quarta-feira, 12 de setembro de 2012

MUNDO HOMENAGEIA STEVE BIKO NO 35º ANIVERSÁRIO DE SUA MORTE


 Edição Adilson Gonçalves
Era 1960 e a África do Sul vivia um dos momentos mais intensos do Apartheid, o regime de segregação racial comandado pelo governo, quando um adolescente foi expulso da escola Lovedale, em King William’s Town, por “comportamento subversivo”. Este jovem foi transferido para outra instituição na região litorânea de Natal, terminou o ensino médio e ingressou na Escola de Medicina da Universidade de Natal, onde daria início a uma vida de luta em nome da liberdade de seu povo. Seu nome era Stephen Bantu Biko, conhecido como Steve Biko.
Reconhecido contestador do Regime do Apartheid, Biko que até então era membro da  União Nacional dos Estudantes Sul-africanos, decidiu fundar, em 1968, a Organização dos Estudantes Sul-africanos (South African Students’ Organisation), que além de representar os direitos dos estudantes, providenciava auxílio médico e legal a comunidades negras desfavorecidas e ajudava no desenvolvimento de trabalho em sistema doméstico (o empregador dá ferramentas e matéria-prima, e a produção pode ser feita em casa).
Em 1972 Biko tornou-se co-fundador da Black People’s Convention (BPC – “Convenção dos Negros”, em tradução livre), entidade que trabalhava em projetos de desenvolvimento social nos arredores de Durban e reuniu 70 diferentes grupos de consciência negra. Ao ser eleito o primeiro presidente da organização, foi expulso da universidade e passou a dedicar em tempo integral à sua luta.
Banido – Em março de 1973, no ápice do regime de segregação racial, Steve foi “banido”, o que o que na prática significava que Biko não poderia sair de sua cidade natal, estava proibido de comunicar-se com mais de uma pessoa por vez e, portanto, de realizar discursos. Também foi proibida a citação a qualquer de suas declarações anteriores, tivessem sido feitas em discursos ou mesmo em simples conversas pessoais.
Apesar de não mais poder se dedicar a algumas atividades em Durban, Biko continuou a trabalhar na BPC estimulando a população negra a lutar por seus direitos, cada vez menos respeitados pelas autoridades segregacionistas. O governo reagiu e chegou a prender Biko por quatro vezes entre 1975 e 1977.
Em 6 de setembro de 1977, Steve foi preso em um bloqueio rodoviário organizado pela polícia sul-africana. Levado sob custódia, foi acorrentado às grades de uma janela da penitenciária durante um dia inteiro e sofreu grave traumatismo craniano. Em 11 de setembro, o rapaz já estava em um estado contínuo de semi-consciência quando o médico da prisão aconselhou que Biko fosse levado a um hospital.
Jogado sem qualquer proteção em um Land Rover, Biko foi levado numa viagem de 1,2 mil quilômetros rumo à cidade de Pretória. No dia seguinte (12 de setembro), Steve chegou ao Presídio Central da cidade, jogado no chão de uma cela fria, despido e quase inconsciente.
Morte – Ao notar que o prisioneiro não se mexia, os carcereiros chamaram um médico, não prestando qualquer socorro a ele até que o profissional chegasse. O médico, ao examinar Biko, só pôde levantar os olhos para os guardas e dizer: “O homem está morto.” Causa da morte: danos cerebrais.
A comunidade negra sul-africana entrou em polvorosa. A versão oficial da morte de Biko, proferida pelo então ministro da Justiça, James Kruger, sugeria que o prisioneiro havia morrido após longa greve de fome. Mas a grande pressão da imprensa internacional fez cair por terra a alegação de suicídio. Foi reconhecido pelo governo, publicamente, que Steve morreu de danos cerebrais sofridos durante uma briga na prisão, mas ninguém foi responsabilizado. O funeral do ativista atraiu às ruas centenas de milhares de sul-africanos, num protesto que entrou para a história mundial.
A morte de Biko provocou manifestações em várias localidades pelo mundo e ele logo foi alçado à mártir, inspirando outros a lutar pela igualdade dos direitos entre negros e brancos. Como retaliação, o governo da África do Sul baniu organizações (principalmente as em que Biko trabalhou) e pessoas que se manifestaram contra o Apartheid.  
Em 7 de outubro de 2003, autoridades do Ministério Público Sul-africano anunciaram que os cinco policiais envolvidos no assassinato de Biko não seriam processados, devido a falta de provas. Alegaram também que a acusação de assassinato não se sustentaria por não haver testemunhas dos atos supostamente cometidos contra Biko. Levou-se em consideração a possibilidade de acusar os envolvidos por Lesão Corporal seguida de morte, mas como os fatos ocorreram em 1977, tal crime teria prescrito (não seria mais passível de processo criminal) segundo as leis do país.
Referências nas artes – Após sua morte, Steve Biko foi homenageado por diversas vertentes artísticas, como nas canções “Biko’s kindred lament” (1979) do Steel Pulse e “Biko” (1980), de Peter Gabriel. Em 1987 Richard Attenborough dirigiu o filme Cry Freedom (Um grito de liberdade), um drama biográfico sobre Biko. A música de Peter Gabriel foi incluída na trilha sonora. Na série de ficção científica da televisão americana Star Trek: The Next Generation há uma espaçonave chamada USS Biko.
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terça-feira, 11 de setembro de 2012

