domingo, 12 de maio de 2013

A TODAS AS MÃES DE TODOS OS CREDOS, CORES E RAÇAS

Edição: Adilson Gonçalves

MINHAS AMIGAS MÃES, GOSTARIA SINCERAMENTE DE ABRAÇA-LAS UMA POR UMA E DESEJAR ACREDITEM, QUE O AMOR DIVINO ILUMINE CADA UMA DE VOCÊS, MAS COMO ISSO SE TORNA INVIÁVEL,  BEM MAIS FACIL, MAIS TENHAM CERTEZA COM A MESMA INTENSIDADE MAS, PARA QUE ESTA MENSAGEM CHEGUE EM CADA CORAÇÃO MATERNO EU RESOLVI PEDIR UMA AJUDA A UM SER MUITO PODEROSO E ESPECIAL. VIBRAÇÕES POSITIVAS PARA TODAS AS MÃES. E FELIZ DIA DAS MÃES. 
ORAÇÃO DO DIA DAS MÃES



Senhor derrama tua sublime luz sobre a fronte de todas as mães da terra e de todos os mundos habitados.
Sábias, transformam-se em crianças quando os filhos são pequenos.
Inteligentes, fazem-se menores para não ofender os menos favorecidos intelectualmente.
Transformadoras, querem um mundo melhor para abrigar seus filhos amados.
Aqueles que mesmo quando não saíram de seus ventres, foram por elas acolhidos amorosamente.
Cuida também das crianças de todas as idades, que quando suas mães partem, sentem o desamparo irremediável de uma dor sem limites...
Diz a elas, Senhor, que vós lhes destes Maria, a Mãe de todas as mães, para cuidar e velar por toda a humanidade estendendo seu véu protetor sob o qual todos ficam protegidos e cuidados.
Ajuda Senhor, as mães especiais que aceitaram receber no ventre um filhinho muito especial, que será sempre motivo de cuidados e desvelos maiores ainda que os demais.
Ajuda as mães que por miséria afetiva e financeira abandonaram seus filhos, para que possam suportar a dor do arrependimento.
E por fim, ainda ouso pedir que estenda sua mão compassiva sobre as mães que o são pela profissão que escolheram, na figura da professora, da enfermeira, da humilde cuidadora que vela pelos seus muitas vezes esquecendo suas necessidades.
Daí a todas Senhor, forças para cumprir com a missão de fazer o Seu papel aqui na terra, cuidando, orientando e apontando sempre o caminho do bem.
Que assim seja!
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Jeanne Geyer.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

TETRACAMPEÃO MUNDIAL, ROQUE JÚNIOR AFIRMA HAVER RACISMO NO FUTEBOL


Edição: Adilson Gonçalves Fonte Uol
Aos 36 anos, Roque Júnior se prepara para começar na terceira carreira dentro do futebol. Depois de jogador e dirigente, o ex-zagueiro, campeão no Palmeiras e na seleção brasileira, agora quer ser técnico. No último domingo, embarcou para a Itália, onde fará um curso da Uefa para se habilitar para trabalhar na Europa. 
“Eu tenho vontade de trabalhar lá fora, sonho. Me adaptei bem quando jogador. Se tiver oportunidade de começar lá, vou, mas se tiver aqui também”, planeja.
Além do que classifica como “ voltar a sentir a adrenalina” que o futebol lhe traz, a chance de competir e ser treinador no Brasil serviria para o ex-zagueiro quebrar o que vê como uma barreira: o racismo velado. Num esporte onde a população média de jogadores profissionais é miscigenada, são raros os exemplos de treinadores negros e pardos.“Eu acho que é uma barreira a ser quebrada. Vejo que existe, sim, racismo, mas que é algo que não está isolado da sociedade. Qual o percentual de negros e pardos na população? Mais de 50%. E entre doutores? Li outro dia que não chega a 20%. No futebol é igual. Entre posições de comando, dirigentes, técnicos é raro”, afirma o futuro técnico.
“Vejo o conhecimento como uma arma para vencer isso. Você tem que se preparar, estar habilitado. Foi o exemplo que tive em casa, da minha família e que vou seguir. Minha mãe é professora, tenho uma tia doutora. O conhecimento ajuda a quebrar essas barreiras”, completa.
Quando ainda trabalhava como dirigente do seu clube, o Primeira Camisa, Roque Júnior fez um MBA em gestão e marketing esportivo. O projeto de uma equipe que trabalhava com categorias de base em São José dos Campos foi congelado no ano passado.

