sábado, 4 de agosto de 2012

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS MOSTRA O COTIDIANO DE MORADORES DO HARLEM NA DÉCADA DE 70


  • Edição: Adilson Gonçalves
  • Fonte: New York Times
  • Fotos:Dawoud BeY 

Para sua decepção, não havia manifestantes fora do museu, que estava sendo criticado por excluir obras de artistas negros em seu retrato do Harlem, bairro de Nova York. Mas dentro do local ele presenciou algo que o marcou bastante: paredes repletas de fotografias de negros comuns que pareciam chamar a atenção dos presentes, que pareciam intrigados.
Dez anos depois, após ter mudado seu nome para DawoudBey e estudado fotografia na Escola de Artes Visuais, ele fez sua estreia com uma exposição no Museu Studio, no bairro do Harlem. Intitulada "Harlem USA", ela era composta por 25 fotos em preto e branco de moradores do bairro, de veteranos de guerra tocando em uma banda a mulheres idosas a caminho da igreja.

Bey, que agora vive em Chicago e ensina fotografia na Columbia College, tornou-se um aclamado fotógrafo de retratos, conhecido por transmitir uma perceptível autoconsciência e introspecção em suas imagens. Seu trabalho tem sido mostrado nos Estados Unidos e na Europa e está nas coleções permanentes do Museu de Arte Moderna, no Museu Whitney de Arte Americana e no Museu do Brooklyn.
Agora, sua exposição sobre o Harlem está em cartaz na íntegra no Instituto de Arte de Chicago - pela primeira vez desde sua primeira exposição no Museu Studio em 1979. O Instituto de Arte montou uma unidade especial de captação de recursos para comprar impressões, principalmente as antigas, da série original (por um preço que Bey descreveu como por volta dos "seis dígitos") e também está apresentando outras obras de pioneiros da fotografia de seu acervo, incluindo James Van Der Zee, Irving Penn e Roy DeCarava, todos influenciados por Bey.
Em uma tarde recente, Bey, 58, visitou a exposição do Instituto de Arte e falou sobre a relação entre suas fotos e a exposição "HarlemonMyMind".
"Naquela época", disse ele, "eu apenas andava por tudo que é lado com uma câmera que havia herdado do meu padrinho porque achava que era bacana. Mas eu não sabia o que fazer com ela. A exposição do Museu Metropolitano de Arte me marcou, me fez pensar."
Ele começou a ir a outros museus e galerias para apreciar as fotografias dos inovadores do começo do século, como Walker Evans e Henri Cartier-Bresson. "As obras deles me deram uma ideia do que eu queria fazer e do que eu não queria fazer", disse. "Não eram apenas obras ilustrativas. Eram subjetivas e interpretativas. Essas fotos começaram a apontar para uma direção, para mostrar que as fotos de pessoas comuns, poderiam, quando feitas de maneira correta, ter bastante significado."
Em meados dos anos 1970 ele estava utilizando uma câmera de lente única e havia começado a tirar fotografias das ruas do Harlem, que eventualmente acabaram fazendo parte de sua exposição no Museu Studio.
No período de quase mais de três décadas desde a exposição do Museu Studio, Bey tem continuado a explorar imagens de americanos negros e, mais recentemente, adolescentes de diversas origens. No processo, ele mudou de fotos em preto e branco para coloridas, começou a utilizar câmeras de grande formato e optou por intercalar fotos feitas em seu estúdio e nas ruas.
Esta evolução foi refletida em outra exposição feita em Chicago, a “DawoudBey: Picturing People” (DawouldBey: Retratando Pessoas, em tradução literal), uma retrospectiva de sua carreira que ficou exposta na galeria da Sociedade Renascentista na Universidade de Chicago de meados de maio a meados de julho e vai viajar pelo país no ano que vem.
Para o crítico Arthur Danto, que escreveu um ensaio para o catálogo de "Retratando Pessoas", um humanismo subjacente unifica toda a obra de Bey. "Há uma qualidade de clareza, de simpatia e compreensão", disse Danto. "As pessoas às vezes falam que algumas de suas fotos possuem a mesma qualidade que as obras de Rembrandt".
"Dou um passo para trás, brinco um pouco com a câmera, faço algo para que elas tenham a oportunidade de se sentir confortáveis", disse. "Então presto atenção no momento. A mão no joelho, o cotovelo apoiado na cadeira, tudo isso nos mostra quem são essas pessoas e como a narrativa do espaço e dos indivíduos interagem. "
O elemento que distingue Bey, no entanto, é menos a precisão geométrica com a qual ele apresenta o espaço em seus retratos do que o que David Travis, ex-curador de fotografia no Instituto de Arte, refere-se como a "bússola moral" de Bey.
"Ele realmente quer descobrir coisas sobre as pessoas, ele não quer ficar apenas na superfície de suas vidas e sim realmente mostrar quem são ", disse Travis. Mas ao contrário de Richard Avedon, que muitas vezes fazia com que uma luz estroboscópica aparecesse quando as pessoas menos esperavam, ou Diane Arbus, que disse uma vez que fotografar era como "entrar de fininho na cozinha tarde da noite para roubar biscoitos", Bey insiste que o processo tem que ser colaborativo.
"Dawoud acredita que as pessoas que posam para ele possuem uma voz, e ele não vai roubar algo que não queiram que seja mostrado", disse Travis. "Ele sempre toma muito cuidado para ter certeza de que não irá roubar um momento da pessoa que ele está fotografando. Ele não quer ser um intruso."

