quarta-feira, 15 de junho de 2011

CAÓ E MRLB CONVIDAM PARA MISSA DE SÉTIMO ANO DE MORTE DE LEONEL BRIZOLA

Carlos Alberto Caó e Movimento de Resistência Leonel Brizola (MRLB)) convidam companheiros e companheiras  para a realização da missa in memorian  pelo sétimo ano da morte de nosso eterno líder,  governador Leonel de Moura Brizola, no próximo dia 21, terça-feira, às  12 h 15 min, na Igreja Nossa Senhora do Bom Parto, na Rua Rodrigo Silva, 7, esquina Rua São José.
Serviço: Nossa Senhora do Parto
End.:
 Rua Rodrigo Silva, 7
Bairro: Centro
CEP: 20011-040
Telefax: 2292-8892

LUIZA BAIRROS CITA "LEI CAÓ" EM PRONUNCIAMENTO NA ONU COMO UM DOS EXEMPLOS DE AVANÇO NA LUTA CONTRA O RACISMO NO BRASIL

                                Foto: Seppir
Luiza Bairros citou a lei de autoria de Caó como um dos exemplos
 de avanço na luta contra o racismo em pronunciamento na ONU
Fonte: Seppir
O instrumento das cotas e o Programa Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia foram ações afirmativas citadas nesta quarta-feira, dia 15, pela ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, para caracterizar o compromisso do Governo do Brasil com a igualdade racial. O discurso, proferido no Painel sobre boas práticas no combate ao racismo, durante a 17ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, Suíça, revelou momentos importantes da trajetória recente para a afirmação da questão racial no país, destacando o papel do movimento negro.
A ministra iniciou o discurso agradecendo o convite do Alto Comissariado para sua participação na 17ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos, justamente em 2011 - Ano Internacional dos Afrodescendentes, após dez anos da III Conferência Mundial contra o Racismo. Outra ressalva introdutória destacou o desempenho dos movimentos sociais negros para que os temas do racismo e da promoção da igualdade racial se consolidassem como questões nacionais.

- Ao longo do século XX, a pauta de demandas de diferentes organizações políticas e culturais formou a base sobre a qual, mais tarde, se construiriam as primeiras respostas do Estado brasileiro no âmbito da igualdade racial -, disse a ministra para, em seguida, registrar o falecimento recente do militante Abdias Nascimento, cuja trajetória como escritor, jornalista, artista plástico, dramaturgo, deputado federal e senador, o tornou um ícone dos avanços obtidos pela população negra brasileira.

O Alto Comissariado da ONU conheceu momentos significativos da trajetória recente para a afirmação da questão racial no Brasil. Desde a definição do racismo como crime inafiançável e imprescritível – lei 7716/1989,de autoria de Carlos Alberto Caó  - e o reconhecimento do direito à terra dos Quilombos (Constituição de 1988), passando pela Marcha Zumbi contra o Racismo, pela Cidadania e a Vida, realizada pelo movimento negro em 1995, e a participação do governo brasileiro e da sociedade civil na III Conferência Mundial contra o Racismo, em 2001, até a criação da Seppir.

O retrospecto dos marcos histórico revelou ainda que, nos últimos dez anos, o Brasil avançou no debate e no enfrentamento aos efeitos do racismo na vida das pessoas negras, as quais, de acordo com o Censo Demográfico de 2010, representam 50,6% da população total.

O Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), e as Conferências correlatas, nas quais 60% dos delegados são de organizações da sociedade civil e 40% representam órgãos governamentais, também foram citados entre os mecanismos ligados ao princípio democrático.

