quinta-feira, 19 de abril de 2012

FUNAI ALERTA PARA RISCO DE GENOCÍDIO DE ÍNDIOS ISOLADOS NO ACRE


Edição: Adilson Gonçalves/ Fonte:BBC
Estimados em algumas centenas pelo escritório da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Rio Branco (AC), esses índios – em sua maioria falantes das línguas pano e aruak – vivem nas cabeceiras de rios na fronteira, atravessando-a livremente.
No entanto, segundo indigenistas, a exploração de madeira e o tráfico de drogas estão deslocando esses povos, que, em contato com outras populações (indígenas ou não), poderão ser dizimados por doenças ou confrontos armados.
"Notamos que há mudanças nas rotas dos isolados, que têm avançado além dos espaços que costumavam frequentar, por conta da pressão que sofrem do lado peruano", diz a coordenadora da Funai em Rio Branco, Maria Evanízia dos Santos.
"Índios contatados estão preocupados, e muitas aldeias se mudaram por conta da proximidade, para evitar confrontos".
O quadro, diz Santos, se agravará caso obras planejadas por governantes locais saiam do papel. Há planos de construir uma estrada entre as cidades peruanas de Puerto Esperanza e Iñapari, margeando a fronteira com o Brasil, e de fazer uma rodovia ou uma ferrovia entre Cruzeiro do Sul (AC) e Pucallpa, no Peru. Ambas as obras cruzariam territórios de índios isolados.
"Se eles forem espremidos, vão para cima dos manchineri da TI (Terra Indígena) Mamoadate, que vão se defender. Como há histórico de conflitos, não é leviano falar em risco de genocídio", diz o coordenador-substituto da Funai em Rio Branco, Juan Scalia.
O termo também é citado por indígenas peruanos: "Se a estrada de Puerto Esperanza a Iñapari sair, haverá um genocídio", afirma Jaime Corisepa, presidente da Federação Nativa do Rio Madre de Dios e Afluentes (Fenamad), principal movimento indígena do Departamento (Estado) de Madre de Dios.
Risco de conflitos
As pressões sofridas por índios isolados no território peruano e seus possíveis efeitos no Brasil já fizeram com que o presidente da Funai, Márcio Meira, procurasse a embaixada do Peru em busca de providências. Paralelamente, movimentos como a Comissão Pró-Índio do Acre (CPI-Acre) têm promovido encontros com índios brasileiros contatados para conscientizá-los sobre as ameaças sofridas pelos isolados e desencorajar conflitos.
"Eles percebem que os isolados estão vivendo o tempo das correrias de seus avós, que fugiam dos empresários da seringa", diz Marcela Vecchione, consultora da CPI-Acre. Ela se refere à violência sofrida pelos índios da região durante o ciclo da borracha, entre o fim do século 19 e início do 20.
Acredita-se que os índios isolados sejam remanescentes de grupos massacrados e perseguidos durante aquele período. Com o declínio da extração de borracha, eles voltaram a seus territórios.
"Sabemos que eles estão bem, têm comida suficiente e vivem em malocas bem cuidadas", diz Santos, da Funai, citando informações colhidas em expedições do órgão. Numa delas, em março de 2010, um avião sobrevoou uma aldeia de índios isolados, que atiraram flechas contra a aeronave. As fotos estamparam jornais do mundo todo.
Encontros