segunda-feira, 30 de julho de 2012

SEEDORF AFIRMA:"RACISMO É FALTA DE EDUCAÇÃO E CULTURA"


Edição: Adilson Gonçalves: Fonte Lancenet
Logo no primeiro contato, ao abrir a porta, Seedorf fez questão de cumprimentar cada repórter com um abraço. E mesmo instalado em bela suíte de hotel na Zona Sul do Rio de Janeiro, mostrou não se importar com status e se esparramou em uma poltrona. Foi assim, naturalmente humilde, que ele falou sobre questões como o racismo e a desigualdade social.
Seedorf nasceu no Suriname, pobre, e foi para a Holanda com três anos. Sofreu com dificuldades, porém se destacou ao aliar educação a um futebol de alto nível, movido por uma alegria natural do povo:
- No aspecto de como comemorar a vida, os brasileiros são exemplo. Muita gente é pobre, mas ri o tempo todo, com todos os problemas. E isso levei sempre em mim.


Como você avalia as atuais condições gerais do Brasil?


É muito claro o crescimento do Brasil. São mais de dez anos que venho em férias, e se nota muitas coisas, pequenas e grandes. É clara a situação de um país muito unido, porque para você fazer esse crescimento o país tem que estar assim. Agora para mim é um prazer viver cada dia e ver com meus próprios olhos as evoluções, ver a vida dos brasileiros, de todas as classes.

O quanto você se parece no jeito com os brasileiros?

Não sei, vou deixar vocês falarem (risos)! Sempre me dei bem com os brasileiros. São parecidos os valores de vida, como a gente vê a vida. No aspecto de como comemorar a vida, os brasileiros são um grande exemplo para o mundo. Sempre tive muita admiração por esse aspecto. No meu país (Suriname) também é assim. Muita gente é pobre, mas ri o tempo todo, com todos os problemas que tem. O dinheiro não faz felicidade, e isso é uma certeza.

Quando pensou em ter o seu projeto social?

Eu era muito jovem quando tive bem clara essa missão. É quase uma missão de vida. A maior felicidade para uma pessoa é ajudar o próximo. Não com dinheiro, mas com uma palavra, uma atenção, um abraço, um olhar. São pequenas coisas que podem mudar o dia de uma pessoa. Ou a vida de uma pessoa.

Ser um bom exemplo ajuda quanto nessa missão de atrair pessoas para o bem?

Especialmente as crianças, as novas gerações, precisam de um guia, de bons exemplos, de pessoas que podem ajudá-las a ficar na linha correta da vida. Nunca bebi, nunca fumei, em toda minha vida, porque sei que faz mal. Então eu não faço. Sei que tenho sorte de ter essa força mental, desde pequeno, para falar não. Não preciso beber para ficar feliz. Você pode beber suco ou água, como eu faço (risos), e ser feliz. Precisamos aumentar essa responsabilidade social que temos (jogadores), pois temos muita visibilidade.