Segundo a ministra, são estes mecanismos, instituídos e coordenados pela Seppir, que têm contribuído, de um lado, para ampliar a repercussão do debate sobre a questão racial na esfera pública, de outro lado, para assegurar a permanência do compromisso governamental com a igualdade racial. Como resultados desse processo, ela citou a adoção de ações afirmativas, a implementação de programas como o Universidade para Todos (Prouni), a instituição da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e a execução do Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e da Cultura Afro-brasileira e Africana, traduzido na Lei 10.639/2003.

terça-feira, 14 de junho de 2011

AMEAÇADOS DE MORTE, QUILOMBOLAS FAZEM GREVE DE FOME NO MARANHÃO

Foto: Fabio Oliveira

Cinquenta e nove líderes quilombolas
estão ameaçados de morte no Maranhão;
 um já foi assassinado e, em maio, outro alvejado
     Dois padres e 17 quilombolas que haviam iniciado uma greve de fome na última quinta-feira em São Luís, no Maranhão, decidiram encerrar os protestos na noite desta sexta-feira. Eles ocupam a sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) na capital maranhense há dez dias, junto de outros representantes de 40 comunidades quilombolas.
     A intenção de invadir o local e fazer greve de fome é de chamar a atenção do governo para episódios violentos envolvendo líderes quilombolas em disputas de terras no Estado.
     Segundo a Comissão Pastoral da Terra, 59 líderes estão ameaçados de morte no Maranhão.
No ano passado o líder quilombola Flaviano Pinto Neto foi assassinado a tiros e em 31 de maio deste ano a casa de outro líder local foi alvo de três tiros.
      Os manifestantes querem que a Secretaria de Direitos Humanos, comandada pela ministra Maria do Rosário, garanta segurança aos quilombolas. A ministra falou com os manifestantes por telefone na tarde desta sexta e também pediu à governadora Roseana Sarney um reforço no policiamento em comunidades quilombolas do Estado.

    Segundo a Secretaria de Direitos, Humanos, há uma indicação de visita de Maria do Rosário ao Maranhão no dia 22, e também, conforme assessoria do Seppir, também uma ida da ministra Luiza Bairros, no mesmo dia.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

ATOR E DIRETOR DA TV GLOBO É CONDENADO POR CRIME DE RACISMO


Segundo o técnico de iluminação Denivaldo,
Wolf o chamou de "preto fedorento"
                                               Fonte: Revista Veja    O diretor e ator da TV Globo Walfredo Campos Maya Junior, mais conhecido como Wolf Maia, foi condenado em primeira instância pela 2ª Vara Criminal de Campinas, interior de São Paulo, a cumprir dois anos e dois meses de prisão em regime aberto, pelo crime de injúria com conotação racial.

   Uma queixa-crime contra Maya era movida desde 2003 por Denivaldo Pereira da Silva, técnico de iluminação. Silva acusa o diretor de tê-lo chamado de “preto fedorento” durante a produção de uma peça em 12 de agosto de 2000, em um teatro de Campinas. A decisão foi proferida no último dia 25 de maio pelo juiz Abelardo de Azevedo Silveira. O juiz substituiu a pena restritiva de liberdade pelo pagamento de indenização no valor de 20 salários mínimos (cerca de 11.000 reais), além de um período de trabalho comunitário a ser definido pela Vara de Execuções Penais da cidade.

   Em 2003, após o anúncio da queixa-crime, o diretor contra-argumentou com um processo em que cobrava de Denivaldo uma indenização por danos morais no valor de 100 reais, alegando que a acusação, que Maya nega, prejudicava a sua imagem. Em maio de 2010, o juiz Gilberto Luiz Franceschini, da 6ª Vara Cível de Campinas, julgou improcedente o pedido do diretor e o condenou a pagar as custas processuais, no valor de 2.000 reais. Maya recorreu da sentença através dos seus advogados. O processo agora corre em segunda instância.

   O advogado do diretor, João Carlos de Lima Junior, já recorreu da decisão. Ele vai alegar, em segunda instância, que o fato é inexistente e que por isso a condenação é incabível. Lima Junior defende que a motivação e as alegações de Denivaldo Pereira são uma vingança por críticas que o diretor fez ao seu trabalho. A TV Globo prefere não se pronunciar a respeito.