Embora a expressão índios isolados possa sugerir grupos que vivam completamente alheios ao mundo exterior, há numerosos relatos de encontros entre essas populações e índios contatados, bem como de encontros entre índios isolados e não-indígenas que habitam o entorno de seus territórios.
Muitos desses encontros resultaram em conflitos, o que rendeu aos isolados o apelido de "índios brabos" na região. Em 1986 e 1987, segundo relato do sertanista da Funai José Carlos Meirelles, o acirramento dos conflitos levou índios kaxinawá e ashaninka contatados a pedirem que o governo "amansasse os brabos".
Em resposta, a Funai criou em 1988 o Departamento de Índios Isolados, cuja missão é proteger esses povos sem promover nenhuma relação. Desde então, a política da Funai estabelece que só haverá contato com esses indígenas se eles desejarem.
No entanto, têm se tornado cada vez mais constantes os relatos da presença de índios isolados em áreas ocupadas por indígenas contatados ou comunidades de agricultores e pescadores.
Em informativo publicado em dezembro de 2010 pela CPI-Acre, indígenas e ribeirinhos entrevistados dizem que índios isolados furtaram seus pertences, como roupas, utensílios domésticos e ferramentas. Os saques, segundo o informe, têm sido especialmente frequentes no município de Jordão (AC). Um deles, em 2009, ocorreu em vilarejo a cinco horas de caminhada da sede da prefeitura.
Também na publicação da CPI-Acre, Getúlio Kaxinawá, um dos principais líderes indígenas do rio Jordão, relata a morte de um "brabo" por caçadores não-índios, em 2000. "Sei também que em maio de 1996 os brabos mataram duas mulheres lá na colocação Tabocal (...), a dona Maria das Dores (47 anos) e sua filha Aldeniza (13 anos). A filha, atingida por várias flechadas, uma delas na garganta, morreu nessa colocação e a mãe, com uma flechada na barriga, só morreu quase dois meses depois num hospital de Rio Branco".
Kaxinawá relata ainda um ataque dos "brabos" que resultou na morte do dono de um seringal, em 1997, e de ofensiva empreendida pelo grupo contra uma comunidade de não-índios: "Cercaram a sede do (seringal) Alegria, fazendo muito medo a todos os moradores de lá. Eles também cercaram e flecharam uma escola lá no alto Tarauacá e depois a maioria dos moradores se retirou de lá por causa da vingança dos brabos".
Exploração de petróleo
Além das ameaças impostas pelas estradas, por madeireiros e traficantes, ONGs alertam para os riscos da exploração petrolífera na região fronteiriça. No lado peruano, vários lotes já foram cedidos a empresas privadas para a prospecção dos bens.
A ONG Survival International afirma que o governo peruano está permitindo que as empresas avancem sobre territórios de índios isolados, violando diretriz da ONU que defende a proteção dessas áreas.
A organização diz que, em 1980, ações semelhantes provocaram a morte de quase metade dos membros do povo nahua. À época, funcionários da Shell abriram caminhos na terra indígena em que a comunidade vivia isolada, disseminando doenças entre seus integrantes, segundo a ONG.
Também há preocupações quanto à exploração de petróleo e gás do lado brasileiro. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) deve concluir neste ano testes sísmicos para avaliar a viabilidade de extrair os recursos.

