL, com Agência Brasil
Para evitar manifestações racistas durante a Copa do Mundo de 2014, a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros anunciou  que negocia com a CBF e com o Ministério do Esporte a realização de campanhas antirracistas ao longo do evento.
De acordo com Bairros, a iniciativa já conta com o apoio da confederação comandada por Ricardo Teixeira e começa com uma boa base para a realização das ações. “A CBF aceitou essa ideia com bastante alegria porque já é um trabalho feito pela Fifa na Europa. Portanto, teremos toda a possibilidade de reproduzir", disse  durante o seminário Empreendedorismo e Igualdade Racial em Grandes Eventos Esportivos, realizado no Rio de Janeiro.
Para a concretização do projeto, no entanto, serão necessárias mais conversas com a CBF e o envolvimento dos patrocinadores oficiais da competição, segundo a ministra. Caso aprovada, a campanha não deverá se restringir aos estádios. “Se no futebol os negros são motivo de orgulho nacional, devemos ter a participação deles em todos os setores". No Brasil este tipo de campanha nunca foi realizado, segundo informações da CBF.
O Conselho Estadual dos Direitos dos Negros (Cedine) do Rio de Janeiro já se movimenta para coibir as práticas racistas durante a Copa e defende que a Lei Caó (na qual o racismo é tido como crime inafiançável) seja aplicada aos estrangeiros também. "A sociedade civil será uma espécie de olhos, ouvidos e boca desse segmento por meio de várias entidades no Brasil", declarou o presidente do Cedine Rio, Paulo Roberto Costa. 
No Brasil, uma atitude contra o racismo que teve grande repercussão foi protagonizada por Loco Abreu. Em abril deste ano o atacante do Botafogo entrou em campo calçando uma chuteira branca e outra preta, em ação promovida pela Asics, patrocinadora do atleta. A ideia rendeu um Leão de Bronze no festival de publicidade de Cannes. 
No continente europeu, onde manifestações racistas das torcidas não são raras, a Uefa lança no dia 17 de outubro uma campanha contra a prática. Durante uma semana, serão realizadas em 40 países atividades para conscientizar jogadores, torcidas e dirigentes.
*Com informações da Agência Brasil

terça-feira, 11 de outubro de 2011

MOVIMENTO NEGRO COMEMORA 22 ANOS DE CRIAÇÃO DA LEI CAÓ

Fonte: Secretaria Municipal do Movimento Negro do PDT/ RJ
Promovido pela Secretaria Municipal do Movimento Negro do PDT/Rio e com o apoio do vereador Leonel Brizola Neto, realiza-se na próxima terça feira, 11 de outubro, às 18h, uma festa para celebrar 22 anos da Lei 7.716/1989, conhecida como Lei Caó.
O autor da lei - um marco brasileiro na luta anti-racismo - o líder estudantil, advogado, jornalista e ex-deputado constituinte Carlos de Oliveira Caó fará palestra sobre a lei que pune com cadeia o racismo e a intolerância religiosa, na sede do PDT, na Rua Sete de Setembro, 141, às 18 horas, no Centro do Rio.
Caó dividirá a mesa com Irene Rosseto, pesquisadora do Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais (Laeser) da UFRJ. Em sua palestra, Irene Rosseto apresentará dados recentes de pesquisa sobre o racismo institucional.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

CORREIOS ADEREM À CAMPANHA IGUALDADE RACIAL É PARA VALER

Acordo de cooperação que será assinado nesta terça-feira (27/09),às 15h, prevê uma série de ações pela promoção da igualdade no âmbito de atuação dos Correios

Fonte: Geledes e Seppir
Nas próximas semanas, todas as agências dos Correios terão cartazes da campanha Igualdade Racial é pra Valer. A estratégia de divulgação faz parte de um amplo acordo de cooperação técnica, que a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) assinará amanhã (27), às 15h, com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). A parceria visa à implementação de ações conjuntas que assegurem a adesão da ECT à campanha.

A solenidade de assinatura do acordo de cooperação acontecerá no Salão Nobre do Edifício Sede da ECT, localizado no Setor Bancário Norte - SBN, Quadra 1, Bloco A, Sobreloja 1, Brasília. O evento contará com a participação da Ministra da Seppir, Luiza Bairros, do presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, parlamentares e gestores dos dois órgãos federais.

Além da divulgação das peças publicitárias nas agências, a ECT assumirá uma série de compromissos pela promoção da igualdade racial. Entre eles, a realização de um censo para identificação do perfil étnico-racial de funcionários da empresa; a institucionalização do Fórum dos Direitos Humanos e da Diversidade dos Correios; e a divulgação e atendimento de demandas do Estatuto da Igualdade Racial.