   Atualmente, Wolf Maya atua no seriado Lara com Z, protagonizado pela atriz Suzana Vieira e é professor da escola de atores que leva o seu nome, sediada em São Paulo. A primeira novela que Maya dirigiu foi Ciranda de Pedra, em 1981, na TV Globo. Desde então, já atuou e dirigiu em mais de 30 novelas e seriados do canal.

Leia abaixo a sentença que condena Wolf Maya em primeira instância:
"Isto posto e pelo que mais dos autos consta, JULGO PROCEDENTE a pretensão punitiva manifestada na queixa-crime que deu início a este processo nº 674/03, e CONDENO O QUERELADO WALFREDO CAMPOS MAYA JÚNIOR também conhecido por WOLF MAIA, a cumprir 02 anos e 02 meses de reclusão, em regime aberto, e a pagar 22 dias-multa, unidade igual a 1/2 salário mínimo vigente à época dos fatos, por infração à norma do artigo 140, § 3º, do Código Penal, substituída a sanção corporal pela pena restritiva de direitos”. P.R.I.C., fazendo-se as retificações necessárias."

terça-feira, 7 de junho de 2011

ASSINADO DECRETO QUE ESTABELECE 20% DE VAGAS PARA NEGROS E ÍNDIOS EM CONCURSOS PÚBLICOS DO RJ

                                                         Por Guedes de Freitas/ Ascom RJ
O governador Sérgio Cabral assinou na manhã da segunda-feira, dia 6 de junho, o decreto que estabelece o sistema de cotas para negros e índios nos concursos públicos para órgãos do Poder Executivo e da administração do Estado do Rio.  A cerimônia  aconteceu Palácio Guanabara, com as presenças da ministra Luíza Helena Bairros,  da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial  - Seppir - de autoridades, lideranças e ativistas  do movimento negro. A Lei assinada entrerá em vigor em  dias e reserva 20% das vagas para negros e índios nos concursos públicos do Estado. O governador Sérgio Cabral prognosticou o mesmo sucesso da lei de cotas que foi implantado pioneiramente pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), há dez anos.
Luíza Bairros e Sérgio Cabral
 celebram assinatura do decreto

   - Com essa política, reconhecemos que o negro e o índio foram vítimas durante séculos e que as oportunidades ainda não são iguais. O Estado do Rio foi o primeiro a estabelecer cota para negros e índios na universidade, e a política de cotas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) é um sucesso. Agora, a paisagem do serviço público brasileiro começa a mudar a partir do Estado do Rio de Janeiro. Nos nossos órgãos públicos haverá mais negros e índios – apostou Cabral.

Caó, no primeiro plano à esquerda,
 e ativistas do movimento negro
 ouvem Rodrigo Neves, secretário de 
Assistência Social e Direitos Humanos
    Para o governador, o racismo ainda existe no Brasil e deve ser combatido. Portanto, o Governo do Estado entende que é dever da administração pública promover ações que busquem a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, diante da desigualdade proporcional entre negros e índios e o restante da população fluminense em relação a acesso a cargos e empregos públicos.

   A ministra da Igualdade Racial, Luíza Bairros, disse que os agentes políticos e a iniciativa privada de outros estados deverão se mobilizar para replicar esta nova experiência do Rio de Janeiro. Ela disse que a iniciativa do governador vai contribuir para a luta contra as desigualdades raciais no país.

   – O Rio de Janeiro deu o pontapé inicial e os outros estados virão atrás. A assinatura deste decreto torna mais evidente a importância de termos no Brasil o Estatuto da Igualdade Racial que dá ao Poder Público amplas possibilidades de trabalhar de forma efetiva para a igualdade racial no Brasil – argumenta a ministra.

   O secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, exemplificou com o quadro de funcionários da Defensoria Pública, hoje comandada por um negro, Nilson Bruno, como é difícil para representantes desse segmento da população a ascensão a vagas no mercado de trabalho, inclusive público.