Quando teve certeza que queria ser técnico, Roque Júnior decidiu ver de perto como se trabalhava nos modelos que mais admira. Por isso, em outubro de 2012 arrumou as malas e passou quase dois meses na Europa. Porto, Bilbao e Dortmund foram os destinos. 
“Queria entender o que caras como Bielsa (do Athletic Bilbao) e Klopp (do Borussia Dortmund) estavam fazendo. Fui ver treinos, o trabalho do dia a dia e jogos”, conta Roque Júnior.
Conhecido de um argentino que é auxiliar de Bielsa, ele conseguiu acompanhar duas semanas de trabalho do treinador, ex-comandante da seleção, tido por ninguém menos do que Pep Guardiola como um dos melhores do mundo.
“Não tive muito contato com ele. Nessas horas, eu entendo que você tem que preservar uma certa distância. O mais importante que vi é que o treino é a chave dos caras, a chave de tudo. O treino é fundamental. A interação dele no trabalho é muito importante, como orienta cada trabalho”, lembra.
Com Klopp, que levou o Borussia Dortmund para a final da Liga dos Campeões, houve mais interação. “Conhecia ele da minha época de jogador, conversamos. Mas o melhor foi ver os treinos e o resultado no jogo. Eram trabalhos muito intensos, com cobrança muito grande. Tinha treinos em que os jogadores precisavam trocar de mentalidade muito rapidamente, mudavam de atacar para defender de forma rápida”, diz
TÉCNICOS NA ITÁLIAM, ZÉ MARIA E CÉSAR CRITICAM FORMAÇÃO NO BRASIL
Um caminho muito mais difícil, longo e que exige um repertório cultural maior que no Brasil. Foi essa a via escolhida pelos ex-laterais da seleção brasileira Zé Maria e César para se tornarem técnicos de futebol: a escola italiana, considerada uma das mais renomadas do mundo para a função. O processo para ser técnico no país tetracampeão mundial é simples: tem de fazer um curso da FIGC (Federação Italiana de Futebol), que tem três estágios, com duração de um ano cada. A permissão para comandar times de diferentes categorias varia de acordo com o tempo feito de curso. César, ex-São Caetano e Corinthians, jogou na Itália de 2001 a 2009. Passou por Lazio, Inter de Milão e Bologna, entre outros. Até que decidiu fazer o curso para treinador. Fez apenas o primeiro ano, que permite ser auxiliar técnico de quem se formou, ou comandar times de base. Atualmente César é técnico do time sub-17 da Lazio 

sábado, 4 de maio de 2013

JOAQUIM BARBOSA: " A JUSTIÇA NO BRASIL SOMENTE PUNE POBRES E NEGROS"

