terça-feira, 11 de setembro de 2012

EDITOR DO BLOG DO OLHAR NEGRO PARTICIPA DE CONCURSO CULTURAL

Companheiros, o jornalista Adilson Gonçalves , autor desta foto, é o editor de meu blog (doolharnegrohttp://doolharnegro.blogspot.com.br/ ), há mais de um ano. Neste período, atingimos a significativa marca de quase 44 mil acessos. Por sua dedicação e competência, peço a todos que estão e minha página de amigos que, caso gostem da foto, votem neste profissional dedicado e competente. O link para votação é:

http://www.facebook.com/Phootobrasil?sk=app_307371382695281&app_data=eyJkYXRhIjp7InBpY3R1cmUiOiJodHRwOi8vZ3JhcGguZmFjZWJvb2suY29tLzI1NTIyNTAyMTE5NTAxMC9waWN0dXJlP3R5cGU9bGFyZ2UiLCJwaG90b0lkIjozNjcyN30sImlkIjoxMTg5Nn0%3D

 Cordiais saudações

Carlos Alberto Caó

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O POVO ESTÁ LEONEL BRIZOLA NETO PARA MAIS UM MANDATO COMO VEREADOR DO RIO DE JANEIRO





Neste final de semana prolongado, devido ao feriado do dia da Independência, o vereador do PDT, Leonel Brizola Neto, candidato à reeleição  com o número 12345 participou de várias atividades: esteva no Jacarezinho, Santa Cruz e em uma caminhada pelo Aterro do Flamengo

terça-feira, 4 de setembro de 2012

MICHAEL CLARK DUNCAN, ATOR DE À ESPERA DE UM MILAGRE, MORRE AOS 54 ANOS, EM LOS ANGELES


Edição: Adilson Gonçalves 


Com Tom Hanks, em
À Espera de um milagre
O ator da série The Finder, Michael Clarke Duncan, faleceu ontem, segunda-feira, aos 54 anos de idade, segundo informou sua noiva, Omarosa Manigault, à Associated Press. O ator estava internado há quase dois meses em um hospital de Los Angeles, após sofrer um infarto no dia 13 de julho. No dia 6 de agosto, ele foi removido da UTI mas, segundo nota divulgada à imprensa, ele não conseguiu se recuperar completamente.

Michael nasceu no dia 10 de dezembro de 1957 em Chicago. Filho de uma faxineira, ele e sua irmã cresceram com a mãe, depois que o pai foi embora. Após passar por diversos empregos, Michael começou a trabalhar como guarda-costas de celebridades em Los Angeles. Os contatos que estabeleceu nessa época o levaram a conseguir pequenos papeis no cinema e na TV.
Michael e Omorosa
se casariam em janeiro

Ao longo de sua carreira, Michael foi visto em episódios de séries como O Renegado, Um Maluco no Pedaço, Mulher Nota Mil, Irmã ao Quadrado, CSI: NY, Living Single, Chuck e Two and a Half Men, entre outros.

Em 2011 ele foi contratado para estrelar a série The Finder, spinoff de Bones, na qual os personagens foram introduzidos em um dos episódios. Na história, Michael interpretou Leo, um advogado que, após a morte da esposa e dos filhos, passa a trabalhar como assessor de assuntos jurídicos de Walter (Geoff Stults), um veterano da guerra do Iraque que passa a utilizar suas habilidades para localizar pessoas desaparecidas ou sequestradas. A série teve apenas uma temporada composta de treze episódios.

No cinema, Michael esteve em filmes como Armageddon, À Espera de um Milagre, pelo qual foi indicado ao Oscar, Meu Vizinho Mafioso, O Planeta dos Macacos, Sin City – A Cidade do Pecado e Street Fighter: A Lenda de Chun-Li, entre outros. O ator deixa três filmes inéditos, ainda em fase de pós-produção: In The Hive, The Challenger e Criminal Empire for Dummy’s.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

DEU NO JORNAL DA ABI: CAÓ ENVIA CARTA AO GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL, SUGERINDO QUE VIA LIGHT TENHA O NOME DE SENADOR ABDIAS NASCIMENTO

Edição Adilson Gonçalves
Na edição de agosto do jornal da Associação Brasileira de Imprensa,  na página 19, foi publicada uma carta do ex-parlamentar  Carlos Alberto Caó enviada ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral  Filho,  propondo que a via Light, que ligará o município de Nova Iguaçu ao recém inaugurado Parque de Madureira,  seja denominada Senador Abdias Nascimento, falecido em maio de 2011. Quando estiver totalmente pronta,  área  será a segunda maior área de lazer do município. Na justificativa de sua proposição, Caó relata "que parte significativa da população negra mora tanto naquele município da Baixada Fluminense, quanto no subúrbio de Madureira, com uma presença marcante tanto na área econômica, com o cultivo da café pelos escravos, ainda hoje notada nas ruínas de várias fazendas em Nova Iguaçu, quanto na área cultural, em  Madureira, denominada a capital  do Samba." Leia a seguir a íntegra da carta de Carlos Alberto Caó enviada ao governador do Rio de Janeiro:





Ao Excelentíssimo senhor governador

do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral

D.D senhor, Sérgio Cabral,

"Em primeiro lugar, minhas cordiais e fraternas saudações,
extensivas a seu pai, antigo companheiro na luta pela restauração
da democracia no país; em segundo lugar quero externar meus
agradecimentos pelas palavras elogiosas à minha pessoa por ocasião
da assinatura, há cerca de um ano, no Palácio Guanabara, da lei que
disponibiliza 20% das vagas de concursos públicos do estado para negros
e índios. Isso nos dá a certeza que a luta de todos nós, brasileiros e
não brasileiros e negros e não negros, mas acima de tudo de qualquer
pessoa de bom senso, tem embasamento na Justiça, que lentamente vem
sendo feita à luta empreendida pelo mais remoto ancestral dos negros
brasileiros.

Por último, mas por isso não menos importante, quero lhe
parabenizar pela iniciativa de alinhamento e harmonização com os
âmbitos municipal e federal. Isto representa o resgate da plena cidadania e justiça da população fluminense, negada, até o governo de Luís Inácio da Silva, o nosso
Lula, pelos seus antecessores, em retaliação à posição oposicionista de
nosso povo. Em nosso estado, somente o governador Leonel Brizola,
fundador do meu partido, PDT, aproximou-se do que o senhor trouxe e
está trazendo para o nosso estado, somente não o conseguindo, em sua
plenitude, pelos seus ideais socialistas, progressistas e inclusivos, sendo,
por isso, tolhido por aqueles que ocuparam, àquela época, o cargo mais
alto dos executivos municipal e federal.

Não é a toa que o nosso estado é hoje o recordista na dotação
verbas pelo governo federal. E isso se dá por dois motivos: a sua
iniciativa, na harmonização dos poderes, e o discernimento do presidente
Lula e de sua sucessora, a presidenta Dilma Roussef, do quanto nosso
estado foi discriminado ao longo de anos, não somente no período da
ditadura, mas também alguns anos, após o seu término. Não somente repasses federais nos foram negados, como receitas do nosso estado,
oriundas de riquezas, foram solapadas em sessões secretas e desleais,
como qualquer pessoa razoavelmente bem informada sabe. Por isso, o
momento que nosso estado passa, sob seu governo, mais nada mais é do
que a justiça sendo feita pelos anos de retaliação e descaso impingidos à
nossa população.

Senhor governador Sérgio Cabral, como o senhor muito bem o
sabe, cidade do Rio de Janeiro tem como característica de sua topografia,
a alternância de áreas nobres e carentes em qualquer direção que se
vá. Uma das peculiaridades da nossa cidade, incluindo-se os municípios
vizinhos que formam a área do Grande Rio, sempre foi a convivência,
na maioria das vezes civilizada, de grande parte de seus habitantes em
lugares comuns, independente de sua classe social; assim ocorre nas
praias, nos estádios ou em qualquer lugar público, onde são realizados
eventos grande porte. Esta é o perfil do carioca, propalado nos quatro
cantos do planeta. Em decorrência da realização de mega- eventos – Copa das
Confederações, Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e ParaOlímpicos – obras
de grande porte vêm sendo realizadas, em todo o Brasil e no Rio de
Janeiro, onde especificamente serão realizadas as Olímpiadas de 2016.

Excelentíssimo governador Sérgio Cabral acreditamos existir obras
de porte correlato à importância de Abdias Nascimento. Não postulamos ,
por exemplo, seu nome na Transcarioca, que ligará o Aeroporto
Internacional Tom Jobim à Barra da Tijuca, ou qualquer obra similar. Mas há uma, que, especificamente, traduz fielmente a existência deste grande brasileiro, paulista por nascimento, e carioca por adoção: a Via Light, que ligará a cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a Madureira, especificamente ao Parque de Madureira , aquela que será a segunda maior área de lazer do município.

Excelentíssimo governador Sérgio Cabral, parte significativa dos
negros fluminenses, mora tanto na cidade vizinha, quanto no subúrbio
de Madureira. A presença do povo negro é marcante tanto na área
econômica, com o cultivo de café pelos escravos,ainda hoje notada nas ruínas de várias fazendas, em Nova Iguaçu, quanto na área cultural no subúrbio de Madureira, denominada a capital do samba.

Excelentíssimo governador Sérgio Cabral, louvamos e endossamos
todas as suas iniciativas- UPP, UPAs, vias expressas e outras obras. Por isso
acreditamos que esta obra, a via Light, que ligara Nova Iguaçu ao Parque
de Madureira, somente será perfeita se for denominada com o nome
de Senador Abdias do Nascimento, sendo esta homenagem a mais fiel
tradução da existência de nosso grande líder.