Na dimensão do reconhecimento e da valorização da história e cultura negra em suas formas de existência e resistência, o acordo possibilitou a produção do Selo Personalizado e do Carimbo Comemorativo da Revolta dos Búzios. As peças homenageiam os quatro heróis de Búzios,que tiveram os nomes inscritos no Livro dos Heróis da Pátria, o "Livro de Aço", pela presidenta da República, Dilma Rousseff. Também conhecida como Revolta dos Alfaiates e Conjuração Baiana, o movimento libertário aconteceu na cidade do Salvador, no século XVIII, sendo protagonizado por africanos, negros livres, forros e libertos.
Igualdade Racial é pra Valer
Lançada neste Ano Internacional dos Afrodescendentes - declarado pela ONU, a campanha da Seppir convoca a sociedade a incorporar o movimento pelo fim do racismo no Brasil. As parcerias são estabelecidas com órgãos do governo, com a iniciativa privada e a sociedade civil, fortalecendo a promoção da igualdade racial em diferentes segmentos. A iniciativa já conta com a adesão de governos estaduais e municipais, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal; dos Ministérios da Saúde, Educação e da Justiça, através da Polícia Federal; da Petrobras, dos Correios, da Caixa Econômica Federal, da Tempo Propaganda, e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Os acordos de cooperação são construídos conforme a especificidade da atividade dos parceiros e incluem os planos de trabalho com atribuições das partes, metas e prazos para execução das ações. Além do comprometimento com a divulgação da campanha, também são previstas cláusulas relativas à formulação e implementação de ações afirmativas. Oferta de cursos de capacitação, realização de censos e estudos, adoção de sistemas de cotas raciais, proposição de leis, estão entre as iniciativas pautadas.

SERVIÇO

O que - Assinatura de acordo de cooperação entre Seppir e Correios
Onde - Edifício Sede da ECT - no Setor Bancário Norte - SBN, Quadra 1, Bloco A, Sobreloja 1, Brasília
Quando - Amanhã - 27/09/2011, às 15h

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

CAÓ COMPARECE À CERIMÔNIA DE ENTREGA DO DIPLOMA LÉLIA GONZALEZ, CONCEDIDO ÀS MULHERES NEGRAS MILITANTES DA BASE


               Foto, texto* e edição: Adilson Gonçalves

/* Imprensa CUT RJ
 Com a presença de Carlos Alberto Caó, a CUT-RJ realizou em seu auditório central, na última terça-feira, 13 de setembro, a entrega do diploma Lélia Gonzales, concedido, conforme explicou Glórya Ramos, coordenadora da Secretaria de Igualdade Racial da CUT RJ, "às mulheres negras trabalhadoras que militam nas bases". Esta foi a segunda edição da homenagem da CUT às mulheres negras com papel destacado na luta em defesa da classe trabalhadora e contra discriminação racial. A atividade foi precedida por uma reunião do Coletivo de Combate ao Racismo da CUT-RJ. 
Na abertura dos trabalhos, a secretária do Combate ao Racismo da CUT-RJ, Glórya Ramos, lembrou a luta histórica da mulher negra para criar filhos, trabalhar, se formar e lutar pela emancipação e pelo empoderamento no Brasil e no mundo, enfatizando o papel de Lélia Gonzales na demarcação dos interesses específicos da mulher negra no âmbito da luta feminista.

Marcaram presença também a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-RJ, Virgínia Berriel, a secretária da Juventude, Greice Assis, o secretário de Relação de Trabalho, Marcello Azevedo, e o diretor Jadir Baptista, que fez uma saudação em nome da direção da central.

Este ano as premiadas com  o diploma Lélia Gonazales foram Delfina de Souza (que não pôde comparecer e foi representada por Leila Santos, do Sindpd-RJ); Ilma de Souza, que agradeceu a Deus e a seus familiares, "especialmente a meu filho e a todos os afrodescendentes por eu ter chegado até aqui; "Edna Sacramento (agraciada pela segunda vez), do Sinttel, que fez um relato de sua trajetória de lutas partir da constatação de que é como portadora de LER (Lesão por Esforços Repetitivos); Selma Balbino (também premiada de novo), presidente do Sindicato dos Aeronautas, que denunciou preconceito racial por parte de integrante de sua própria categoria, quando manifestou a intenção de se lançar candidata a presidente de sua entidade; e Luiza Dantas, do Sintsaúde, que fechou seu discurso, como última premiada da noite, de uma forma que tocou a todos:

- Como mulher negra, que passou por tantas dificuldades na vida, cansada de ser a última da fila, hoje eu faço a minha própria fila: "Sempre que estou com sede, na rua, a minha preferência para comprar uma água mineral, por exemplo, é por uma vendedora ambulante negra. Eu formo a minha própria fila. E as mulheres negras estão em primeiro lugar na minha fila - proclamou Luiza.
Intelectual, política, professora e antropóloga brasileira, nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais, Lélia Gonzalez( 01/02/1935 – 10/07/1994) tornou-se figura emblemática nos movimentos feminista e negro brasileiros, por sua luta no combate à violência contra a mulher, notadamente a violência sexual e doméstica e contra o racismo. Filha de um ferroviário negro e mãe de origem indígena, e penúltima de dezoito irmãos, migrou para o Rio de Janeiro (1942). Pioneira nos cursos sobre Cultura Negra, com destaque para o 1º Curso de Cultura Negra na Escola de Artes Visuais no Parque Lage, doutorou-se em Antropologia Social, em São Paulo, e dedicou-se a pesquisas sobre a temática de gênero e etnia.

Militante do movimento negro, ela teve fundamental atuação em defesa da mulher negra. Foi suplente de deputado federal (1982) e de deputado estadual (1986). Participou da primeira composição do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, o CNDM (1985-1989). Grande incentivadora das tradições afro-brasileiras, pertenceu ao Grêmio Recreativo de Arte Negra e Escola de Samba Quilombos, que fazia seu carnaval atendo-se às raízes do velho samba carioca e foi uma das fundadoras do grupo Olodum, de Salvador, Bahia.

Ela faleceu vítima de problemas cardíacos, no Rio de Janeiro, aos 59 anos. Atuou nas universidades brasileiras por mais de 30 anos, até seu falecimento. Em seus últimos dias, foi eleita, por reconhecimento de sua competência, Chefe do Departamento de Sociologia, da Pontifícia Universidade Católica, a PUC, Rio de Janeiro. Em seus escritos destacaram-se os livros Lugar de Negro (1982), com Carlos Hasenbalg, e Festas Populares no Brasil, premiado na Feira de Frankfurt.

sábado, 27 de agosto de 2011

CAÓ RECEBE HOMENAGEM EM NOME DA FAMÍLIA DE ABDIAS NASCIMENTO NA 9ª PLENÁRIA ESTATUTÁRIA DA CUT-RJ

Texto e fotos e edição: Adilson Gonçalves


Em seu discurso Caó lembrou do
 companheiro de militância  política e Racial
Glórya Ramos, secretária de Combate ao Racismo da CUT,
Elson, Caó, e o presidente da Cut RJ,
  Darby Ygaiara,compuseram a mesa
A Central Única dos Trabalhadores realizou nos dias 26 e 27 de agosto a sua 9ª Plenária Estatutária. Convocada a cada três anos, a de 2011 foi denominada Abdias Nascimento, em homenagem ao líder negro, falecido  em maio deste ano. Por iniciativa da Secretaria de Igualdade Racial da CUT- RJ, através de sua titular, Glórya Maria Alves Ramos, coube a Carlos Alberto Caó receber a placa alusiva à homenagem  a Abdias.


Caó cumprimenta a Atriz Léa Garcia
 e Abdias Nascimento Filho, o Bida
- Acho que depois do Abdias Nascimento, Carlos Alberto Cáo é a pessoa mais representativa do movimento negro. Como parlamentar ele criou a conseguiu aprovar a Lei 7716/1989, que penaliza como crimes inafiançáveis as práticas de racismo e intolerância religiosa. Então nada mais natural do que fosse ele o representante da família de Abdias, já que a Elisa Larkim não pode comparecer, por estar viajando- disse Glórya. 
Cartaz da 9 ª Plenária
 da CUT RJ
Vários integrantes do movimentos negro compareceram ao evento. Os momentos  que antecederam a entrega da placa foram marcadas por emoção e culto à memória do líder negro, com a exibição de um documentário realizado pelo Instituto de Pesquisa e Estudos Afro Brasileiros (Ipeafro), entidade fundada e presidida por Abdias até sua morte, atualmente dirigida pela sua viúva, Elisa Larkim Nascimento.m seu discurso, Caó reverenciou a memória d companheiro morto, conclamando a que as pessoas evocassem a presença de Abdias Nascimento. Caó  e Abdias Nascimento não foram somente no movimento negro: ambos participaram da fundação no Partido Democrático Trabalhista (PDT), e por ele foram parlamentares; Abdias no Senado e Caó duas vezes deputado federal, em uma delas como constituinte. Retidos em um engarrafamento, Lé Garcia e Abdias Nascimento Filho, chegaram em meio à realização da homenagem, que foi a abertura da 9ª Plenária Estatutária da CUT do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