Mesmo com 20% de vagas reservadas,
 negros e índios deverão atingir
a nota mínima exigida no concurso

   – Temos hoje mais de 800 defensores e somente 15 são negros. Não tenho dúvida que esta iniciativa vai reduzir as desigualdades nas oportunidades de trabalho da administração pública com maior presença de negros entre os funcionários de várias secretarias órgãos estaduais, ocupando cargos inclusive nos altos escalões – constata o secretário.

Candidato deve se declarar negro ou índio na inscrição
   O decreto, que entra em vigor 30 dias após sua publicação, também leva em consideração o artigo 39 da Lei federal 12.288, de 20 de julho de 2010, que impõe expressamente ao Poder Público a promoção de ações que assegurem a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho para a população negra, inclusive com a criação de sistema de cotas.

   Para se candidatar reserva de 20% das vagas a pessoa se declarar negra ou índia no momento da inscrição no concurso. Quem optar por não entrar no sistema de cotas fica submetido às regras gerais do concurso. Para serem aprovados, todos os candidatos – inclusive índios e negros autodeclarados – precisam obter a nota mínima exigida. Se não houver negros ou índios aprovados, as vagas de reserva voltam para a contagem geral e poderão ser preenchidas pelos demais candidatos, na ordem de classificação. A nomeação dos aprovados também obedece à classificação geral do concurso, mas a cada cinco candidatos aprovados, a quinta vaga fica destinada a um negro ou índio.

    Segundo Afonso Apurinam, um dos representantes dos indígenas na cerimônia, há cerca de 30 mil trabalhadores índios em atividade no estado, segundo o último censo do IBGE, mas o número poderia ser maior se, na hora de preencher os cadastros de empregos, a pessoa se autodeclarasse indígena, o que nem sempre ocorre com medo de ser dispensado. Por isso, ele parabenizou o Governo do Estado pela reserva de mercado para negros e índios.

   – O decreto é muito importante para nosso povo aqui no Rio de Janeiro, porque nos dá o direito de lutar por uma vaga no serviço público estadual de igual para igual com todo mundo. Há 500 anos que não nos dão, às vezes, nem o direito de falar – afirmou o líder indígena, que, embora seja do Amazonas,vive no Rio onde participa, no Museu do Índio, no Maracanã, da luta pela preservação da cultura indígena.

Resultados serão acompanhados nos próximos dez anos

   O decreto vai vigorar por pelo menos 10 anos e seus resultados serão permanentemente acompanhados pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos. A cada dois anos, um relatório será apresentado ao governador em exercício. No último trimestre do prazo de 10 anos, a secretaria apresenta um relatório final, podendo recomendar a edição de um novo decreto sobre o tema.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

VÂNDALOS PICHAM MONUMENTO DE ZUMBI COM FRASES RACISTAS E SUÁSTICA

Funcionário da Comlurb limpa
 monumento, pichado no sábado
PICHAÇÃO ACONTECEU HORAS
 ANTES DA ASSINATURA DO DECRETO QUE DESTINA 20% DE VAGAS A NEGROS E ÍNDIOS NO FUNCIONALISMO PÚBLICO DO RJ


Rio - A estátua de Zumbi dos Palmares, na Avenida Presidente Vargas, Centro do Rio, próximo à Marquês de Sapucaí, voltou a ser pichada na madrugada deste sábado. No local, os vândalos gravaram dizeres racistas, como "invasores malditos macacos" e "fora safados africanos", e inseriram na base a figura de uma suástica. A cabeça do monumento recebeu tinta branca.


Palavras ofensivas e desenho
da suástica já foram removidos

   Segundo o secretário Municipal de Conservação Pública, Carlos Roberto Osório, o ato dos agressores é intolerável. "É inadmissível ter esse tipo de atitude no Rio. Não foi apenas uma simples pichação, mas um ato de racismo, com objetivo claro de vandalizar uma pessoa importante para o movimento negro. Não vamos tolerar uma agressão dessas a esse herói da nação", disse Osório.