Carlos Alberto Caó Oliveira dos Santos

ONG Igualdade Já 

Associação Brasileira de Imprensa

Conselho Municipal de Defesa dos Direitos dos Negros-
Comdedine


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

CARLOS ALBERTO CAÓ É O PRÓXIMO ENTREVISTADO POR LÁZARO RAMOS NO PROGRAMA ESPELHO NO CANAL BRASIL


Edição, textos e fotos: Adilson Gonçalves
Carlos Alberto Caó, jornalista, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas, ex-secretário estadual de trabalho e Habitação do governo Brizola e deputado federal constituinte e autor da lei que criminaliza o racismo é o entrevista do ator Lázaro Ramos no Programa Espelho. Na entrevista, Caó falou de sua chegada ao Rio e entre outros fatos, revelou como impediu o cancelamento da primeira visita ao Brasil do recém liberto Nelson Mandela, devido às péssimas condições de estadia e segurança em que a equipe que havia chegado antes ao Brasil para avaliação se encontrava. Ainda durante a conversa Caó e Lázaro descobriram ser quase parentes, com Caó lembrando ainda ter visto Lázaro criança, ao ficar escondido alguns dias na casa dos pais de Lázaro durante o regime militar. O programa inédito vai ao ar nesta segunda feira,dia 27,  às 21h30, com reprise na terça às 3h30 e 7h30 e  no sábado, às 12h.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

MINISTRO JOAQUIM BARBOSA, UMA BELA HISTÓRIA DE VIDA


Edição: Adilson Gonçalves
Joaquim Barbosa nasceu em Paracatu, noroeste de Minas Gerais. É o primogênito de oito filhos. Pai pedreiro e mãe dona de casa, passou a ser arrimo de família quando estes se separaram. Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego na gráfica do Correio Braziliense e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público. Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado.
Foi Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (1976-1979), tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia e, após, foi advogado do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) (1979-84).
Prestou concurso público para procurador da República, e foi aprovado. Licenciou-se do cargo e foi estudar na França, por quatro anos, tendo obtido seu mestrado e doutorado ambos em Direito Público, pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas
) em 1990 e 1993. Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor concursado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi visiting scholar no Human Rights Institute da faculdade de direito da Universidade Columbia em Nova York (1999 a 2000) e na Universidade da Califórnia Los Angeles School of Law (2002 a 2003). Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol. Toca piano e violino desde os 16 anos de idade.
Embora se diga que ele é o primeiro negro a ser ministro do STF, ele foi, na verdade, o terceiro,[5] sendo precedido por Hermenegildo de Barros (de 1919 a 1937) e Pedro Lessa (de 1907 a 1921).

terça-feira, 14 de agosto de 2012

ADVOGADA DE CAMPINAS, SP, AGUARDA HÁ TRÊS ANOS DECISÃO DA JUSTIÇA SOBRE CRIME DE RACISMO




Advogada Ana Vanessa Silva afirma que foi vítima
de preconceito 
 Edição: Adilson Gonçalves
 Fonte G1Foto: Reprodução EPTV
Uma advogada que trabalhava na prefeitura de Campinas (SP) aguarda a decisão da Justiça pelo tratamento denunciado como racismo recebido de um contribuinte. O crime de racismo – LEI 7716/89,conhecida popularmente como lei Cáo-  é inafiançável, pode haver multa e a pena vai de um a cinco anos de prisão. Os casos de injúria racial, em que a pessoa atribui uma característica pejorativa ocorrem em situações mais frequentes por nacionalidade, cor, local de moradia e profissão, segundo a Comissão do Negro.
Ana Vanessa Silva foi vítima de preconceito e há três anos aguarda a decisão do processo judicial. “Eu não quero ser atendido por uma pessoa negra”, disse o contribuinte. O caso ocorreu ao enfrentar um constrangimento durante o atendimento. Ela disse que o homem ficou nervoso ao verificar que seria atendido por uma negra. "Negro não serve pra nada, negro só faz coisa errada", afirma sobre o modo que o contribuinte comentou. O homem responde o processo em liberdade e se for condenado pode ficar até quatro anos preso.
Assumir um preconceito não é algo comum, muitas atitudes revelam um pré-julgamento e podem desvalorizar a pessoa socialmente. "Se você mora num determinado bairro ou em uma determinada região, então você já é conceituada por aquela região e baseado nisso você sofre prejuízos até quando vai procurar emprego", afirma o presidente da comissão, Ademir José da Silva.
Os reflexos para quem sofre algum tipo de preconceito podem muitas vezes se tornar irreversíveis. "Nos momentos extremos de uma situação aguda, de constrangimento, de exposição, essas pessoas sofrem muito mesmo que podem evoluir para alguns quadros psiquiátricos", explica o psiquiatra Eduardo Henrique Teixeira.