TODO DIA DEVERIA SER DIA DO ÍNDIO, O PRIMEIRO HABITANTE DO BRASIL


EDIÇÃO ADILSON GONÇALVES
No governo de Getúlio Vargas em 2 de junho de 1943 foi editado o Decreto-Lei nº 5540,que estabeleceu o dia do índio comemorado no dia 19 de abril em homenagem ao primeiro Congresso Indigenista Interamericano, em 1940.
Desde a edição do decreto instituidor do "Dia do Índio" até o advento da Constituição de 1988 pouco foi realizado em prol dos indígenas brasileiros. Essa situação foi alterada a partir da vigência do novo ordenamento constitucional brasileiro, que reconheceu a multietnicidade brasileira e assentou a superação da visão integracionista que influenciava toda a legislação e a interpretação jurisprudencial a respeito de temas ligados aos índios.
O Brasil tem cerca de 230 povos indígenas, que falam cerca de 180 línguas. Cada etnia tem sua identidade, rituais, modo de vestir e de se organizar. Somente em Mato Grosso, há 42 etnias identificadas, o que significa uma população superior a 28 mil indígenas. Número este que retrata a riqueza da diversidade cultural que o Estado possui.
Os povos indígenas não vivem mais como em 1500. Hoje, muitos têm acesso à tecnologia, à universidade e a tudo o que a cidade proporciona. Nem por isso deixam de ser indígenas e de preservar a cultura e os costumes. "Ser índio não é estar nu ou pintado, não é algo que se veste. A cultura indígena faz parte da essência da pessoa. Não se deixa de ser índio por viver na sociedade contemporânea", explica a antropóloga Majoí Gongora, do Instituto Socioambiental Brasileiro.
População indígena cresce 11,4%
A população indígena cresceu 11,4% em dez anos, somando 817 mil pessoas em 2010, representando 0,4% do total da população brasileira. Nesse mesmo período, os índios brasileiros se espalharam mais pelo território nacional. Em 2010, eles estavam presentes em 80,5% dos municípios contra 63,5% em 200. Os dados são do Censo, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a pesquisadora Nilza Pereira, do IBGE, ainda não é possível explicar o motivo dessa maior distribuição dos indígenas pelo país. Uma das hipóteses é que as pessoas estejam revalorizando sua identidade ancestral, já que a declaração da etnia é feita pela própria pessoa entrevistada.
— Ainda estamos analisando os dados e isso deve ficar mais claro na pesquisa que vamos divulgar em breve. Mas talvez etnias que estariam supostamente extintas podem estar se reassumindo. É um ressurgimento dessa população, avaliou Nilza Pereira.
A Região Norte concentra 37,4% do total de indígenas brasileiros, sendo que o estado do Amazonas responde por 20,6%: 168,7 mil pessoas. O município de São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do Amazonas, é onde há um maior número de indígenas: 29 mil. Em Uiramutã, Roraima, há o maior percentual de indígenas: 88,1% da população.
Zona rural
O crescimento da população indígena foi percebido apenas nas zonas rurais, onde o crescimento chegou a 152 mil pessoas, totalizando 502 mil em 2010. São Gabriel da Cachoeira é também o município com maior número de ind.ígenas vivendo na zona rural: 18 mil.
Por outro lado, o número de indígenas autodeclarados residentes nas cidades diminuiu em 68 mil pessoas e chegou a 315 mil em 2010. São Paulo é a cidade com o maior número de indígenas vivendo em zona urbana: 11,9 mil pessoas.
Segundo o IBGE, a redução dos indígenas vivendo em áreas urbanas ocorreu com mais intensidade na Região Sudeste. O instituto acredita que, nessa região, as pessoas deixaram de se declarar indígenas porque perderam a afinidade com seu povo de origem

quarta-feira, 18 de abril de 2012

EM DECISÃO INÉDITA, JUSTIÇA DE SÃO PAULO MUDA CAUSA MORTIS DE MILITANTE PRESO E TORTURADO DURANTE A DITADURA MILITAR


Edição: Adilson Gonçalves/ Fonte R7
A certidão de óbito do militante comunista João Batista Drumond será retificada. A decisão é da Justiça paulista e determina que passe a constar no documento que ele morreu nas dependências do Destacamento de Operações de Informações — Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo, em decorrência de torturas físicas. As informações são da Agência Brasil .
Drumond, que era militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), não morreu, como diz a certidão, em consequência de um atropelamento na esquina da Avenida 9 de Julho com a Rua Paim, na região central da capital paulista, em 1976. Segundo a viúva, ele foi morto sob tortura, depois de ser preso durante operação policial que desarticulou uma reunião do PCdoB em uma casa no bairro da Lapa, na zona oeste da capital paulista. Na ação militar, dois militantes foram mortos.
No último dia 29, cinco testemunhas foram ouvidas no Fórum da Praça João Mendes, em São Paulo. Entre elas estavam o ex-secretário de Direitos Humanos da Presidência da República Nilmário Miranda, o presidente da Comissão de Anistia e secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, e o ex-militante Wladimir Pomar.
A decisão é de Guilherme Madeira Dezem, juiz da 2ª Vara de Registros Públicos. Segundo ele, a a questão do local da morte está amplamente comprovada nos autos. "Com efeito, a prova oral é segura em demonstrar que a vítima faleceu nas dependências do DOI-Codi", anotou.
"Não se trata de discutir se tortura pode ser incluída como causa mortis , ou não. Trata-se de reconhecer que, na nova ordem jurídica, há tribunal a cujas decisões o Brasil se obrigou a cumprir, e esta é mais uma destas decisões", declarou o juiz, frisando que a história de Drumond está ligada ao Direito à Memória e à Verdade.