   Ele afirmou que pediu atenção ao Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, para que os culpados pelo ato sejam presos com rapidez. Perguntado sobre a possibilidade de manter policiais monitorando o monumento, alvo de constantes ataques, Osório disse ser inviável o policiamento do local.

   "Não é possível por questões logísticas botar um policial em todos os monumentos existentes no Rio. O mais importante é identificar e punir esse tipo de agressor. Não foi uma operação simples. para pintar a cabeça do Zumbi, a pessoa teve que usar uma escada. Precisamos também da ajuda do carioca para denunciar esse tipo de crime", afirmou.

   As pichações foram apagadas na manhã de domingo. Dentro de dois dias, a Secretaria de Conservação vai reparar todos os danso causados ao monumento. A reparação está orçada em R$ 60 mil. O órgão prestou na queixa na polícia por crime ambiental, de danos ao patrimônio público e racismo, este último sem direito à fiança. esta foi a primeira vez no ano que o momumento foi alvo do ataque de vândalos.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

POLÍCIA CIVIL DO RJ REALIZA SEMINÁRIO DE CAPACITAÇÃO SOBRE A LEI CAÓ CONTRA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Vítor Abdala/Juliana Andrade:Agência Brasil.
Martha Rocha: "Qualificação aos policiais
para identificar fatos de intolerância religiosa"
      Delegados de Polícia Civil de todo o estado do Rio de Janeiro participaram na quarta-feira, dia 31 de maio, de um seminário de capacitação sobre a Lei Caó (7716/1989) para lidarem com a intolerância religiosa. O curso foi iniciativa da própria Polícia Civil e da organização não governamental Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro.
   Segundo a chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha, a instituição já conta com um núcleo de combate à intolerância religiosa, mas o objetivo do seminário é conscientizar todos os delegados fluminenses sobre a importância de se aplicar a Lei 7.716 de 1989 (Lei Caó), que prevê pena de até três anos de prisão àqueles que cometerem crimes às religiões de outras pessoas.
   “A verdade é que hoje estamos estendendo à toda a Polícia Civil essa qualificação  para que em todos os lugares do Rio um policial civil seja capaz de identificar um fato que tenha o viés da intolerância religiosa”, disse Martha Rocha.
     Segundo Ivanir dos Santos, representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, os crimes contra a religião têm aumentado nos últimos anos no Brasil e também, especificamente, no Rio de Janeiro.
    “Muitos delegados ainda não sabem como lidar com esse crime; alguns o minimizam, outros, por sua própria convicção religiosa, acabam não caracterizando-o como um delito grave. Mas o Estado é laico e a polícia é a mantenedora do Estado Democrático de Direito. A polícia pode contribuir para que esse tipo de atitude não crie um desequilíbrio na sociedade”, disse Ivanir
     Os policiais assistiram a vídeos e palestras e receberam uma cartilha que ensina como os delegados devem lidar com a intolerância religiosa.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