 Edição Adilson Gonçalves Fonte Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, disse ontem (3), em debate na Costa Rica, que um dos fatores da impunidade no país é o tratamento desigual dado pela Justiça. Segundo ele, há diferença na condução de ações envolvendo pessoas com maior poder aquisitivo, com dinheiro para pagar bons advogados, e aquelas relacionadas aos "pobres, negros e pessoas sem conexões".
"As pessoas são tratadas de forma diferente de acordo com seu status, sua cor de pele e o dinheiro que têm. Tudo isso tem um papel enorme no sistema judicial e especialmente na impunidade", disse Barbosa. O ministro está em San José participando de um evento sobre liberdade de imprensa promovido pela Unesco.
Segundo o ministro, no país prevalece uma proximidade antiética entre advogados poderosos e juízes, o que acaba desequilibrando a prestação de Justiça. "Essa pessoa poderosa pode contratar um advogado poderoso com conexões no Judiciário, que pode ter contatos com juízes, sem nenhum controle do Ministério Público ou da sociedade. E depois vêm as decisões surpreendentes: uma pessoa acusada de cometer um crime é deixada em liberdade", argumentou.
Mesmo apontando essa falha, que considera existir não só no Brasil e na América Latina, mas no mundo todo, Barbosa disse que o Judiciário brasileiro é confiável, forte e independente do Legislativo e do Executivo. "Os juízes são respeitados pela maioria das pessoas", analisou.
O presidente do Supremo também justificou a demora da resposta do Judiciário brasileiro devido ao complexo sistema recursal do país, que admite até quatro instâncias para analisar a mesma questão. Ele também falou dos problemas da prerrogativa de foro, que permite aos políticos e determinadas autoridades serem julgados por tribunais superiores, e não pela Justiça de primeiro grau.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

MINISTRA NEGRA, A PRIMEIRA DO PAIS, É INSULTADA NA ITÁLIA


Edição: Adilson Gonçalves Fonte: O Globo Foto: Gregório Borgia/ AP
ROMA — A nomeação de Cecile Kyenge como a primeira ministra
negra da Itália - o que seria um símbolo da integração racial no país - levou um duro golpe quando o eurodeputado Mario Borghezio ridicularizou o que descrevia como o novo “governo bonga bonga”- uma referência ao “bunga bunga”, como ficaram conhecidas as orgias promovidas pelo ex-premier Berlusconi quando estava no poder. Em uma entrevista à Radio 24, Borghezio afirmou que Cecile tentaria “impor as tradições tribais” do Congo à Itália com seu projeto que dá cidadania imediata aos filhos de imigrantes que nasçam no país, que hoje têm de esperar até completar 18 anos para requerer a cidadania. A repulsa gerada pelas declarações fez com que o governo autorizasse, nesta quarta-feira, a abertura de uma investigação de páginas fascistas na internet, cujos membros chamaram Cecile de “macaca congolesa”.


Cecile, de 48 anos, nasceu no Congo, país que deixou há três décadas para estudar medicina na Itália. Oftalmologista, ela vive em Modena, com seu marido italiano e seus dois filhos. Foi uma ativa integrante da centro-esquerda local até que conseguiu uma cadeira na Câmara de Deputados nas eleições de fevereiro.
Na semana passada, a médica foi escolhida pelo primeiro-ministro Enrico Letta como ministra de Integração, para integrar o governo híbrido formado por ele e que conseguiu na terça-feira seu segundo voto de confiança no Parlamento. A congolesa respondeu aos insultos pelo Twitter e agradeceu aos que saíram em sua defesa.
“Acredito que até mesmo a crítica pode informar se for feita com respeito”, escreveu.
Josefa Idem, ex-canoísta e ministra das Oportunidades Iguais, ordenou que o Escritório Nacional Antidifamação investigue sites de extrema-direita que chamaram Cecile de “Zulu” e “negra anti-italiana”.
- Estou fazendo isso na minha qualidade de ministra das Oportunidades Iguais, mas acima de tudo como mulher - disse a alemã de 49 anos, que como Cecile se casou com um italiano e tem dupla cidadania. - A polícia deveria fechar esses sites.
Os comentários do Borghezio foram repudiados inclusive por membros de seu próprio partido, a Liga Norte, conhecida por suas posições xenófobas. A candidata à Prefeitura de Verona, Manuela del Lago, disse que estava “absolutamente enojada” pelas declarações. Cecile também recebeu apoio do astro da seleção italiana Mario Balotelli, filho de pais ganeses, nascido na Sicília e adotado por italianos, ele mesmo acostumado a manifestações racistas em estádios do país.
- A sua indicação é um grande passo para uma sociedade italiana mais civilizada, mais responsável e mais ciente da necessidade de uma integração definitiva - disse o jogador.
Em seu discurso de apresentação no Parlamento, Letta descreveu a nomeação de Cecile como “um novo conceito no qual as barreiras dão lugar à esperança e limites insuperáveis dão lugar a uma ponte entre as diferentes comunidades”. A prioridade da ministra de Integração é o direito à nacionalidade italiana por nascimento. Atualmente a cidadania italiana se determina por filiação (direito de sangue).
- Provavelmente vou encontrar resistência, termos que trabalhar muito para chegar a isto. Uma criança, filha de imigrantes, que nasceu e cresceu aqui, deve ser cidadã italiana - afirmou Cecile.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