PRESIDENTE DA TANZÂNIA VISITA LULA EM SÃO PAULO


Edição:Adilson Gonçalves/
Fonte: Insituto Lula
/fotos:
Ricardo Stuckert




O presidente da Tanzânia, Jakaya Mrisho Kikwete fez uma visita de cortesia na tarde de segunda-feira , dia16,  ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro durou cerca de uma hora. “Eu não poderia vir ao Brasil sem vê-lo”, disse o presidente Kikwete, que,  no dia seguinte,  se encontrou com a Presidenta Dilma Rousseff em Brasília
Kikwete afirmou ter boas memórias da visita de Lula à Tanzânia em 2010, e que a relação entre os dois países está colhendo os frutos dessa viagem, principalmente nas áreas da pesquisa agrícola e agropecuária. “Nós temos muito a usufruir dessa cooperação com o Brasil”. Ele destacou também a importância dos investimentos do Brasil nas áreas de etanol e de geração de energia. “Vamos continuar a construir a ponte entre África e o Brasil”.
Jakaya Mrisho Kikwete e Lulu
rememoram encontro na Tanzânia em 2010
Lula afirmou ter certeza de que a presidente Dilma compartilha do mesmo carinho que ele sente pela África. “O Brasil ainda tem de ver melhor as enormes possibilidades que existem para investimentos que ajudem ao desenvolvimento da África”. O ex-presidente reforçou a importância da Cúpula da América do Sul-África, a ASA, a ser realizada em Malabo, na Guiné Equatorial, entre 13 e 15 de maio, além dos convites para que Kikwete venha para a Rio+20 e para que o governo da Tanzânia esteja presente no seminário do BNDES “Investindo na África: oportunidades, desafios e instrumentos para cooperação econômica”, que acontecerá no Rio de Janeiro, no dia 3 de maio.
Para o ex-presidente Lula “A África não quer mais ser dirigida. Ela quer dirigir, e foi por isso que os países africanos fizeram sua independência.”

sábado, 14 de abril de 2012

PROJETO CULTURA NEGRA EM CENA JÁ ESTÁ EM CARTAZ NO TEATRO GLAUCE ROCHA NO RJ


Lázaro Ramos é o diretor de  Nambia Não
Edição: Adilson Gonçalves
De abril a julho deste ano, o Teatro Glauce Rocha, da Funarte, recebe o projetoLinguagens Brasileiras – Cultura Negra Em Cena, da JLM Produções. Vencedora do edital de ocupação do espaço, a programação inclui espetáculos de teatro para o público adulto e infantil, além de oficinas e debates sobre a temática negra.
Galanga, Chico Rei, da dupla Paulo César Pinheiro e João das Neves, abriu a temporada, no dia 12 de abril, às 19h. A partir da história de Chico, rei de uma tribo do Congo que vem para o Brasil como escravo e se torna herói, o espetáculo propõe uma revisão da história tradicional.  A montagem fica em cartaz até 15 de abril, de quinta a sábado, às 19h; e domingo, às 18h.
Aldri Anunciação, autor e
 um dos atores da peça
Com direção de Lázaro Ramos, Namíbia, Não! faz uma crítica social em torno da segregação racial. O espetáculo, de Aldri Anunciação, que é também um dos atores da peça, ocupa o Glauce Rocha de 19 de abril a 27 de maio. Às quartas-feiras, 50% dos ingressos serão vendidos a R$ 1. Os outros 50% serão reservados para ONGs e escolas públicas. Além disso, nesse dia, após a apresentação, haverá debate com os atores e palestrantes convidados.
Na sequência, de 31 de maio a 29 de julho, o público poderá assistir ao espetáculo Besouro Cordão de Ouro, que repete a dobradinha Paulo César Pinheiro e João das Neves, respectivamente, autor e diretor do musical. Besouro se baseia na história do maior capoeirista da Bahia para recriar o clima e a cultura dos rituais afro-brasileiros.
Para o público infantojuvenil, há uma montagem inédita: a peça Histórias de Jilú, baseada em conto do antropólogo José Flávio Pessoa de Barros, e que aborda de forma lúdica a história das lendas dos orixás para criança. Outra atração é o Fuzuê, da Cia. de Dança de Aruanda. No espetáculo, além de dança e música ao vivo, tem contação de histórias sobre a temática negra.
A programação conta, ainda, com oficinas gratuitas de Tambor Mineiro (dia 11 de abril); Capoeira (dias 6, 13, 20 e 27 de junho) e Dança Afro (dias 4, 11, 18 e 25 de julho). Serão oferecidas 20 vagas em cada uma das oficinas e as inscrições poderão ser feitas pelo e-mailoficinaslinguagensbrasileiras@gmail.com .
Programação
Cena da Galanga Chico Rei
‘Galanga, Chico Rei’
De 12 a 15 de abril – de 5ª a sab, às 19h; e domingo, às 18h
De Paulo César Pinheiro
Direção: João das Neves
Direção Musical: Titane
Elenco: Maurício Tizumba, Alysson Salvador, Bia Nogueira, Denilson Tourinho, Evandro Passos, Everton Coroné, Felipe Gomes, Kátia Aracelle, Lucas Costa, Maíra Baldaia, Rodrigo Jerônimo e Wellison Pimenta
Recomendado para maiores de 12 anos
‘Namíbia, Não!’
De 19 de abril a 27 de maio – de 4ª a sab, às 19h; e domingo, às 18h
De Aldri AnunciaçãoDireção: Lázaro Ramos
Sérgio Menezes é um dos atores de Namíbia Não
Supervisão: Luiz Antônio Pilar
Elenco: Aldri Anunciação e Sérgio Menezes
Classificação: 14 anos
Classificação: livre
‘Fuzuê’
De 21 de abril a 27 de maio – sábados e domingos, às 15h
Cia. de Dança de Aruanda
Classificação: livre
‘Histórias de Jilú’
De 2 de junho a 29 de julho – sábados e domingos, às 15h
Espetáculo inédito para infância e juventude
Texto original: José Flávio Pessoa de Barros
Dramaturgia: Rodrigo De Roure
Direção: Renato Carrera
Elenco: Ana Carbatti, , Dário Firmino, Daniel Braga, Hugo Germano e Isabel Pacheco
Classificação: livre
Iléa Feraz em o Besouro Cordão de Ouro