GRÊMIO É DENUNCIADO POR CRIME DE RACISMO NA FINAL DO CAMPEONATO GAUCHO

Fontes: Seppir,Conrado Gallo/Final Sports e Blogger do Caó
Zé Roberto: jogador foi chamado de macaco
 pelos torcedores gremistas na decisão do campeonato gaúcho
    A acusação de que o jogador Zé Roberto, do Internacional, teria sido vítima de racismo no Gre-Nal que decidiu o Campeonato Gaúcho, há três semanas, no Estádio Olímpico, repercutiu novamente. Nesta terça-feira, o procurador Alberto Lopes Franco, encaminhou denúncia contra o Grêmio ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD).
       O clube foi inserido no caso com base no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) que fala em “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa, ou portadora de deficiência.”
      A pena prevista em lei é de suspensão do estádio por 120 a 360 dias e multa de até R$ 100 mil.
Em entrevista à edição desta quarta-feira no Correio do Povo, o autor da denúncia explicou o motivo da ação.
      “Me baseei nas provas enviadas pelo Inter e na entrevista do próprio jogador”, explicou.
O caso ainda não tem data marcada para ser analisado pelo TJD.
      Zé Roberto já atuou pelo Flamengo, pelo qual foi campeão brasileiro em 2009, Vasco e Vitória da Bahia, Tendo passado ainda pelos futebol alemão, porutgues e japones e afirma não ter sofrido antes este tipo de agressão.
  

MÁRCIO GUALBERTO LANÇA MAPA DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA NO BRASIL

Márcio Gualberto, ativista da luta
contra a intolerância religiosa
Fonte: Afropress -   Lauro de Freitas/BA - O jornalista, ativista e membro titular do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), Márcio Alexandre Martins Gualberto, lançou no dia, 28 de maio, o "Mapa da Intolerância Religiosa: Violação ao Direito de Culto no Brasil" – a primeira sistematização dos casos de intolerância religiosa ocorridos nos últimos 10 anos no país.

   Entre os casos registrados no Mapa está o de Mãe Gilda, Ialorixá do Terreiro Ilê Axé Abassá de Ogum, em Salvador, que morreu após ter sua foto publicada no Jornal da Igreja Universal relacionada a uma reportagem sobre charlatanismo. Jaciara de Oxum, filha de Mãe Gilda, também estará no ato de lançamento. A morte da Ialorixá motivou a criação do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

   Segundo Márcio Alexandre – que é coordenador geral do Coletivo de Entidades Negras e também colunista de Afropress – “é visível que há uma vítima preferencial de intolerância religiosa no país, e essa vítima é o praticante de religiões de matrizes africanas tais como o Candomblé e a Umbanda”.

   Ele acrescenta que, a proposta do Mapa não é apenas apresentar denúncias, mas mostrar o quanto se tem avançado no enfrentamento da intolerância. «No país inteiro as organizações do movimento social se mobilizam, os religiosos se articulam e pressionam o poder público a pôr um fim à intolerância religiosa, seja promovendo caminhadas, produzindo documentos, ou até mesmo chamando para o diálogo outras tradições religiosas para somar força. O que vemos é que a cada dia as pessoas se conscientizam que têm o sagrado direito de manifestar sua fé», afirmou.

   O Mapa terá, além de sua versão impressa, um website para receber denúncias, encaminhá-las aos órgãos competentes nos Estados, acompanhar os desdobramentos e também divulgar o que as organizações da sociedade civil e o Poder Público vem produzindo para defender o direito de culto no país.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

DECRETO DE 20% DE COTAS PARA NEGROS NO FUNCIONALISMO DO RJ TERÁ O NOME DE ABDIAS NASCIMENTO

POR FERNANDO MOLICA, JORNAL O DIA

   No próximo dia 6 de junho, o governador Sérgio Cabral assinará um decreto que destinará 20% das vagas em concursos públicos do Estado para negros e índios. O decreto levará o nome do ex-senador Abdias Nascimento, um dos pioneiros do movimento negro no Brasil e que morreu no último dia 24.
A solenidade terá a presença da ministra-chefe da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Helena de Bairros. Ela quer que o exemplo do Rio de Janeiro seja imitado por outros estados do País.

Luiza Bairros que modelo do Rio
seja adotado em todos os estados
Os critérios
   Uma portaria a ser editada pelo governo irá definir os critérios que possibilitarão o uso da cota. No caso da Uerj, vale a palavra dos candidatos, responsáveis por declarar sua cor ou etnia. A reserva de vagas já valerá para os próximos editais do governo do Estado.  A implantação do sistema de cotas será acompanhada pela Secretaria de Assistência Social, que fará relatórios a cada três anos