A inspiração em Nelson Mandela mexeu de que forma contigo?


Ele fez um caminho muito duro. Não só ele, muitas outras pessoas por trás, que a gente conhece menos. Por exemplo, Desmond Tutu (saiba mais dele acima) falou para 2 mil jovens certa vez: “Vocês podem mudar esse mundo também. Vocês têm que lutar contra mil coisas. A facilidade para chegar na droga está perto, e você tem que ficar falando não, não quero”. Essas foram palavras que deram mais força para promover o que estou promovendo, Voltando ao Mandela, ele fez uma mudança em um país usando o esporte para unir. Ele significa para o mundo uma grande inspiração.

Mandela lutou pela igualdade étnica, mas ainda existem casos de racismo. Em 2011, um torcedor jogou uma banana em Roberto Carlos na Rússia. O que você faria?

A primeira coisa: banana é bom. Eu pegaria a banana e comeria. “É bom né?”. Todo mundo come banana, né? (risos). As pessoas precisam ser mais leves nessas coisas. Porque tem racismo no mundo, não tem como falar que não. Em alguns casos o racismo é falta de educação e cultura. O esporte, em geral, reflete os problemas do país. Eu sou bem escuro, mas não sofria racismo. Acho também que as pessoas olham o tipo de jogador, o comportamento dele. Se gostam, gostam. Se não gostam, vão procurar a parte mais débil para tentar fazer mal.

Você deixou o Suriname aos três anos. Então, como fez crescer um carinho tão grande pelo país?

Realmente, o relacionamento com o Suriname foi construído à distância. Depois, quando comecei a ganhar dinheiro, consegui voltar com frequência ao Suriname. Mas o amor ao país sempre esteve aí, e só foi crescendo com o tempo. Eu conheci o mundo todo, joguei em vários países, mas no Suriname seguiram todos os meu passos, o que estava fazendo. Você é quase um embaixador, sem saber. Então, o mínimo que posso fazer é dar amor para as coisas que faço pelo país.


É complicado ter tempo livre, mas o que vocês faz quando aparece uma brecha?

Gosto de esportes, em especial de ver atletismo. Também gosto muito de cinema, dos filmes com o Denzel Washington (ator). Gosto muito de desenho, amo. Gosto mais de desenho do que meus filhos gostam. Eu que levo eles para ver, porque gosto muito (risos). Procurando Nemo, Hulk e Homem-Aranha, adorei os três.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

CARLOS ALBERTO CAÓ E DEMAIS FUNDADORES AUTÊNTICOS DO PDT PRESTIGIAM E APOIAM LANÇAMENTO E CANDIDATURA À REELEIÇÃO DE LEONEL BRIZOLA NETO, 12345

               Edição e Fotos:Adilson Gonçalves
Um grande axé a todas e todos,
Na minha trajetória politica aprendi a reconhecer aliados, não através dos discursos e sim pela sua prática política, assim foi com meu saudoso amigo Governador Brizola, em conjunto com Senador Abdias do Nascimento, deputado Zé Miguel e tantos outros fizemos um governo desperto para o combate ao racismo e a busca de dignidade para a população afrodescendente.
Nunca poderemos nos esquecer dos Cieps do Professor Darcy, que levou o ensino integral para dentro das comunidades carentes de todo o Rio de Janeiro; do monumento a Zumbi dos Palmares; assim como nossa passarela do samba, o casamento perfeito entre cultura e educação.
Brizola nos deixou porem um legado que não está adormecido, pois uma luz tem brilhado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro: o nosso querido Vereador Leonel Brizola Neto. Tenho acompanhado seu mandato de perto e o vejo como seguidor dos passos do avô na luta antirracismo; membro da comissão de combate ao racismo, lutador da educação  e parceiro do Conselho Municipal de Defesa e Direitos dos Negros- Condedine -, tem se destacado, sendo um dos articuladores da aprovação da lei nº 739/10 que propõem meio passe pra cotistas e Prounistas, ajudando a juventude negra a estudar com mais dignidade, também foi um dos apoiadores e votante da lei de cotas para concursos públicos, na questão cultural é propositor da lei nº1014/11, que institui o dia do cinema negro, trazendo para o calendário da cidade mais um pedaço do nosso protagonismo.
Á nossa frente muitas lutas se avizinham, Copa do Mundo, Olimpíadas, o Porto Maravilha, a revitalização do cais do Valongo, a ampliação do ensino integral para todas as escolas municipais, e a implementação real da lei 10.639, e que legado todas as obras na Cidade deixará para o povo negro. Como membro e fundador do Movimento de Resistência Leonel Brizola, observo que o melhor aliado para nossa causa é o Vereador Leonel Brizola Neto. Essa candidatura eu apoio e peço seu voto no dia 07 de outubro: LEONEL BRIZOLA NETO 12345.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