‘Besouro Cordão de Ouro’
De 31 de maio a 29 de julho – de 5ª a sab, às 19h; e domingo, às 18h
De Paulo César Pinheiro
Direção: João das Neves
Direção Musical: Luciana Rabello
Elenco: Alan Rocha, Anna Paula Black, Cridemar Aquino, Gilberto Santos da Silva (Laborio), Ilea Ferraz,  Letícia Soares, Marcelo Capobiango, Maurício Tizumba, Raphael Sil, Sérgio Pererê, Valéria Monã, Victor Alvim (Lobisomem), William de Paula e Wilson Rabelo
Classificação: livre
‘Fuzuê’
De 21 de abril a 27 de maio – sábados e domingos, às 15h
Cia. de Dança de Aruanda
Classificação: livre

Oficinas
Tambor Mineiro, com Maurício Tizumba
11 de abril
Horário: das 10h às 14h
Gratuita
20 vagas
Inscrições pelo e-mail oficinaslinguagensbrasileiras@gmail.com
Capoeira
6, 13, 20 e 27 de junho
Horário: das 14h às 18h
Gratuita
20 vagas
Inscrições pelo e-mail oficinaslinguagensbrasileiras@gmail.com
Dança Afro
4, 11, 18 e 25 de julho
Horário: das 14h às 18h
Gratuita
20 vagas
Inscrições pelo e-mail oficinaslinguagensbrasileiras@gmail.com
Projeto Linguagens Brasileiras – Cultura Negra Em Cena
Contemplado no Edital de Ocupação do Teatro Glauce Rocha/2012
Período de ocupação: de abril a julho de 2012
Teatro Glauce Rocha
Av. Rio Branco, 179 – Centro
Rio de Janeiro (RJ)
Telefone: (21) 2220 0259

