quarta-feira, 10 de outubro de 2012

JOAQUIM BARBOSA É ELEITO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL; ELE É O TERCEIRO NEGRO A PRESIDIR A MAIS ALTA CORTE DO PAÍS

Edição: Adilson Gonçalves/Fonte e Fotos: Agência Brasil  
Brasília – O ministro Joaquim Barbosa foi eleito presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), por 9 votos a 1. O magistrado assumirá mandato de dois anos, a partir de novembro, quando o atual presidente da Corte, ministro Carlos Ayres Britto, se aposentará compulsoriamente ao completar 70 anos. A Corte também elegeu o ministro Ricardo Lewandowski, revisor da Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão, como vice-presidente.Tradicionalmente, a presidência do STF é ocupada pelo ministro mais antigo da Casa que ainda não ocupou o cargo. Ambos foram eleitos por 9 votos a 1 porque os futuros dirigentes não votam em si mesmos.
Barbosa é ministro do STF desde 2003 e foi nomeado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante quase 20 anos, atuou como procurador do Ministério Público Federal (MPF). Ele será o quinquagésimo presidente da história do STF.
Sua eleição foi saudada pelo decano da Casa, ministro Celso de Mello. “Tenho certeza que, agindo com sabedoria, segurança e prudência, saberá superar os obstáculos que são tão comuns ao exercício da presidência.”
A eleição de Lewandowski foi comentada pelo presidente da Casa, Carlos Ayres Britto, que lembrou da passagem “exitosa” do ministro na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recentemente. “Farão dupla de dirigentes a altura das melhores tradições do STF.” Também saudaram a dupla o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e o advogado Roberto Caldas.
Barbosa agradeceu a confiança dos colegas e disse que tem “satisfação e elevada honra em ser eleito e futuramente exercer a presidência”. A atuação de Barbosa na presidência chegou a ser questionada recentemente pelo ministro Marco Aurélio Mello, quando o futuro presidente se exaltou durante o julgamento da Ação Penal 470.
Lewandowski disse que o STF passa por um “momento auspicioso”, e que, a despeito de seu papel de coadjuvante, fará tudo para que Barbosa tenha uma “administração plena de êxito como o Brasil espera”. Nos últimos meses, Barbosa e Lewandowski têm apresentado posições divergentes durante o julgamento do mensalão, processo de que são relator e revisor, respectivamente.