MOVIMENTO DE RESISTÊNCIA LEONEL BRIZOLA (MRLB) GANHA AÇÃO CONTRA CARLOS LUPI NA JUSTIÇA, TORNANDO NULAS TODAS AS DECISÕES TOMADAS DOS ÚLTIMOS TRÊS ANOS

Cáo  é um  dos signatários da ação

A desembargadora Maria Augusta Vaz Monteiro de Figueiredo, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro deferiu a ação movida pelo Movimento de Resistência Leonel  Brizola (MRLB), formado entre outros por Carlos Alberto Caó, Ronald Barata e Vivaldo Barbosa, tornando nulas as decisões tomadas na convenção do Partido Democrático Trabalhista  -PDT-, realizadas em 29 de novembro de 2008. Em sua decisão, a desembargadora torna extinto diretório  estadual, tornando nulas, por conseguinte, as decisões tomasa por ele nestes últimos três anos
Em 2008, os integrantes do MRLB foram impedidos de participar da convenção e postular candidaturas,  devido a ardis tramados pela direção do partido. Os ardis engendrados prejudicaram vários, dirigentes  e ex-dirigentes,  parlamentares e ex- parlamentares, tods militantes do Trabalhismo e nacionalismo, que não obtiveram legenda para disputar os pleitos de 2008 e 2010.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

ABDIAS NASCIMENTO RECEBE HOMENAGEM PÓSTUMA NO ANIVERSÁRIO DA FUNDAÇÃO PALMARES

Fonte: Fundação Cultural Palmares/ Fotos: Jocilene Popa
Após discurso emocionado,
Eliza Larkim ergue o troféu,
reverenciando a memória do marido
“Para a infância negra futura geraremos um mundo diferente”, Abdias do Nascimento. 

Trecho do poema Olhando no Espelho 

O encerramento das atividades do 23º aniversário da Fundação Cultural Palmares (FCP), na noite da última quinta-feira (18) foi marcada por muita emoção, música e compromissos firmados na luta contra o racismo. O evento contou com a presença da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, músicos, atores, religiosos de matriz africana e representantes de entidades de apoio à cultura negra. 
O Teatro Nacional, em Brasília, foi palco da festa em celebração à ancestralidade afro-brasileira. O público reverenciou com entusiasmo a homenagem póstuma feita ao ativista negro Abdias Nascimento, pioneiro na luta contra o racismo no Brasil, falecido no dia 24 de maio de 2011. Sua companheira de vida e de luta, Elisa Larkin foi quem recebeu o Trofeu Palmares.
A ministra da Cultura, Ana de Hollanda,
 entrega o troféu à viuva do ativista,  sob aplausos de
 Elói Ferreira, presidente da FCP
Elisa se emocionou ao receber a comenda e fez referência a representações de entidades afro-brasileiras que simbolizam o trabalho de Abdias na militância e na comunicação com os povos afrodescendentes. Um vídeo com cantos na língua Iorubá apresentou a trajetória de Abdias Nascimento, que em uma entrevista concedida em 2004, declarou: “Precisamos continuar a luta por uma efetiva igualdade de oportunidades para a soberania de nossa nação”. 
O rapper GOG, Benedito Vieira, Eliza Nascimento,
Ana de Holanda, Vera Proba e Elói Ferreira
 posam ao lado de uma foto de Abdias e da atriz Ruth de Souza
em em ação em uma peça do TEN 
Para Elisa Larkin, a construção de uma igualdade racial e social depende da abordagem de ações que contemplem as políticas de cotas nas universidades, a valorização da cultura africana, a implementação da Lei nº 10.639 nas escolas de ensino fundamental e médio, entre outras iniciativas. “A erradicação da miséria está enraizada na eliminação do racismo”, afirmou.
Durante a cerimônia, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, considerou a criação da Fundação Palmares uma extensão da política, do trabalho e dos esforços de Abdias e do movimento social negro. “Estou muito contente por participar da festa de celebração da trajetória de 23 anos da Fundação Cultural Palmares e dessa homenagem a Abdias do Nascimento”, destacou. 
Segundo o presidente da FCP, Eloi Ferreira de Araujo, a realização do evento no ano instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes é uma oportunidade para trabalhar a cultura negra e promover a igualdade de oportunidades para todos. “2011 ficará marcado para a Fundação Palmares pela homenagem a Abdias. Sua herança nos fortalece para avançar em um país mais justo”, disse.
13 de novembro – No mês em que se celebra o Dia da Consciência Negra, o dia 13 foi escolhido pela família de Abdias e pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Afro Brasileiros (Ipeafro) como uma data especial: as cinzas do ativista serão jogadas no Parque Memorial Quilombo dos Palmares, em Alagoas, onde existiu um dos maiores redutos da luta e resistência negra brasileira.