ASSASSINO DE TRAYVON MARTIN SERÁ INDICIADO PELA JUSTIÇA DA FLÓRIDA NO DIA 29 DE MAIO


Edição Adilson Gonçalves/Fonte Folha de São Paulo
A Justiça do Estado da Flórida, nos Estados Unidos, indiciará em 29 de maio o vigilante voluntário George Zimmerman, acusado de matar o jovem negro Trayvon Martin, 17, em um condomínio de Sanford em 26 de fevereiro. Nesta quinta, Zimmerman foi a sua primeira audiência no processo em que é acusado por homicídio doloso. Durante a passagem pelo tribunal, o vigilante apenas respondeu às perguntas dos promotores sobre a acusação. O juiz Mark E. Herr, responsável pelo caso, afirmou que há motivos para seguir com o caso e o indiciamento acontecerá em 29 de maio, antes de outra audiência.
Reverendo Al Sharpton (à esq.), irmão de Trayvon Martin,
Jahvaris Fulton, e sua mãe, Sybrina Fulton
Depois da sessão onde foram apresentadas as acusações, o advogado de defesa do vigilante, Mark O' Hara, disse estar preocupado com a forma que o caso está sendo tratado pela opinião pública americana, a partir de detalhes que saem de forma Mais cedo, o defensor afirmou que Zimmerman está nervoso, cansado e com esperanças de conseguir liberdade sob pagamento de fiança, mas que não tem preocupações sobre o estado mental de seu cliente.
Nesta quinta-feira, a mãe de Trayvon Martin, Sybrina Fulton, afirmou à agência de notícias Associated Press que o encontro entre seu filho e o vigilante foi um acidente, mas que os disparos foram um "assassinato". "Eles nunca deveriam ter se encontrado".

ENTREGA

Zimmerman se entregou nesta quarta-feira à polícia de Sanford, na Flórida. Ele foi acusado pela Promotoria por homicídio pelo crime, que aconteceu em 26 de fevereiro. Membros da Promotoria da Flórida afirmam que ele será interrogado nesta quinta (12). Caso seja condenado pela morte do jovem, Zimmerman poderá ser punido de 25 anos de reclusão a prisão perpétua. A promotora Angela Corey, que anunciou as acusações, afirmou não ter agido sob a pressão da opinião pública. "Não podemos fazer nosso trabalho a pedido de alguém. Nos baseamos nos fatos em casa caso de acordo com as leis do Estado da Flórida". O advogado de Zimmerman, Martin O'Hara, afirmou não ter preocupações sobre o estado mental de seu cliente. A defesa afirma que aplicará a polêmica lei "Stand Your Ground", existente na Flórida, para provar que o vigilante não é culpado.

A medida permite responder em liberdade ao processo e não pune quem causa a morte de outra pessoa após receber uma ameaça de morte ou lesão corporal grave. No primeiro depoimento à polícia, quando ocorreu o crime, o vigia alegou ter atuado em legítima defesa, o que o deixou em liberdade. A saída de Zimmerman foi a responsável pela eclosão dos protestos em diversas cidades americanas contra a lei. O caso gerou comentários da ONU (Organização das Nações Unidas) e do presidente Barack Obama, dizendo que, se tivesse um filho homem, ele seria como Trayvon. Martin foi listado como vítima de racismo por grupos de direitos humanos e manifestantes do movimento negro americano.Do outro lado, os apoiadores de Zimmerman, americano de origem peruana, afirmaram que o vigilante é símbolo do caráter americano e tentaram mostrá-lo como o protetor da comunidade que arrisca a própria vida para salvar os vizinhos.

George Zimmerman ouve acusações de homicídio
 doloso por morte de Trayvon Martin
ALÍVIO 

Os pais de Trayvon Martin expressaram alívio pela acusação do vigilante. "A pergunta que eu gostaria de fazer a ele é, se ele poderia olhar nos olhos de Trayvon e ver o quão era inocente, ele teria puxado o gatilho? Ou deixaria ele ir para casa", afirmou seu pai, Tracy Martin. Na terça, George Zimmerman fez sua primeira declaração pública, em uma página que criou na internet. O vigilante explica que o acontecimento mudou sua vida. "Fui forçado a deixar minha casa, minha escola, meu trabalho, minha família e, em última instância, minha vida inteira", relata Zimmerman na página, que mantém como fundo de tela uma bandeira americana. No site, o vigilante explica muito brevemente: "No domingo 26 de fevereiro me vi envolvido em um acontecimento daqueles que mudam a vida (de uma pessoa) e que me tornou alvo de uma intensa cobertura midiática".