EMPRESA DE SERVIÇOS DE EMPREGADOS DOMÉSTICOS TEM EM SEU FORMULÁRIO ITEM SOBRE PRECONCEITO DE COR PARA SEUS CLIENTES


Edição Adilson Gonçalves/ Fonte: G1
A internauta Luanna Teofillo, de 33 anos, denunciou, que circulava em uma rede social a imagem de um site de serviços de empregados domésticos em que um formulário de busca de profissionais contém a seguinte pergunta: "Preconceito de cor? Sim ou não".
“Segundo o site, a empresa Lar&Cia Consultoria de empregos domésticos, localizada no município de Sorocaba (SP) tem como objetivo ‘satisfazer as necessidades dos nossos clientes com eficiência".
Para a internatuta, a ‘boa aparência’ continua sendo requisito determinante em muitas áreas. "O que vemos é apenas um exemplo do que acontece todos os dias com trabalhadores negros, indígenas, mestiços”, diz Luanna.
Nota da Redação: a empresa Lar&Cia Consultoria de Empregos Domésticos foi procurada pelo G1 e, apesar de confirmar ser a proprietária do site, não quis se manifestar sobre o assunto. O site foi retirado do ar na manhã desde segunda-feira (29).

segunda-feira, 29 de abril de 2013

GANGUE DE NEONAZISTAS "CABOCLOS" É PRESA EM NITERÓI POR ATO DE RACISMO: LEI CAÓ FOI APLICADA E BANDO JÁ ESTÁ NO PRESÍDIO


Edição Adilson Gonçalves Fonte O Globo Fonto Luis Ackermann 
A lei 7716 Lei Caó foi aplicada e grupo já esta preso em Bangu 8
RIO - Sete jovens neonazistas foram presos na manhã de sábado após agredirem um nordestino no Centro de Niterói. De acordo com a delegada adjunta da 77ª DP (Icaraí), Helen Sardenberg, os jovens — seis homens e uma mulher — tinham tatuagens de suásticas e vestiam camisas com referências neonazistas. Alguns deles tinham a cabeça raspada. Com o grupo, a polícia encontrou duas facas, um bastão, panfletos e ferramentas usadas para tortura.
A polícia confirmou os nomes de Caio Souza Prado, de 23 anos, Tiago Borges Dias Pitta, de 28, Philipe Ferreira de Lima, de 21, Carlos Luiz Bastos Neto, de 33 anos, Davi Oliveira de Moraes, de 31 anos, Jessica Oliveira, de 26. Um menor de 15 anos foi apreendido.A agressão ocorreu na Praça Arariboia, próximo à estação das barcas. Guardas municipais foram chamados pela população para deter o grupo, que foi visto indo em direção à vítima com facas e um taco de beisebol.
A vítima foi identificada como Cirley Santos, de 33 anos. Ele nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte, e já conhecia um dos envolvidos. Ele contou que foi abordado pelos jovens, que o chamaram de “nordestino de merda”. A vítima disse ainda que eles fizeram alusão a Hitler e começaram a agredi-lo.
O grupo vai responder pelos seguintes crimes previstos na Lei 7716, popularmente conecida como Lei Caó: intolerância de cor, raça, etnia, religião e origem e fabricação, comercialização ou veiculação de símbolos, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica para divulgação do nazismo.
A delegada informou que os presos também responderão por lesão corporal, formação de quadrilha e corrupção de menores. Segundo a delegada, os crimes são inafiançáveis.