PROGRAMA IDEA TRANSMITE NESTA QUINTA FEIRA PROGRAMS SOBRE TRABALHO E CULTURA


João Luis Pinaud é um dos
 convidados do Programa IDEA
Na próxima quinta-feira, dia 13  de setembro, das 12 às 13 horas, será transmitido pelo Canal Universitário de Niterói (17 da Net-Sim TV), o último Programa IDEA das séries Trabalho e Sem cultura não há liberdade.
No bloco da série Trabalho, Solange Rodrigues, Helio dos Santos e Laércio da Silva, falam sobre a remoção dos camelôs licenciados pela Prefeitura de Niterói, da Rua Visconde do Uruguai e sobre as formas pelas quais o trabalhador é submetido nessa nova ordem mundial global.
No bloco da série Sem cultura não há liberdade, Solange Rodrigues, Kátia da Matta Pinheiro, Helio dos Santos, João Luiz Pinaud, Carlos Alberto e Fuly, lembram da catástrofe ocorrida no dia 6 de abril de 2010, em decorrência das chuvas que atingiram Niterói.O endereço eletrônico (URL) é o seguinte:
IDEA, programa pensado e realizado por “D” Eficientes e marginalizados,  é transmitido todas as quintas-feiras, de 12 Às 13 horas, pelo Canal Universitário de Niterói – Unitevê.

EDITOR DO BLOG DO OLHAR NEGRO PARTICIPA DE CONCURSO CULTURAL

Companheiros, o jornalista Adilson Gonçalves , autor desta foto, é o editor de meu blog (doolharnegrohttp://doolharnegro.blogspot.com.br/ ), há mais de um ano. Neste período, atingimos a significativa marca de quase 44 mil acessos. Por sua dedicação e competência, peço a todos que estão e minha página de amigos que, caso gostem da foto, votem neste profissional dedicado e competente. O link para votação é:

http://www.facebook.com/Phootobrasil?sk=app_307371382695281&app_data=eyJkYXRhIjp7InBpY3R1cmUiOiJodHRwOi8vZ3JhcGguZmFjZWJvb2suY29tLzI1NTIyNTAyMTE5NTAxMC9waWN0dXJlP3R5cGU9bGFyZ2UiLCJwaG90b0lkIjozNjcyN30sImlkIjoxMTg5Nn0%3D

 Cordiais saudações

Carlos Alberto Caó

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O POVO ESTÁ LEONEL BRIZOLA NETO PARA MAIS UM MANDATO COMO VEREADOR DO RIO DE JANEIRO





Neste final de semana prolongado, devido ao feriado do dia da Independência, o vereador do PDT, Leonel Brizola Neto, candidato à reeleição  com o número 12345 participou de várias atividades: esteva no Jacarezinho, Santa Cruz e em uma caminhada pelo Aterro do Flamengo

terça-feira, 4 de setembro de 2012

MICHAEL CLARK DUNCAN, ATOR DE À ESPERA DE UM MILAGRE, MORRE AOS 54 ANOS, EM LOS ANGELES


Edição: Adilson Gonçalves 


Com Tom Hanks, em
À Espera de um milagre
O ator da série The Finder, Michael Clarke Duncan, faleceu ontem, segunda-feira, aos 54 anos de idade, segundo informou sua noiva, Omarosa Manigault, à Associated Press. O ator estava internado há quase dois meses em um hospital de Los Angeles, após sofrer um infarto no dia 13 de julho. No dia 6 de agosto, ele foi removido da UTI mas, segundo nota divulgada à imprensa, ele não conseguiu se recuperar completamente.