quarta-feira, 11 de abril de 2012

LULA RECEBE EM SEU INSTITUTO O PRÊMIO AFRICARE 2011, APÓS RECUPERAÇÃO DO CÂNCER



Edição: Adilson Gonçalves/ Fonte: Instituto Lula/ Foto: Heinrich Aikawa
Christian Isely, Darius Mans e Lula. 
O presidente da Africare, Darius Mans, e o diretor da Africare para Angola, Christian Isely, estiveram na sede do Instituto Lula e formalizaram a entrega do Prêmio Africare 2011 ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A cerimônia de entrega do prêmio aconteceu em 9 de novembro do ano passado, nos Estados Unidos, mas Lula não pôde participar por estar em tratamento contra o câncer. O prêmio é concedido anualmente às personalidades que se destacaram na atuação pelo desenvolvimento da África.
No encontro, Lula agradeceu aos dirigentes da Africare e afirmou: “essa é uma importante honraria, prova de que devemos trabalhar ainda mais para reforçar os laços do Brasil com a África”.
Os dois dirigentes da Africare também participaram de uma reunião de trabalho com a diretora do Instituto Lula, Clara Ant, e os colaboradores Celso Marcondes e Leonardo Martins. O presidente Darius Mans propôs que os dois institutos atuassem em conjunto nos programas de apoio ao combate à fome e à miséria na África, em particular nos referentes ao incentivo à agricultura familiar. Destacou também programa de merenda escolar que desenvolvem no Cabo Verde e para o qual buscam o suporte da FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.
Os dirigentes da Africare fizeram outros honrosos convites ao ex-presidente Lula, para que ele se aproximasse ainda mais da instituição na luta por melhores condições de vida dos povos africanos.
O diretor Christian Isely, hoje sediado na base da Africare em Angola, informou que a partir de julho será o responsável pelo escritório a ser aberto pela entidade no Rio de Janeiro com o objetivo de incentivar os programas desenvolvidos no Brasil.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

GOVERNO PAULISTA INTENSIFICA PROGRAMA SÃO PAULO CONTRA O RACISMO


Edição Adilson Gonçalves/Fonte Governo do Estado de São Paulo
Antonio Carlos, coordenador de Políticas para a População Negra e Indígena, da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, reuniu-se com a Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo e a Polícia Civil para intensificar o 2º ano do Programa São Paulo Contra o Racismo.
O encontro tratou da importância de campanhas com caráter educativo para reduzir o número de crimes de racismo, em especial nos grandes eventos esportivos a caminho do Brasil – Copa do Mundo (2014) e Jogos Olímpicos (2016) –, e definir ações afirmativas ao programa.
Esportes
A Secretaria do Esporte Lazer e Turismo promove os jogos regionais em todo o Estado. Durante a reunião, com os delegados municipais para organização dos jogos deste ano, Arruda aproveitou para incluir a competição no Programa São Paulo Contra o Racismo.
A logomarca do programa será inserida nos diversos materiais utilizados nos jogos, nos uniformes dos atletas, em banners, cartazes e outros meios de divulgação. "Essa etapa da campanha tem papel educativo. Vamos também elaborar palestras para jovens atletas", disse Arruda.
A área esportiva enfrenta problemas de discriminação racial, principalmente, em campo onde ocorre alta tensão entre os competidores. "Mesmo nas situações de extrema tensão dos jogos, não deve haver racismo. Por isso, precisamos orientar e educar os atletas", explicou o coordenador.
Racismo no esporte é um problema internacional. "Jogares e atletas sofrem preconceito não só no Brasil, mas também na Europa e Estados Unidos", disse Arruda.
Polícia Civil
Em seguida, Arruda foi ao Palácio da Polícia Civil para levar o programa ao alto comando da instituição. No encontro, o coordenador da Secretaria apresentou propostas de combate ao racismo ao delegado geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, e a todos diretores de polícia do Estado de São Paulo.
A partir de agora, sempre que qualquer delegacia do Estado receber casos de racismo, a Coordenação de Políticas para a População Negra e Indígena será comunicada.
"Com essas informações, poderemos identificar onde ocorrem mais casos de discriminação, racismo e intolerância", disse Arruda. O coordenador vê nessa troca de dados possibilidade de formular ações conjuntas que diminuam ocorrências e crimes".

Arruda propôs também a inserção da logomarca do São Paulo Contra o Racismo no site da Polícia Civil, com link de acesso ao formulário de denúncias. "Procuramos a parceria com a Polícia Civil para a ampliação da campanha educativa e para a construção de um Brasil sem racismo e sem nenhuma forma de preconceito".