EQUIPE SUB-16 DO VASCO DA GAMA SOFRE ATOS DE RACISMO EM TORNEIO DA CATEGORIA NA EUROPA




 Edição Adilson Gonçalves Fonte:Uol  Foto: Marcelo Sadio Ascom CRVG
 O predente do Vasco lê nota de repúdio aos atos de Racismo
O Vasco divulgou na noite deste domingo uma nota de repúdio em razão das ofensas racistas sofridas pela equipe sub-16 de São Januário durante competição disputada na Itália. Segundo o Cruzmaltino, os atletas foram chamados de "macacos" pelos adversários da Juventus-ITA, no último sábado, pelo Torneio Internacional Cittá di San Bonifacio.
O Vasco venceu por 1 a 0, mas a discriminação racial incomodou todos os integrantes do clube brasileiro. Chefe da delegação, Rômulo Campelo, entregou logo após a partida um ofício ao Comitê Organizador do torneio expressando insatisfação e exigindo punição severa aos transgressores.
O Cruzmaltino lembrou na nota assinada pelo presidente Roberto Dinamite que foi o primeiro clube nacional a combater o racismo e aceitar jogadores negros em defesa de suas tradições e glórias. Ainda pelo torneio, o Vasco venceu o  A.C. Sambonifacese-ITA por 4x1 neste domingo.

Confira a nota oficial divulgada pelo clube:
O Club de Regatas Vasco da Gama vem, por meio desta, demonstrar todo o seu repúdio pelo constrangimento sofrido por sua equipe sub-16, em partida disputada contra a Juventus (ITA), neste sábado (27/4), pelo Torneio Internacional Cittá di San Bonifacio. O Vasco venceu por 1x0.
Durante a partida, nossos atletas sofreram discriminação racial ao serem chamados de macacos pelos jogadores adversários.
Não bastasse a campanha maciça que a FIFA, UEFA e todos os seguimentos esportivos vêm desenvolvendo contra o racismo, vale ressaltar que nosso clube foi o primeiro no Brasil a ter jogadores negros em defesa de nossas tradições e glórias.
Nosso chefe de delegação, Dr. Rômulo Campelo, entregou logo após a partida, ofício ao Comitê organizador do torneio expressando nossa insatisfação e exigindo punição severa aos transgressores, que por serem menores, necessitam de orientação psicológica e corretivos pedagógicos à altura de suas transgressões.
Por um mundo mais igual e por um esporte mais saudável, justo e sem preconceitos.
Roberto Dinamite
Presidente


quarta-feira, 24 de abril de 2013

PRIMEIRA EDIÇÃO DO PRÊMIO MULHERES NEGRAS CONTAM SUA HISTÓRIA É REALIZADA EM BRASÍLIA


Edição Adilson Gonçalves: Fonte  fotos:EBC
Brasília – As secretarias de Políticas para as Mulheres (SPM) e de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) entregaram nessta terça-feira (23), pela primeira vez, o Prêmio Mulheres Negras Contam sua História. Foram premiadas 14 mulheres: cinco na categoria melhor ensaio e cinco com redações, além de quatro menções honrosas
O prêmio, disse a ministra de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, “é uma expressão clara de um posicionamento politico ideológico da SPM  no enfrentamento ao racismo em todas as suas formas”. Segundo Eleonora, o prêmio é um sonho, uma ideia, é um edital que veio para ficar, que pegou.
Luiza Bairros, da Seppir, destacou o fato de o prêmio dar “mais visibilidade” à mulher negra na sociedade brasileira.  De acordo com a ministra, os textos premiados ajudarão a pensar a experiência negra no Brasil como algo que se transforma constantemente, porque a maneira de ser e de estar das mulheres negras na sociedade também se transformou.
Raquel Trindade de Souza, de 77 anos, autora da segunda melhor redação, escreveu sobre sua infância no Recife e sua juventude no Rio de Janeiro. Emocionada, ela disse que o prêmio dá à mulher negra oportunidade de contar sua história, que faz parte de todo o movimento negro. “Como mulher negra, como artista plástica, como presidente do Teatro Clássico Solano Trindade, a importância [do prêmio] é muito grande.” 
Vencedora na categoria ensaios, com o tema Trabalho Doméstico, Claudenir de Souza, paulista de Campinas, dedicou a vitória “às 8 milhões de domésticas que existem no país”. “São 468 anos de trabalho doméstico no país, e 343 anos foram de trabalho escravo. Há 48 anos, trabalhamos em troca de comida e de algumas moedas. Faz 77 anos que estamos lutando para ter os mesmo direitos que outros trabalhadores”, destacou Claudenir.
O 1º Prêmio Mulheres Negras Contam sua História teve 521 inscrições – 421 redações e 100 ensaios. As 14 histórias vencedoras serão publicadas em livro, até o fim deste ano.
Agraciadas na categoria redação