VÂNDALOS INVADEM SEDE DO GRUPO TORTURA NUNCA MAIS, EM BOTAFOGO, RJ,E ROUBAM DOCUMENTOS E R$ 1 MIL



Grupo a sua sede invadida e documentos relacionados ao projeto clínico de apoio às vítimas e familiares de vítimas de violações aos direitos humanos, furtados nesta quinta-feira. Cerca de R$ 1 mil também foram levados. Na semana passada, o grupo foi vítima de uma ameaça telefônica, quando uma voz masculina declarou: “estou ligando para dizer que nós vamos voltar e que isso aí vai acabar”. Para a presidenta do grupo, Vitória Grabois, há ligação entre as duas ações 

Edição: Adilson Gonçalves 
Rio de Janeiro - O grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro teve a sua sede invadida e documentos relacionados ao projeto clínico de apoio a vítimas e familiares de vítimas de violações aos direitos humanos, que atende uma média de 70 pessoas, furtados na quinta-feira (19). Cerca de R$ 1 mil também foram levados. Na semana passada, o grupo foi vítima de uma ameaça telefônica, quando uma voz masculina declarou: “estou ligando para dizer que nós vamos voltar e que isso aí vai acabar”.
Para a presidenta do grupo, Vitória Grabois, há ligação entre as duas ações. “Eu acho que deve ter ligação com aquelas ameaças que recebemos na quarta-feira passada (11), vamos esperar o resultado das investigações da polícia”, disse ela à Carta Maior. Setores da sociedade civil creditam as ameaças ao protagonismo do grupo na defesa dos direitos humanos e aos avanços da Comissão da Verdade, instalada pelo governo federal.
A sede do Grupo Tortura Nunca Mais fica na rua General Polidoro, na sobreloja do Botafogo Mercado de Flores, em frente ao cemitério São João Batista, em Botafogo. Segundo Grabois, funcionários do escritório perceberam o problema por volta das 13 horas, quando chegavam para trabalhar. “Eles viram as gavetas abertas e que sumiu uma quantia de dinheiro e documentos do grupo”, afirmou.
Ela disse que, segundo os funcionários, a porta do escritório estava fechada, mas as chaves reservas guardadas em uma das gavetas haviam sumido. Grabois também acha pouco provável que os invasores tenham entrado pela janela. “Se tivessem entrado pela janela, teriam que ter quebrado um vidro para tirar uma tranca pela parte de dentro. E o vidro está intacto, o alumínio está intacto, e não tem marcas na janela”, afirmou ela.
De acordo com o perito Leandro Pinto, que esteve no local na noite de quinta-feira, não havia indícios de arrombamento no local. “Parece que foi algo direcionado. Alguém que sabia a rotina do pessoal daqui. Pode ter acontecido de alguém ter entrado com a chave, é o que está mais cogitado. A fechadura não tem nenhum indício de rompimento, não tem nada forçado. Acho que alguém tinha meios como acessar (o local)”, disse o técnico do Instituto de Criminalística Carlos Éboli. O laudo da perícia será encaminhado para a 10? Delegacia Policial, em Botafogo, onde a ocorrência foi registrada.
Além da loja de flores, o Tortura Nunca Mais divide o prédio de três andares com um depósito da fundação Santa Cabrini, que é da secretaria de administração penitenciária do estado. Ainda segundo a presidenta do grupo, “nenhum outro local foi atingido. Toda vez que acontece algo lá é sempre com a gente. A floricultura fica aberta noite e dia”, disse, completando que essa é a terceira vez que o grupo sofre ocorrências deste tipo.
Campanha
O Grupo Tortura Nunca Mais está em sérias dificuldades financeiras desde que seus principais parceiros, entidades de direitos humanos europeias, escassearam as doações devido à crise econômica no velho continente. Para manter-se ativo o grupo lançou uma campanha de solidariedade para arrecadar contribuições através de cotas fixas ou esporádicas. Os depósitos podem ser efetuados na conta 77791-3, na agência 0389 do banco Itaú, em nome do Tortura Nunca Mais/RJ.