Michael nasceu no dia 10 de dezembro de 1957 em Chicago. Filho de uma faxineira, ele e sua irmã cresceram com a mãe, depois que o pai foi embora. Após passar por diversos empregos, Michael começou a trabalhar como guarda-costas de celebridades em Los Angeles. Os contatos que estabeleceu nessa época o levaram a conseguir pequenos papeis no cinema e na TV.
Michael e Omorosa
se casariam em janeiro

Ao longo de sua carreira, Michael foi visto em episódios de séries como O Renegado, Um Maluco no Pedaço, Mulher Nota Mil, Irmã ao Quadrado, CSI: NY, Living Single, Chuck e Two and a Half Men, entre outros.

Em 2011 ele foi contratado para estrelar a série The Finder, spinoff de Bones, na qual os personagens foram introduzidos em um dos episódios. Na história, Michael interpretou Leo, um advogado que, após a morte da esposa e dos filhos, passa a trabalhar como assessor de assuntos jurídicos de Walter (Geoff Stults), um veterano da guerra do Iraque que passa a utilizar suas habilidades para localizar pessoas desaparecidas ou sequestradas. A série teve apenas uma temporada composta de treze episódios.

No cinema, Michael esteve em filmes como Armageddon, À Espera de um Milagre, pelo qual foi indicado ao Oscar, Meu Vizinho Mafioso, O Planeta dos Macacos, Sin City – A Cidade do Pecado e Street Fighter: A Lenda de Chun-Li, entre outros. O ator deixa três filmes inéditos, ainda em fase de pós-produção: In The Hive, The Challenger e Criminal Empire for Dummy’s.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

DEU NO JORNAL DA ABI: CAÓ ENVIA CARTA AO GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL, SUGERINDO QUE VIA LIGHT TENHA O NOME DE SENADOR ABDIAS NASCIMENTO

Edição Adilson Gonçalves
Na edição de agosto do jornal da Associação Brasileira de Imprensa,  na página 19, foi publicada uma carta do ex-parlamentar  Carlos Alberto Caó enviada ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral  Filho,  propondo que a via Light, que ligará o município de Nova Iguaçu ao recém inaugurado Parque de Madureira,  seja denominada Senador Abdias Nascimento, falecido em maio de 2011. Quando estiver totalmente pronta,  área  será a segunda maior área de lazer do município. Na justificativa de sua proposição, Caó relata "que parte significativa da população negra mora tanto naquele município da Baixada Fluminense, quanto no subúrbio de Madureira, com uma presença marcante tanto na área econômica, com o cultivo da café pelos escravos, ainda hoje notada nas ruínas de várias fazendas em Nova Iguaçu, quanto na área cultural, em  Madureira, denominada a capital  do Samba." Leia a seguir a íntegra da carta de Carlos Alberto Caó enviada ao governador do Rio de Janeiro:





Ao Excelentíssimo senhor governador

do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral

D.D senhor, Sérgio Cabral,

"Em primeiro lugar, minhas cordiais e fraternas saudações,
extensivas a seu pai, antigo companheiro na luta pela restauração
da democracia no país; em segundo lugar quero externar meus
agradecimentos pelas palavras elogiosas à minha pessoa por ocasião
da assinatura, há cerca de um ano, no Palácio Guanabara, da lei que
disponibiliza 20% das vagas de concursos públicos do estado para negros
e índios. Isso nos dá a certeza que a luta de todos nós, brasileiros e
não brasileiros e negros e não negros, mas acima de tudo de qualquer
pessoa de bom senso, tem embasamento na Justiça, que lentamente vem
sendo feita à luta empreendida pelo mais remoto ancestral dos negros
brasileiros.

Por último, mas por isso não menos importante, quero lhe
parabenizar pela iniciativa de alinhamento e harmonização com os
âmbitos municipal e federal. Isto representa o resgate da plena cidadania e justiça da população fluminense, negada, até o governo de Luís Inácio da Silva, o nosso
Lula, pelos seus antecessores, em retaliação à posição oposicionista de
nosso povo. Em nosso estado, somente o governador Leonel Brizola,
fundador do meu partido, PDT, aproximou-se do que o senhor trouxe e
está trazendo para o nosso estado, somente não o conseguindo, em sua
plenitude, pelos seus ideais socialistas, progressistas e inclusivos, sendo,
por isso, tolhido por aqueles que ocuparam, àquela época, o cargo mais
alto dos executivos municipal e federal.