Ordem
Nome
Título
1
MARISOL ADELAIDE CORREA
"DO LUTO À LUTA: A HISTÓRIA DE TRÊS CONTINENTES MARCADOS PELO RACISMO."
2
RAQUEL TRINDADE DE SOUZA
"MINHA INFÂNCIA"
3
GLÓRIA MARIA GOMES CHAGAS SEBAJE
O BULLING E A CRIANÇA NEGRA NA ESCOLA PÚBLICA, ATÉ QUANDO?
4
 ELIANA APARECIDA DA SILVA PINTOR
"O DIREITO AO NARCISISMO"
5
CREUZA MARIA DE OLIVEIRA
"MINHA LUTA É PARA VER TORNAR-SE REAL O SONHO DO TRABALHO DOMÉSTICO DECENTE"
  

Agraciadas na categoria "Ensaio":
Ordem
Nome
Título
1
CLAUDENIR DE SOUZA
"TRABALHO DOMÉSTICO"
2
CLAUDIA MARQUES DE OLIVEIRA
"O RISCO DE SER MULHER NEGRA: ENTRE A RAZÃO E A EMOÇÃO."
3
DORIS REGINA BARROS DA SILVA
"TEIAS DA MEMÓRIA E FIOS DA HISTÓRIA: LAÇOS E ENTRELAÇOS."
4
 PATRICIA LIMA FERREIRA SANTA ROSA
"UNIVERSIDADE PÚBILCA: SONHO, DIREITO OU PRETENSÃO?
5
TASSIA DO NASCIMENTO
"VOZES-MULHERES"


Agraciadas com menção honrosa – por decisão da Comissão Julgadora, não implica em prêmios em valores monetários. 

Menções Honrosas pela "Redação":
Ordem
Nome
Título
1
VALDENICE JOSÉ RAIMUNDO
"PARA ALÉM DAS EXPRESSÕES PERVERSAS DO RACISMO: UMA HISTÓRIA DE CONQUISTAS"
2
LEILA REGINA LOPES
"DITA - IDENTIDADE QUILOMBOLA"


Menções Honrosas pelo Ensaio:
Ordem
Nome
Título
1
ANGELA MARIA BENEDITA BAHIA DE BRITO
"NEGRANGELA: EXCEÇÃO À REGRA"
2
JUREMA PINTO WERNECK
"MACACAS DE AUDITÓRIO? MULHERES NEGRAS, RACISMO E PARTICIPAÇÃO NA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA."