NOTA OFICIAL DO GTNM/RJ:




A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República divulgou hoje (20) nota de repúdio contra as ameaças anônimas recebidas pelo grupo Tortura Nunca Mais. A pasta solicitou que a Polícia Federal acompanhe as investigações e a ocorrência da invasão da sede da entidade no Rio de Janeiro. Para a ministra Maria do Rosário, ''diante dos fatos ocorridos, consideramos inaceitável o ataque a uma entidade que realiza um trabalho fundamental na defesa dos direitos humanos (...) Mais grave se torna o fato diante da dedicação do grupo Tortura Nunca Mais à democracia e à recuperação histórica dos fatos ocorridos no Brasil durante a ditadura militar (1964-1985), e no combate à tortura nos dias de hoje''. De acordo com o grupo Tortura Nunca Mais, a entidade recebeu, no dia 11 de julho, ameaças por telefonema anônimo. Ontem, dia 19 de julho, a sede do grupo foi invadida e foram furtados R$ 1,5 mil, além documentos de atendimento psicológico de vítimas de tortura policial e de defensores de direitos humanos. O grupo disse que arquivos da entidade também foram revirados e que o computador estava ligado. O grupo Tortura Nunca Mais foi fundado em 1985 por iniciativa de ex-presos políticos que viveram situações de tortura durante o regime militar e por parentes de mortos e desaparecidos políticos. Atualmente trabalha pela efetivação da Comissão Nacional da Verdade, pela abertura dos arquivos da ditadura militar, e pelo cumprimento da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Araguaia.

ATOR MORGAN FREEMAN DOA US$ 1 MILHÃO PARA CAMPANHA DE BARACK OBAMA


Edição Adilson Gonçalves Fonte Band News
O ator americano Morgan Freeman, 75, ativista contra a discriminação racial, anunciou nesta quinta-feira, dia 19, ter doado 1 milhão de dólares (cerca de 2 milhões de reais) para a campanha pela reeleição do presidente democrata, Barack Obama.
O motorista de "Conduzindo Miss Daisy" e ganhador do Oscar por "Menina de Ouro" fez a doação ao Priorities USA Action, comitê de ação política (conhecido como Super PAC) que apoia a reeleição do presidente.
"Obama fez um trabalho notável, em circunstâncias historicamente difíceis", assinala Freeman em um comunicado obtido pela AFP. "Pôs fim aos combates no Iraque, fez uma série de reformas importantes em Wall Street, salvou a indústria automotiva e protegeu a saúde pública de todos os cidadãos".
Freeman se uniu, assim, ao comediante Bill Maher, que doou ao Super PAC democrata 1 milhão de dólares em fevereiro, e a outros artistas de Hollywood que colaboraram com Obama, como o diretor Steven Spielberg e a apresentadora de TV Chelsea Handler. Outro doador célebre é Jeffrey Katzenberg, chefe do estúdio de animação DreamWorks.
O órgão arrecadador, Priorities USA Action, agradeceu a Freeman em sua conta no Twitter. Obama enfrentará em 6 de novembro o candidato republicano, Mitt Romney.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