Não é a toa que o nosso estado é hoje o recordista na dotação
verbas pelo governo federal. E isso se dá por dois motivos: a sua
iniciativa, na harmonização dos poderes, e o discernimento do presidente
Lula e de sua sucessora, a presidenta Dilma Roussef, do quanto nosso
estado foi discriminado ao longo de anos, não somente no período da
ditadura, mas também alguns anos, após o seu término. Não somente repasses federais nos foram negados, como receitas do nosso estado,
oriundas de riquezas, foram solapadas em sessões secretas e desleais,
como qualquer pessoa razoavelmente bem informada sabe. Por isso, o
momento que nosso estado passa, sob seu governo, mais nada mais é do
que a justiça sendo feita pelos anos de retaliação e descaso impingidos à
nossa população.

Senhor governador Sérgio Cabral, como o senhor muito bem o
sabe, cidade do Rio de Janeiro tem como característica de sua topografia,
a alternância de áreas nobres e carentes em qualquer direção que se
vá. Uma das peculiaridades da nossa cidade, incluindo-se os municípios
vizinhos que formam a área do Grande Rio, sempre foi a convivência,
na maioria das vezes civilizada, de grande parte de seus habitantes em
lugares comuns, independente de sua classe social; assim ocorre nas
praias, nos estádios ou em qualquer lugar público, onde são realizados
eventos grande porte. Esta é o perfil do carioca, propalado nos quatro
cantos do planeta. Em decorrência da realização de mega- eventos – Copa das
Confederações, Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e ParaOlímpicos – obras
de grande porte vêm sendo realizadas, em todo o Brasil e no Rio de
Janeiro, onde especificamente serão realizadas as Olímpiadas de 2016.

Excelentíssimo governador Sérgio Cabral acreditamos existir obras
de porte correlato à importância de Abdias Nascimento. Não postulamos ,
por exemplo, seu nome na Transcarioca, que ligará o Aeroporto
Internacional Tom Jobim à Barra da Tijuca, ou qualquer obra similar. Mas há uma, que, especificamente, traduz fielmente a existência deste grande brasileiro, paulista por nascimento, e carioca por adoção: a Via Light, que ligará a cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a Madureira, especificamente ao Parque de Madureira , aquela que será a segunda maior área de lazer do município.

Excelentíssimo governador Sérgio Cabral, parte significativa dos
negros fluminenses, mora tanto na cidade vizinha, quanto no subúrbio
de Madureira. A presença do povo negro é marcante tanto na área
econômica, com o cultivo de café pelos escravos,ainda hoje notada nas ruínas de várias fazendas, em Nova Iguaçu, quanto na área cultural no subúrbio de Madureira, denominada a capital do samba.

Excelentíssimo governador Sérgio Cabral, louvamos e endossamos
todas as suas iniciativas- UPP, UPAs, vias expressas e outras obras. Por isso
acreditamos que esta obra, a via Light, que ligara Nova Iguaçu ao Parque
de Madureira, somente será perfeita se for denominada com o nome
de Senador Abdias do Nascimento, sendo esta homenagem a mais fiel
tradução da existência de nosso grande líder.

Carlos Alberto Caó Oliveira dos Santos

ONG Igualdade Já 

Associação Brasileira de Imprensa

Conselho Municipal de Defesa dos Direitos dos Negros-
Comdedine


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

CARLOS ALBERTO CAÓ É O PRÓXIMO ENTREVISTADO POR LÁZARO RAMOS NO PROGRAMA ESPELHO NO CANAL BRASIL


Edição, textos e fotos: Adilson Gonçalves
Carlos Alberto Caó, jornalista, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas, ex-secretário estadual de trabalho e Habitação do governo Brizola e deputado federal constituinte e autor da lei que criminaliza o racismo é o entrevista do ator Lázaro Ramos no Programa Espelho. Na entrevista, Caó falou de sua chegada ao Rio e entre outros fatos, revelou como impediu o cancelamento da primeira visita ao Brasil do recém liberto Nelson Mandela, devido às péssimas condições de estadia e segurança em que a equipe que havia chegado antes ao Brasil para avaliação se encontrava. Ainda durante a conversa Caó e Lázaro descobriram ser quase parentes, com Caó lembrando ainda ter visto Lázaro criança, ao ficar escondido alguns dias na casa dos pais de Lázaro durante o regime militar. O programa inédito vai ao ar nesta segunda feira,dia 27,  às 21h30, com reprise na terça às 3h30 e 7h30 e  no sábado, às 12h.