terça-feira, 16 de abril de 2013

FENÔMENO DA MÍDIA SOCIAL DIGITAL, KUMI RAUF ,PARTICIPA DO SEMINÁRIO MARKETING DIGITAL E EMPREENDEDORISMO NEGRO


“O seminário servirá como uma atividade para fortalecer os empreendimentos dos afrodescendentes que possuem pouco apoio, mas que pela internet podem fazer muita divulgação com poucos recursos financeiros. A vinda de um dos maiores empreendedores negros na internet serve para mostrar como isto é possível”, destaca o publicitário Paulo Rogério Nunes, um dos organizadores do evento.
Edição: Adilson Gonçalves
Ele conseguiu mais de seis milhões de fãs em sua fan page no facebook. Desde 2005, quando a página foi criada, conseguiu ainda associá-la a um negócio lucrativo que vende milhares de pulseiras, camisetas, calendários e diversos acessórios com mensagens de valorização da identidade negra. A página é uma das maiores da internet, estando a frente de marcas globais como Armani, Dolce & Gabbana e Ralph Lauren.
Com investimento mínimo, Kumi Rauf conseguiu se tornar um empreendedor de sucesso com sua fan page “I love being black” (Eu amo ser negro/a). No próximo dia 22 de abril (segunda), a partir das 14h, ele vai contar sua experiência em uma palestra que ministrará no seminário “Marketing digital e empreendedorismo negro”, promovido pelo Portal Correio Nagô, o portal de notícias do Instituto Mídia Étnica (IME).
O evento, que é aberto ao público em geral e será realizado no Conselho de Cultura (anexo ao Palácio da Aclamação), na avenida Sete de Setembro, Centro, terá ainda palestras da idealizadora da cooperativa Arte e Gênero, Rose Rozendo, e do e do coordenador do MBA em Mídias Sociais da Faculdade Batista Brasileira (FBB), Marcello Chamusca.
Experiências - Batizado de “A importância das mídias sociais”, a palestra de Kumi Rauf abordará sua trajetória, experiências e técnicas adotadas para que sua fan page tivesse êxito.
Atualmente, “I Love Being Black” funciona ainda como uma grande vitrine para modelos entrarem no mercado internacional de moda. Escolhido pela prestigiosa organização americana Urban League como um dos mais influentes líderes afroamericanos com menos de 40, Kumi desistiu de sua carreira no mercado de tecnologia na Califórnia para se dedicar a construir um movimento virtual que já o levou a visitar diversos países do mundo fotografando pessoas negras.
Ainda no mesmo dia, os participantes irão conferir uma palestra sobre Empreendedorismo com Rose Rozendo, idealizadora da cooperativa Arte e Gênero, um conjunto de cooperativas composto por mulheres vítimas de violência doméstica que hoje são empreendedoras e exportam para o exterior, em parceria com a ONG espanhola Deseño para El Desarrollo.
Em seguida, haverá a palestra “Marketing Digital” com Marcello Chamusca, doutorando em Educação e mestre em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social. Chamusca é também pós-graduado em Educação Superior e Novas Tecnologias, graduado em Relações Públicas e pesquisador da área de cibercultura vinculado ao CNPq desde 2006. O evento é aberto para qualquer pessoa que se interesse pelo assunto. Estudantes, pesquisadores e demais interessados em cultura negra e mídias sociais podem participar gratuitamente.
Palestrantes
Kumi Rauf – Criador do “I Love being Black”, uma empresa vestuário e acessórios que imprime a mensagem positiva “Eu amo ser negro(a)” em várias peças de comunicação, como camisas, pulseiras e calendários. Sua página do facebook tem mais de seis milhões de usuários, sendo a maior fan page sobre o tema na rede social.
Rose Rozendo – Idealizadora da cooperativa Arte e Gênero, uma cooperativa composta por mulheres vítimas de violência doméstica que hoje são empreendedoras e exportam para o exterior, em parceria com a ONG espanhola Deseño para El Desarollo.
Marcello Chamusca – Doutorando em Educação; Mestre em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social; pós-graduado em Educação Superior e Novas Tecnologias; graduado em Relações Públicas; pesquisador da área de cibercultura vinculado ao CNPq, desde 2006.
 Serviço:
Seminário “Marketing digital e empreendedorismo negro”, promovido pelo Portal Correio Nagô, o portal de notícias do Instituto Mídia Étnica (IME).
Local: Conselho de Cultura (anexo ao Palácio da Aclamação), na avenida Sete de Setembro, Centro
Horário: Das 14h às 17h e 18h às 20h (Kumi Rauf)
Inscrição pelo email: redecorreionago@gmail.com
Informações: 71 8742-0247 / 8718-7156