COMÉRCIO DE SÃO PAULO É RECORDISTA DE DENÚNCIAS DE RACISMO


CASOS DO MENINO EXPULSO DO NONNO PALLO 
E ESTUDANTE ANGOLANA ASSASSINADA 
EM BAR REFERENDAM PESQUISA
Edição:Adilson Gonçalves
 Fonte: Infomoney
                A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo afirmou que dos 144 denúncias de racismo registradas nos primeiros seis meses deste ano, 25 aconteceram nos estabelecimentos comerciais do estado paulista.
Os supermercados lideram o maior número de registro, ao todo são 10; em seguida aparecem os bancos, com cinco  denúncias. O terceiro lugar e o quarto lugares são ocupados por transportes e lojas, com três  e  dois, respectivamente.  Já concessionária, cinema, shopping, farmácia e restaurante tiveram um denúncia, cada um.
"Lamentavelmente o setor de comércio como um todo não é proativo. O funcionário que hoje trabalha no supermercado, amanhã está no banco e precisa ser treinado contra o racismo. Temos que sensibilizar funcionários de todas as áreas de atendimento ao público sobre preconceito e discriminação", explica o coordenador de Políticas Para Políticas Negra e Indígena da Secretaria da Justiça, Antonio Arruda.
Processos
A Secretaria afirmou que estão em andamento na Comissão Processante Especial da Secretaria da Justiça, 51 processos administrativos com base na lei 14.187, sendo que quatro estão em fase final.
A lei determina a aplicação de penalidades administrativas pela prática de atos de discriminação. As punições vão desde advertência até suspensão ou cassação da licença de funcionamento do estabelecimento. A multa varia de R$ 9 mil a R$ 165 mil reais.


quarta-feira, 18 de julho de 2012

MUNDO COMEMORA OS 94 ANOS DE NELSON MANDELA



Ex-presidente sul-africano celebrará
 a data em casa com a família e não deve
participar de nenhum dos cerca 
de 80 atos públicos em sua homenagem

Edição Adilson Gonçalves Fonte: IG
O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela completa 94 anos nesta quarta-feira, um dia marcado por uma série de homenagens em toda a África do Sul. O líder deve comemorar a data ao lado da família em sua casa na cidade de Qunu, sem que esteja prevista sua
participação em atos públicos.


Na terça-feira Mandela recebeu a
 visita do ex-presidente Bill Clinton
Desde 2010, o aniversário do líder é conhecido como Dia Internacional de Mandela, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) para estimular os cidadãos de todo o mundo a dedicar 67 minutos a causas sociais - um minuto para cada ano que Mandela dedicou à luta pela igualdade racial e o fim do apartheid.


Mandela deixou Johanesburgo e passou a viver em Qunu em maio, após uma breve internação para submeter-se a uma laparoscopia por causa de uma dor abdominal.Na época, o atual presidente sul-africano, Jacob Zuma, disse que Mandela "goza de boa
saúde".


O Centro da Memória de Nelson Mandela afirmou que pelo menos 80 eventos em homenagem ao líder devem acontecer na África do Sul nesta quarta-feira, incluindo desde a recuperação de escolas e a construção de casas até uma expedição ao Kilimanjaro, o monte mais alto da África.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

ANGOLANA ASSASSINADA EM SÃO PAULO: UM DOS SUSPEITOS É PRESO NA ZONA LESTE


Edição:Adilson Gonçalves
Fonte: Jornal de Angola
 Foi preso na manhã  desta quinta-feira, dia  12, José Marcelo de Vasconcelos, um dos suspeitos  do assassinato da estudante angolana Zumira Cardoso, em maio passado. O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa de São Paulo informou que o delinquente foi detido na manhã de quinta-feira na periferia da Zona Leste de São Paulo, depois de um intenso  trabalho de investigação policial que  os leva à hipótese de terem sido duas as pessoas envolvidas no assassinato de Zumira Cardoso e no ferimento de outros três angolanos.
A Embaixada e o Consulado Geral de Angola em São Paulo manifestaram às autoridades brasileiras o seu regozijo pelo empenho da policia na busca do esclarecimento do caso, encorajando o efetivo policial a prosseguir com as investigações.
Face ao assassinato da estudante Angolana Zumira Cardoso, a Embaixada de Angola solicitou das autoridades brasileiras o maior empenho para que justiça seja feita ao mesmo tempo que constituiu um advogado para defender os interesses dos familiares da estudante assassinada e dos angolanos feridos na ação delituosa.