domingo, 7 de outubro de 2012

CAÓ: "MISSÃO ESTÁ CUMPRIDA, BRIZOLA NETO CONTINUARÁ REPRESENTANDO O TRABALHISMO, EDUCAÇÃO E INCLUSÃO SOCIAL NA CMRJ


JOAQUIM BARBOSA AFIRMA SER ELEITOR DO PT; COBRA JULGAMENTO DE MENSALÃO TUCANO E VÊ RACISMO DA IMPRENSA

*Edição: Adilson Gonçalves
*Fonte Jornal do Brasil

Primeiro negro nomeado ao Supremo Tribunal Federal, por indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, Joaquim Barbosa, afirmou que votou no PT nas eleições presidenciais de 2002, 2006 e 2010, mesmo já trabalhando como relator do processo do mensalão nas duas últimas - e concluindo que vários membros da alta cúpula do partido devem ser condenados. "Eu não me arrependo dos votos (em Lula em 2002 e 2006), não. As mudanças e avanços no Brasil nos últimos dez anos são inegáveis. Em 2010, votei na Dilma", analisou, em declaração publicada na Folha de S. Paulo deste domingo. 
Barbosa disse ter, inclusive, votado em Lula contra Collor, em 1989, e defendido o ex-presidente no exterior no início do seu primeiro mandato. "Vou te confidenciar uma coisa, que o Lula talvez não saiba: devo ter sido um dos primeiros brasileiros a falar no exterior, em Los Angeles, do que viria a ser o governo dele. Havia pânico. Num seminário, desmistifiquei: 'Lula é um democrata, de um partido estabelecido. As credenciais democráticas dele são perfeitas'", relatou.
Barbosa já disse que a imprensa "nunca deu bola para o mensalão mineiro (também chamado de "mensalão tucano" por envolver membros do PSDB)", ao contrário do que faz com o do PT. O ministro acredita que a mídia, como as forças dominantes do país em geral, é racista e conservadora: "a imprensa brasileira é toda ela branca, conservadora. O empresariado, idem. Todas as engrenagens de comando no Brasil estão nas mãos de pessoas brancas e conservadoras", disse. O racismo se manifesta em "piadas, agressões mesmo". "O Brasil ainda não é politicamente correto. Uma pessoa com o mínimo de sensibilidade liga a TV e vê o racismo estampado aí nas novelas", acusa. 
Ele diz já ter discutido com vários colegas do STF, porém considera que polêmicas "são muito menos reportadas, e meio que abafadas, quando se trata de brigas entre ministros brancos". "O racismo parte da premissa de que alguém é superior. O negro é sempre inferior. E dessa pessoa não se admite sequer que ela abra a boca. 'Ele é maluco, é um briguento'. No meu caso, não sou de abaixar a crista em hipótese alguma...", defende. Barbosa, que já escreveu um livro sobre ações afirmativas nos EUA, diz que o racismo apareceu em sua "infância, adolescência, na maturidade e aparece agora".

JOAQUIM BARBOSA É RECEBIDO COM APLAUSOS EM ZONA ELEITORAL NO RIO

Edição Adilson Gonçalves
Fonte:o Globo
Foto: Monica imbuzeiro

RIO — O ministro relator do mensalão, Joaquim Barbosa, foi recebido como celebridade na 17ª Zona Eleitoral, na Zona Sul do Rio. Acompanhado de um motorista e um segurança, ele votou por volta de 11h15m no Clube Monte Líbano, na Lagoa. O magistrado do STF foi recebido com aplausos e gritos por cerca de dez eleitores que estavam no local. Eles gritavam "parabéns" e frases como "você me dá orgulho de ser brasileiro". Joaquim Barbosa aguardou na fila por cerca de um minuto e, ao final, tirou fotos e deu autógrafos.

— Não me sinto uma estrela, isso é só o carinho das pessoas — comentou o ministro, comemorando o fato de não estar sentindo dor na coluna.
A professora aposentada Leonor Carvalho, de 63 anos, foi uma das eleitoras que assediaram o ministro e conseguiram um autógrafo dele. Mãe de dois advogados, que atuam em Goiânia, Leonor espera que os filhos se espelhem na postura de Joaquim Barbosa.
— Quero que meus filhos sejam como ele: dureza! — brincou Leonor.
A advogada aposentada Cláudia Beauclair se disse surpresa com a presença do ministro na mesma zona eleitoral em que vota.
— Não sabia que ele votava aqui, foi uma surpresa. Tenho admiração pela trajetória de vida e pelo posicionamento. Ele dá voz para a maioria silenciosa dos brasileiros — afirmou Cláudia.
Apesar de não ter falado sobre o voto, Barbosa disse que, na eleição municipal passada, não votou em Fernando Gabeira por não ter gostado da aliança que o ex-deputado federal fez na ocasião, mas admitiu já ter votado em Gabeira para a Câmara. Gabeira havia se candidato a prefeito do Rio pelo PV, mas acabou perdendo a eleição para Eduardo Paes, atual candidato à reeleição pelo PMDB.
Joaquim Barbosa é relator do processo do mensalão e será o próximo presidente da Corte. O ministro sofre constantemente com dores na coluna, problema que causa o seu afastamento em algumas sessões. Seu relatório é considerado rígido ao levar em conta as provas de acusação contra os réus do processo. Nas redes sociais, Barbosa é colocado como herói, justiceiro e exemplo para o país.
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CAÓ:"HOJE, 7 DE OUTUBRO, É DIA DE MANTERMOS VIVOS O TRABALHISMO, A INCLUSÃO SOCIAL E A EDUCAÇÃO COM LEONEL BRIZOLA NETO"