sábado, 14 de julho de 2012

MORRE EM SÃO PAULO O MAIS ANTIGO MILITANTE DO MOVIMENTO NEGRO, PROFESSOR EDUARDO, AUTOR DO HINO À NEGRITUDE


Edição: Adilson Gonçalves Fonte: Agências e Blogs

Morreu na tarde desta quinta-feira (12), aos 86 anos, por problemas do coração, Eduardo Ferreira de Oliveira, ex-vereador pelo PDC, em 1958, um dos primeiros militantes negros e tido por muitos,  como o mais aguerrido. O professor Eduardo, como era carinhosamente chamado por todos, sofreu uma insuficiência renal por conta de uma arritmia cardíaca.
O velório foi realizado a partir das 22h do mesmo dia no Hall do Plenário da Câmara Municipal de São Paulo e o enterro foi às 15h de sexta-feira (13), no Cemitério da Lapa, o cemitério da Goiabeirana Lapa, em São Paulo
Diversas organizações do movimento negro  emitiram notas de pesar pela morte do militante incansável. “Era o mais velho militante do movimento negro na atualidade. Ele tinha a consciência profunda de quem eram os inimigos do Brasil, do povo, e tinha foco em sua luta. Ele nos ensinou como lutar. Durante toda a sua vida  militou e contribuiu para a igualdade racial. É uma perda que vai emocionar todo movimento porque é como um pai de todos nós que vai embora”, declarou emocionado Edson França, presidente da União de Negros e Negras pela Igualdade (Unegro).

Edson, que integra o Conselho Nacional da Igualdade Racial ao lado do professor Eduardo de Oliveira, fez questão de mencionar alguns pontos da trajetória dele, como quando compôs o Hino à Negritude, aprovado no Congresso Nacional e aguardando sanção presidencial. Também fundou o Congresso Nacional AfroBrasileiro (CNAB) e um dos responsáveis pela aprovação do Estatuto da Igualdade Racial.

“Como conselheiro da República, enfrentou a todos para a aprovação do estatuto. Encarou olho no olho a todos que já tentaram sufocar a luta do povo negro. Ele defendeu todas as bandeiras de luta negros e negras”, lembrou o dirigente da Unegro.

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), a Confederação das Mulheres do Brasil, a Federação árabe Palestina do Brasil (Fepal), e a Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen) também divulgaram notas.

"O movimento negro brasileiro perde hoje, 12 de julho de 2012, um dos seus mais longevos e ilustres militantes, o professor Eduardo de Oliveira. Sem nunca perder a crença de que ainda poderemos viver uma sociedade livre do racismo, o autor do Hino à Negritude nos deixa contribuições importantes como poeta, jornalista, escritor, primeiro vereador negro da cidade de São Paulo, presidente e principal articulador do Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB)", diz um trecho da nota da Seppir.

“Sempre foi um lutador e muito lúcido. Ele estava numa lucidez tremenda, apesar da idade avançada. Por isso, não esperávamos essa notícia agora”, comentou Sandra Mariano, da Conem.

Eduardo de Oliveira era viúvo desde 2009 e deixou seis filhos, além de netos e bisnetos. “Um eterno lutador. Essa é a imagem que fica de alguém que lutou a vida inteira para combater a discriminação racial não somente no Brasil, mas no mundo”, declarou José Francisco Ferreira de Oliveira, 54 anos, filho do professor Eduardo. Ele também lembrou da importância que seu pai teve na inserção da discussão racial dentro dos partidos políticos. Atualmente, militava no Partido Pátria Livre.

Eduardo de Oliveira também escreveu livros como "Quem é quem na negritude brasileira (registro salutar sobre personalidades negras da nossa história)" e poesias. Em uma delas, intitulada Banzo, disse:

"Eu sei, eu sei que sou um pedaço d'África
pendurado na noite do meu povo.
Eu sinto a mesma angústia, o mesmo banzo
que encheram, tristes, os mares de outros séculos,
por isto é que ainda escuto o som do jongo
que fazia dançar os mil mocambos...
e que ainda hoje percutem nestas plagas." 



Hino à Negritude 

Eduardo Oliveira 
Sob o céu cor de anil das Américas
Hoje se ergue um soberbo perfil
É uma imagem de luz
Que em verdade traduz
A história do negro no Brasil
Este povo em passadas intrépidas
Entre os povos valentes se impôs
Com a fúria dos leões
Rebentando grilhões
Aos tiranos se contrapôs
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez

Levantado no topo dos séculos
Mil batalhas viris sustentou
Este povo imortal
Que não encontra rival
Na trilha que o amor lhe destinou
Belo e forte na tez cor de ébano
Só lutando se sente feliz
Brasileiro de escol
Luta de sol a sol
Para o bem de nosso país
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez



Dos Palmares os feitos históricos
São exemplos da eterna lição
Que no solo Tupi
Nos legara Zumbi
Sonhando com a libertação
Sendo filho também da Mãe-África
Arunda dos deuses da paz
No Brasil, este Axé
Que nos mantém de pé
Vem da força dos Orixás
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez

segunda-feira, 9 de julho de 2012

NETINHO DE PAULA: “LULA ME CONVENCEU A DESISTIR DA PREFEITURA DE SÃO PAULO EM TROCA DO APOIO DELE QUANDO EU SAIR CANDIDATO A PRESIDENTE DA REPÚBLICA”


CANTOR DEFENDE TAMBÉM
A REFUNDAÇÃO
 DO PARTIDO NEGRO BRASILEIRO

Texto, fotos e edição: Adilson Gonçalves

A afirmação foi feita pelo cantor durante a apresentação dele, neste domingo, dia 7 de julho com o Grupo Os De Paula – formado por cinco de  seus filhos-, no Guadalupe Country Club, zona norte do Rio de Janeiro,  no evento  Feijoada da Tia Ângela,  realizado pelo cantor Charles André.
                - Conversei com o presidente Lula em seu instituto e resolvemos combater, unidos,  a onda  conservadora instalada, há anos,  nos governos municipal e estadual. Saio ferido, pois estava disposto a concorrer, até mesmo colocando em risco minha legislatura municipal, pois caso não ganhasse a eleição para prefeito de São Paulo, também deixaria de ser vereador.- disse o cantor que concorreu ao Senado em 2010 pelo PC do B, ficando em terceiro lugar e fora da disputa, superado surpreendentemente por Aloysio Nunes,  do PSDB, primeiro colocado; a outra vaga ficou com Martha Suplicy, do PT.
                À surpreendente derrota na disputa  ao Senado, além do conservadorismo,  Netinho creditou a divisão dos negros, desde os moradores da periferia a outros negros, integrantes de outras classes mais altas.
                -Infelizmente, o  negro virou um nicho, um produto em todos os partidos, seja de direita ou de esquerda, progressista ou conservador. Agora todo o partidos têm um segmento negro, que muito mais que nos dar representatividade, nos divide, nos fragmenta. Por isso eu sou totalmente a favor da criação do Partido  Negro Brasileiro- ,disse o cantor no camarim do Clube, após ter atendido a fãs para fotos e autógrafos.
A APRESENTAÇÃO

                Ao chegar ao clube por volta das 17 horas, o cantor foi logo cercado por fãs, mas dirigiu-se direto para o camarim, prometendo a todos que seriam atendidos, o que foi cumprido.  A apresentação de Netinho foi precedida pelo Grupo Os De Paula, formado por cinco de seus filhos – Levi e Édson, na percussão; e Eduardo, Vinicius e Ághata, nos vocais. O grupo lança no próximo seus segundo CD.  Durante sua apresentação, Netinho chamou ao palco o cantor, compositor e seu parceiro em algumas músicas, Charles André promotor do evento. Eles cantaram juntos  sucessos compostos pela dupla e conclamou a que as pessoas presentes e seus amigos que não estivessem ali votassem em Charles André, também candidato a vereador no Rio de Janeiro Partido Social Liberal – PSL.
                 Nós negros precisamos  votar em gente que seja gente da gente. O Charles me chamou e prontamente eu vim para apoiá-lo. Tendo  certeza de que ele será eleito e fará um belo trabalho  por vocês de Guadalupe-  disse Netinho ao final da apresentação.


VEJA MAIS FOTOS DA APRESENTAÇÃO DE NETINHO